Archive for 24/06/2008

Salve Leitor.

 

Ah como é bom ter novidades pra trazer pra vocês! E a de hoje é BOMBÁSTICA!!!

 

As noticias de hoje vem direto do Games Day Canadá, que rolou no sábado passado dia 21 de junho, ao qual esteve presente ninguém menos que Jervis Johnson. Como de costume Jervis discorreu acerca dos lançamentos futuros tendo somente confirmado que os trabalhos no Codex Imperial Guard já começaram. E ai veio a grande surpresa: O próprio Jervis Johnson disse que talvez os Squats retornem ao 41º. Milênio!!!

 

Se você tem pouco tempo de hobby talvez jamais tenha ouvido falar neles, o grande tabu nos últimos tempos em qualquer papo sobre planos pro futuro, o temor de qualquer raça/exército que não vende bem. Os Squat eram a contraparte “sci-fi” dos anões de Fantasy em uma época em que os dois sistemas se espelhavam sendo basicamente versões medievais e futurista de um mesmo universo.

 

Com a passagem da 2ª. Para 3ª. Edição do Warhammer 40.000 os Squat foram deixados de lado, simplesmente excluídos do universo ficcional do 40K para o desespero dos jogadores que colecionavam exércitos dessas raças. A explicação para o sumiço da raça foi que os Tyranids teriam consumido os mundos habitados pelos Squats.

 

Antes de continuar o papo tenham em mente que se trata do mesmo Jervis Johnson que em 2004, em um forum da internet, justificou o desaparecimento dos Squats creditando-o ao fato de que em virtude de não se ter feito justiça ao conceito de “anões espaciais” os Squats teriam se tornado uma piada no universo do 40K e o time criativo da GW não estaria conseguindo conceber formas de revitalizar a raça. Além disso haveria uma disparidade entre as linhas de miniaturas devotadas a raça nos sistemas em que ela aparecia (Epic e 40K) o que evitava uma “visão coesa da raça”.

 

Pois bem, Jervis afirmava em sua palestra que a GW tem planos de nos próximos 5 anos rever todos os codexes que não haviam sido revisitados na 4ª. Edição. Aparentemente Witchhunters e Daemonhunters seriam os últimos dessa lista de intenções e portanto só verão a luz ao fim dos tais cinco anos. Quando essa revisão for concluída, SE a GW puder dispor dos recursos de design (o que não é possível no presente momento), eles poderão então contemplar re-introduzir os Squat no universo ficcional do 40K porém eles o fariam como uma raça alienígena completamente nova e sem qualquer relação com o conceito original da raça (possivelmente adotando o conceito dos Demiurgos já existentes em Battlefleet Gothic).

 

Não bastasse a grande nova (ok talvez não tão grande assim já que muita coisa pode acontecer em 5 anos) temos novas fotos das miniaturas que comporão a linha de colecionadores de 40K, bem como fotos melhores do Warboss e do Capitão marine da caixa “Assault on Black Reach”.

 

 

 

 

 

 

 

Por hoje é só. Até a próxima.

Salve Leitor.

 

Me lembro que à época em que surgiram os primeiros rumores sobre o futuro lançamento do Apocalypse muitos se perguntavam se esse novo formato de jogar o Warhammer 40.000 não substituiria completamente o então “jogo padrão” de 1500-2000 pontos que disputávamos costumeiramente.

 

Bom hoje posso afirmar que a substituição ou não do formato padrão por aquele apresentado no Apocalypse depende tão somente da vontade dos jogadores. “Dá mais trabalho?” Dá. Um jogo de 3000 pontos ou mais necessita de mais organização que uma partida normal, mas depois de duas partidas posso dizer que o Apocalypse é bem mais divertido.

 

Rolou no fim de semana passado mais uma partida de Apocalypse na “arena local” onde eu e o Luis “Malek The Unbound” Carlos nos enfrentamos com cerca de 4700 (quatro mil e setecentos) pontos de cada lado. O que se segue é um relatório daquela batalha escrito meio que a duas mãos (as considerações do Luis Carlos estão em itálico/negrito).

 

Nos reunimos na sexta feira (dia 20 de junho) a noite para começarmos o jogo. Já havíamos combinado que o Malek traria suas forças combinadas de Necrons e Chaos Space Marines para enfrentar meus Space Marines (Ultramarines e Salamanders).

 

Luís “Malek” Carlos: Bom, a primeira coisa que tenho que falar sobre o jogo é “once you go apocalypse you never go back”. O jogo dá outra dimensão para o 40k, a emoção começa desde o deploy, feito por tempo, até os strategic assets que se pode usar. Realmente não tem comparação. E aprendi muita coisa jogando essa partida, pude ver a máxima “nenhuma estratégia resiste ao encontro com o inimigo”, que não se deve subestimar nenhuma peça na mesa e, acho que o mais importante, em uma partida com tantas armas pesadas como é o apocalypse, nunca afunile suas forças para tentar passar em algum lugar (um demolisher praticamente levou o jogo inteiro pro Estevão).

 

Também gostei muito da sinergia entre Chaos Marines e Necrons, apesar de não ter explorado isso direito, já tenho novos planos e estratégias para um próximo jogo.

 

Outra coisa que gostei muito no jogo foi que finalmente pude ver porque terminators são tão temidos. Eles realmente fizeram seu trabalho nesse jogo. Bom, chega de divagar, e vamos ao Battle Report.

 

Seguimos a risca o roteiro trazido pelo livro (já comentado aqui). Começamos com o Malek colocando os cenários na mesa definindo o lay-out do campo de batalha e definindo onde ficava a terra de ninguém (a trena estendida nas fotos marca a terra de ninguém – 6 polegadas de cada lado da trena). Dadas as limitações combinamos disputar um ou dois turnos ainda na sexta-feira e continuarmos no sábado até as 4 da tarde (eu tinha um evento familiar mais tarde o que impossibilitava que o jogo se alongasse além desse horário).

 

  

 

 

O próximo passo era a escolha de strategic assets. Cada um de nós tinha direito a um (o jogador começa com um número de strategic assets igual ao maior número de jogadores em um dos times) mas como o Malek totalizava mais pontos que eu, tive acesso a mais strategic assets para igualar as coisas (o jogador com menos pontos pode escolher um strategic asset adicional para cada 250 pontos a mais do jogador oponente) totalizando 1 (um) strategic asset pro Malek e 3 (três) pra mim. Escolhi “Flank March” (que permitiria que minhas reservas entrassem em jogo por qualquer das bordas da mesa); “Orbital Bombardment” (um bombardeio orbital a ser utilizado em uma de minhas fases de tiro) e por fim a temida e reverenciada “Vortex Grenade” entregue aos cuidados de ninguém menos que o próprio Marneus Calgar. O Luis optou pela “Blind Barrage” que criaria uma cortina de fumaça que bloqueia as linhas de tiro traçadas através dela.

 

Tudo pronto nos restava o deploy. Apostei que faria meu deploy em 5 minutos contra os 7 apostados pelo Luis. Assim eu faria o deploy primeiro mas em compensação teria o primeiro turno. Optei por colocar poucas unidades em jogo logo no começo. Bem próximos a terra de ninguém foram inseridos os Dreadnoughts e o Warhound enquanto ocupando a infestação Tyranid coloquei minhas tropas e dois razorbacks.

 

 

O Luis Carlos conseguiu colocar bastante coisa na mesa o que de cara me deixou bastante preocupado. Duas unidades de Necron Destroyers, uma unidade de Warriors e Scarabs (malditos scarabs!!!) bem próximos a terra de ninguém, dois demon princes, um feiticeiro do chaos, um predator, uma unidade de thousand sons, uma unidade de chaos bikers, um rhino recheado de khorne berzerkers e o lorde de khorne, um land raider com tropas embarcadas e um defiler. Ainda bem que eu teria o primeiro turno.

 

 

 

Como combinado jogamos o primeiro turno ainda na sexta-feira. Antes da minha fase de movimento o Malek fez uso dde sua vantagem estratégica lançando sua “Blind Barrage” em “no mans land”, bloqueando a linha de visão de praticamente todas as minhas tropas (alguns strategic assets podem ser empregados mesmo no turno inimigo). Pra burlar a “Blind Barrage” comecei o jogo avançando com o Warhound que logo avançou 12” em direção ao centro da mesa e com os Dreadnoughts. Na fase de tiro os Dreadnoughts abriram fogo contra a unidade de chaos bikers matando todos na unidade menos um, o warhound por sua vez abriu fogo contra os destroyers, o feiticeiro do chaos e Deamon Prince dedicado a Khorne, dando um wound nesse ultimo, matando o Sorcerer e três dos quatro destoyers com o canhão de plasma. O Vulcan “Mega Bolter” derrubou seis necrons. Por fim a decisão da qual me arrependeria… o Warhound assaltou os scarabs e warriors matando um dos warriors e causando um wound em uma das scarab bases. E esse seria o fim da sua atuação.

 

Foto mostrando a Blind Barrage ( a trena estendida):

 

 

 

Em seu turno a “Liga malvados do Cabuçu” avançou em massa em direção aos inimigos. O rhino recheado de Khornitas sedentos de sangue avançou 12” em direção aos Space Marines assim como o Land Raider. O Dreadnought do Chaos e o Chaos Biker remanescente avançaram contra os Dreadnoughts dos Marines. O Destoyer remanescente do ataque do Warhound continuou fugindo em direção à borda da mesa. A fase de tiro do Luis foi bastante simples já que, com exceção do dreadnought do chaos que abriu fogo contra sua contraparte imperial todo o restante da “Liga dos Malvados” sabugou o Warhound infligindo ao mesmo avarias que o impediriam de atirar no turno seguinte e que diminuíram sua capacidade de movimentação. Atuação importante dos Necron Warriors que, para vingar seus irmãos tombados (somente dois não se reergueram), abriram fogo contra o Titan, destruindo o canhão de plasma. Na fase de assalto o Dreadnought do Chaos assaltou o Dread Salamander enquanto o Chaos Biker assaltou o Dread Ultramarine. O Warhound foi assaltado pelos Scarabs e por um dos demon princes. Nos combates subseqüentes o Dread Ultramarine matou o chaos biker, o Dread Salamander perdeu o Assault Cannon e em contrapartida imobilizou e destruiu o braço de combate corpo a corpo do Dreadnought do Chaos. E para meu desespero, após um dano estrutural causado pelo Deamon Prince, o Warhound foi abatido pelos Scarabs… Sim, você leu certo. Os scarabs mataram o Warhound. Sem comentários.

 

 

 

 

 

Como já estava um pouco tarde decidimos parar por ali e continuar no dia seguinte. Assim o Luis foi pra casa exultante por ter abatido um Warhound Titan com meros scarabs necrons e eu fui resignado enfrentar pesadelos com aranhazinhas metálicas arrasando meu instrumento de destruição em massa.

 

Continua…