Salve Leitor.

 

Alguns amigos tem me perguntado acerca da expansão lançada recentemente pela Games Workshop para jogos em larga escala: Apocalypse.

 

Embora as perguntas sejam as mais diversas possíveis dá pra resumir da seguinte maneira: “Apocalypse é legal?”. Minha respota tem invariavelmente sido: “É claro que sim”.

 

Como tenho dito o livro Apocalypse nada mais é que uma grande missão. “Mas um livro inteiro só pra descrever uma missão?” você pode estar se perguntando. Sim tinha que ser um livro inteiro porque o conteúdo introduzido com essa missão é absurdo.

 

A missão introduzida pelo livro é chamada, com propriedade, “Apocalypse Mission”, e ocupa meras 8 páginas do livro onde são detalhadas todas as etapas necessárias para jogar uma partida, mas falaremos mais disso em breve.

 

O grande atrativo de uma partida de Apocalypse é dar ao jogador a oportunidade de, sem estar amarrado pelo “Force Organization Chart” das missões normais, poder utilizar grande parte, ou mesmo toda, de sua coleção de miniaturas em uma partida pagando tão somente o custo em pontos das mesmas para incluí-las em um army. Isso significa que você poderia, se quisesse e tivesse os modelos para isso, disputar uma partida de Apocalypse usando tão somente HQs (imagine 20, 30 comandantes marines, chaplains e librarians enfrentando uma horda de inimigos), Heavy Supports (uma companhia de tanques sem infantaria) ou o que quer que dê na telha. As possibilidades são ilimitadas.

 

Justamente para permitir que se incluam o maior número de miniaturas possível é que se ampliou, ou melhor, limitou o número de pontos para partidas de Apocalypse. O MINIMO para uma partida de Apocalypse seriam 3000 (três mil pontos) pra cada lado/jogador. Consigo ouvir alguém gritando: “Mas eu não tenho tudo isso de pontos em miniaturas!!”. Simples já que você pode usar miniaturas de diversos codexes/raças combinadas em um só army nessas partidas, desde que exista uma razão plausível para essas forças estarem aliadas. “Mas eu só tenho um army!” grita mais alguém. Nesse caso a solução é ainda mais interessante já que você e um amigo podem combinar suas forças para enfrentar outro oponente (ou mais de um se ele também não tiver miniaturas suficientes).

 

Entendendo essas duas considerações básicas a respeito da seleção de forças para uma partida de Apocalypse você já está pronto para experimentar uma partida. Como disse antes o livro devota 8 páginas para a “Apocalypse Mission” detalhando os passos a serem seguidos na preparação da batalha. Eles são 9 :

 

1 – Escolha seu exército: Aplica-se aqui tudo que já mencionei anteriormente acerca da não aplicação do “Force Organization Chart”, do número mínimo de pontos e de como selecionar as forças para compor o army.

 

2 – Escolha os times: Se o jogo tiver mais de dois jogadores eles devem ser divididos em dois times de sorte que ambos os lados contem com, mais ou menos, o mesmo número de pontos.

 

3 – Prepare o campo de batalha: Basicamente colocar terreno como se faz normalmente. Depois decida onde fica a “Terra de Ninguém” (No-man’s land) e escolha os lados para o deploy.

 

4 – Decida pelo limite de tempo: Escolhe-se então a duração do jogo em número de horas.

 

5 – Escolha os Strategic Assets (Vantagens estratégicas): Aqui está outra coisa legal introduzida com o livro. Por agora basta saber que cada lado recebe um número de vantagens estratégicas igual ao maior número de jogadores de um dos lados (por exemplo se 2 jogadores enfrentarão 3 oponentes cada lado ganhará 3 vantagens estratégicas). Além disso o lado com menos pontos recebe uma vantagem estratégica extra para cada 250 pontos de diferença em relação ao lado com mais pontos. Não é permitido que se escolha uma vantagem estratégica mais que uma vez.

 

6 – Deploy – Cada lado tem um tempo fixo para fazer o deploy (escolhido pelos jogadores). Quem escolher o menor tempo começará o jogo e fará o deploy primeiro. Unidades não colocadas na mesa no tempo apontado ficam automaticamente em reserva.

 

7 – Coloque os objetivos na mesa: Diferente de batalhas onde se determina o lado vitorioso com “victory points” (pontos de vitória) na partida de Apocalypse o vencedor é determinado pelo controle dos objetivos. São colocados na mesa 3 objetivos por cada lado, um na sua própria área de deploy, uma na terra de ninguém e outro na área de deploy do inimigo.

 

8 – FIGHT: Auto explicativo não?

 

9 – Determine o lado vitorioso: Ao fim do tempo alocado para a partida o lado que conquistou mais objetivos vence.

 

Simples não? “E o resto do livro?” você pode me perguntar. O restante do livro é devotado a trazer “datasheets” detalhando formações especiais de cada uma das raças do 40K (formações são unidades especiais formadas pelo conjunto de outras unidades da raça) bem como unidades legendárias (legendary unis) de cada uma das raças. “O que são unidades legendárias?” alguém pergunta. Bem unidades legendárias são outro grande atrativo das partidas de apocalypse. Warhounds, Revenants, Tyranid Bio-Titans, Baneblades, Thunderhawks… todas as unidades extremamente poderosas que antes só eram utilizadas em jogos de Epic justamente porque poderiam desbalancear uma partida “normal” de warhammer 40.000 encontraram um lar com o Apocalypse e podem agora ser utilizadas nessas partidas já que pontos não são um problema aqui. “Quão poderosas são essas unidades?” Basta dizer que cada uma dessas unidades tem poder de fogo suficiente pra abater um army “normal” de 40K praticamente sozinho. Mais datasheets com formações e unidades legendárias podem ser encontradas online aqui.

 

Além das datasheets o livro detalha ainda em 4 páginas as vantagens estratégicas (Strategic Assets) que podem ser escolhidos por cada lado. Essas vantagens estratégicas variam entre vantagens altamente ofensivas, como bombardeios orbitais e “preliminary barrages”, e vantagens de alto valor estratégico como “JAMMERS” que impedem que o inimigo se comunique enquanto faz o deploy e “BUNKERS” para esconder suas tropas.

 

Retornando a pergunta inicial só posso adicionar que uma partida de Apocalypse é extremamente divertida, porém igualmente trabalhosa já que o número de tropas e jogadores envolvidos é bem maior que o habitual. Além disso existem as questões logísticas pertinentes ao jogo como onde jogar, tamanho da mesa, tempo de duração, comes e bebes.

 

Tendo dito isso não é impossível organizar um evento desse uma vez ao mês ou a cada dois meses desde que os envolvidos se dediquem a fazer o jogo dar certo.

 

E já que estamos falando de Apocalypse é hora de revelar um segredo. Já rolou a primeira partida de Apocalypse no Brasil (pelo menos de que eu tenho noticia) mas até hoje não rolou um “Battle Report” decente porque os envolvidos no jogo são mega enrolados. Assim deixo um teaser do que rolou na partida cheia de bizarrices e reviravoltas (Flyers may never assault nor be assaulted- p. 94 Tocha!).

 

“Orbital Bombardment” em curso:

 

   

 Deploy:

 

 

 Assalto Ork:

 

 

 Geral da mesa ao fim do jogo:

 

 

 Até a próxima.

 

 

 

 

 

 

 

 

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