Archive for October, 2011

 

 

Salve leitor.

 

Como andei comentando aqui no blog a dificuldade em adquirir novas miniaturas para os jogos GW está forçando muita gente no Brasil a procurar alternativas. Não por acaso pululam no Warhammer Brasil relatórios de batalha de diversos outros sistemas. Parece que todo mundo anda experimentando algum jogo novo e compartilhando suas experiências com os colegas de hobby.

 

Eu mesmo já acalentava há algum tempo a vontade de experimentar novos jogos de estratégia, mas sempre esbarrava na dificuldade em encontrar oponentes onde moro contudo,  com o advento do Embargo posto em prática pela GW percebi que era chegada a hora de procurar um novo Wargame.

 

Basta uma pesquisa rápida na internet pra ver que existem várias empresas colocando no mercado os mais variados jogos de estratégia com as mais diversas ambientações. Existem hoje jogos de guerra para todos os gostos: Históricos (focando em diversos períodos); Medievais; Medievais Fantásticos; Pulp; Modernos e de Ficção Cientifica. Embora goste muito de ambientações de fantasia medieval, e consuma muito material nessa ambientação em diversas mídias, quando o assunto são os wargames acabo optando pelos de ficção cientifica. Não tenho uma razão pra essa preferência, até mesmo porque como acabo de dizer compro muitas miniaturas de fantasia, mas, uma vez mais um jogo de ambientação Sci-Fi chamou minha atenção: Infinity.

 

 

O Infinity é produzido por uma companhia espanhola chamada “Corvus Belli”, empresa que eu já conhecia a algum tempo por causa de uma linha de miniaturas destinadas aos jogos de RPG chamada “WarCrow”. Na época considerei adquirir algumas miniaturas de temática japonesa dessa linha, mas, como acabei deixando de jogar RPG desisti da aquisição e acabei me esquecendo da companhia.

 

Há cerca de um ano ou dois, dois amigos do Rio de Janeiro começaram a comentar bastante, e com muito entusiasmo, sobre um novo jogo que eles haviam começado a experimentar. Os dois elogiavam não só o jogo em si, descrito como um jogo muito mais taticamente acurado que os demais, como também a linha de miniaturas produzida especificamente para ele.

 

Comecei a procurar mais sobre o jogo na internet e a beleza das miniaturas me encantou logo de cara. Não sei precisar exatamente o que, mas as miniaturas de Infinity possuem um diferencial em relação a outras no mercado. Sendo assim, empolgado com as miniaturas e as descrições sobre o jogo empatei algum dinheiro na aquisição de um livro de regras do jogo. As regras estão disponíveis gratuitamente para download no site do jogo, mas eu costumo ser meio chato quando começo um novo jogo e tento adquirir sempre as regras antes de qualquer outra coisa, até mesmo pra determinar se vale o investimento. Além disso, o background de um jogo sempre é um fator muito importante pra mim, senão determinante, no que diz respeito à aquisição de novos jogos e a versão disponível para download não inclui nada sobre a ambientação do Infinity.

 

Bom, posso dizer desde já que não me arrependo por um segundo da compra e, sendo honesto, me surpreendi com a qualidade do background e do jogo em si, no entanto não coloquemos o carro na frente dos bois. Onde eu estava mesmo? Ah! O livro de regras.

Produzido em capa dura o livro que comprei trás a segunda edição revisada do jogo e é, na falta de melhor descrição, um espetáculo para os olhos. Ele trás mais de 200 páginas completamente coloridas e ricamente ilustradas com desenhos, diagramas explicativos e fotos das miniaturas em cenários incríveis (como as que ilustram este artigo). Algo digno de nota e que alguns colegas comentaram e eu não havia percebido até ter o livro em mãos é a forte influência dos mangás no conceito visual do jogo uma vez que as ilustrações, e em menor grau as miniaturas, remetem bastante ao estilo consagrado dos quadrinhos japoneses.

 

Devo admitir que não gosto muito de mangás (li muito pouca coisa) ou mesmo do estilo “manganesco” de desenhar quadrinhos e fazer animações (só gosto mesmo de Akira e nunca curti “Cavaleiros do Zodiaco” ou “Dragon Ball”), porém, nesse jogo achei que a coisa toda funcionou de modo legal e o estilo acabou servindo como uma luva. Citando o bom, e sucinto, amigo Marcos: “Ornou”!

 

Como eu já disse o background do Infinity foi uma grata surpresa, justamente por contrastar tanto com a ambientação do jogo sci-fi da GW à que me dedico a tanto tempo. Ambientado 175 anos no futuro da nossa terra o universo do Infinity nos é ainda muito familiar, mas, ao contrário do sombrio futuro distante onde só existe guerra, o futuro aqui é brilhante. A humanidade finalmente conseguiu se desvencilhar de suas amarras terrestres e lançou-se às estrelas colonizando novos mundos. Criamos ainda a Inteligência Artificial e conquistamos grandes avanços tecnológicos. Nesse futuro é finalmente possível viver livre de doenças e potencialmente para sempre (ao menos para alguns poucos) já que a imortalidade é alcançável e a ressurreição uma possibilidade. Para o ser humano médio a civilização vive seu apogeu.

 

É claro que nem tudo são flores senão esse não seria um Wargame certo? Longe dos olhos do público em geral os poderes que dominam os mundos da humanidade travam entre si uma guerra secreta buscando a primazia sobre os demais. Além disso, uma força alienígena combinada, sob o jugo de uma poderosa entidade conhecida como EI (Evolved Intelligence ou Inteligência Evoluída em português) se aproxima dos domínios da humanidade e eles não vêm como amigos de nossa raça.

 

 

Eu mencionei ainda há pouco que existe uma familiaridade com a ambientação e isso se dá por que o nosso mundo atual lança reflexos no futuro apresentado no jogo. Nesse futuro as nações como conhecemos hoje deixaram de existir e a humanidade se fragmentou em diferentes facções. Em nosso planeta, a Terra, os países de hoje em dia deixaram de existir e o poder é disputado entre dois grandes blocos, verdadeiras super potências, que amalgamam as antigas nações: PanOceania, que reúne entre outras tantas nações de mentalidade ocidental o Brasil, e Yu Jing que reúne as nações asiáticas sob o controle da antiga China.

 

 

 

Existem ainda três facções humanas fora da terra. A primeira delas é o “Novo Islam”, ou Haqqislam, um novo poder econômico e religioso que surgiu com base num novo entendimento da doutrina muçulmana. Seus lideres, entendendo que a Terra não serviria como lar desse novo recomeço, encontrou na colonização espacial uma saída e financiou a colonização de um novo sistema, Bourak, pra onde migraram grande parte dos adeptos do Novo Islam e onde se tornaram grandes mercadores e referência no campo da medicina.

 

 

A segunda facção é composta por colonos de origem Russa, Francesa, Americana e Escocesa que operaram em conjunto no Projeto “Dawn” (aurora ou amanhecer), uma iniciativa para explorar um buraco de minhoca (Wormhole) através do qual era possível chegar a um novo sistema colonizável. Porém, algo deu errado e os primeiros colonos foram deixados sem suprimentos ou reforços quando o buraco de minhoca entrou em colapso destruindo a segunda nave colonizadora e isolando os colonizadores originais da humanidade. Tempos depois, através de um novo buraco de minhoca, contato foi re-estabelecido com os colonizadores originais, agora uma nação intitulada Ariadna (nome da nave que os transportara até o novo sistema) que se insurge contra os interesses expansionistas de PanOceania e Yu Jing.

 

 

Por fim temos os Nomads (Nômades), humanos que deixaram a sociedade estabelecida na Terra para singrar as estrelas em três enormes espaçonaves ( Tunguska, Bakunin e Corregidor) fazendo os trabalhos que outros não podem ou não querem fazer.

 

 

Tenha em mente que o que ofereço ao meu leitor aqui é um resumo, uma tentativa de condensar 125 páginas de uma ambientação rica e cheia de nuances de modo a apresentar, em linhas gerais, as facções disponíveis para os interessados no jogo. Eu recomendo taxativamente que, havendo interesse, você invista na aquisição do livro de regras. Com certeza você também não irá se arrepender.

 

 

“Mas e o jogo em si? Como são as regras?” Bom, eu ainda não joguei uma partida propriamente dita. Em julho passado, visitando o Clube Gaúcho de Wargames, o amigo Vitor jogou comigo um demo, que me ajudou a compreender melhor as regras, mas que dificilmente conta como um jogo sério, primeiro porque o Vitor ali estava imbuído do espírito de ensinar e segundo porque faltou-me o acúmen tático tão necessário nesse jogo. Ainda assim, julgando com base nessa demonstração, em um jogo que assisti e em minha leitura das regras posso assegurar você que o Infinity é sim um dos jogos mais taticamente acurados que já vi.

Uma das coisas a se ter em mente é que o Infinity é um jogo “Skirmish”, ou seja, um jogo focado em pequenas escaramuças entre um punhado de miniaturas e essa é justamente a intenção de seus desenvolvedores. Como já apontei, na ambientação do jogo, o universo goza de relativa paz e os conflitos entre as facções refletem pequenas operações secretas e conflitos de menor intensidade entre suas forças. Embora esse possa ser um fator de desinteresse para uma parcela de jogadores por aqui eu garanto que tal fato não diminui em nada o brilho do jogo.

 

As partidas de Infinity usam mecânicas consagradas já conhecidas daqueles familiarizados com os wargames como turnos de jogo alternados, rolagem de dados para determinar sucesso de ações, linha de visão entre as miniaturas e a construção de exércitos tendo como base um número de pontos pré-definidos para a partida, mas, o que distingue o Infinity dos outros jogos de estratégia são duas novas mecânicas ( ao menos o são pra mim): as “Orders” (Ordens) e “Automatic Reaction Orders” (ARO – Ordens de Reação Automática – Vou manter os termos em inglês para evitar confusões sobre as regras).

 

Deixem-me explicar rapidamente como cada uma funciona. Durante uma partida os jogadores se alternam em turnos nos quais cada jogador poderá ativar e assim realizar ações, com as miniaturas que compõe seu army gastando para isso suas “Orders”. Cada jogador recebe uma “Order” para utilizar em jogo para cada miniatura que ele tem em seu exército. Assim, se um jogador possui em seu exército 7 (sete) miniaturas ele terá 7 (sete) “Orders” para utilizar em cada turno. Se o outro jogador possuir somente 4 (quatro) miniaturas em seu exército ele terá somente 4 (quatro) “Orders” para gastar em seu turno, potencialmente executando menos ações que seu oponente de exército mais numeroso.

 

O que chamou minha atenção logo de cara nessa mecânica é que o jogador não pode se dar ao luxo de construir o exército investindo os pontos em poucas unidades poderosas porque ao fazê-lo ele não geraria “Orders” suficientes para usar as miniaturas de forma efetiva em batalha. Outro aspecto interessante é que você não está obrigado a ativar todas as miniaturas do seu exército a cada turno. Uma vez que a miniatura integre o army ela adiciona uma “Order” ao conjunto de “Orders” à disposição do jogador que as emprega como bem entender podendo, inclusive, empregar todas as “Orders” que possui para ativar várias vezes uma mesma miniatura durante um único turno. Não, isso não quer dizer que um jogador poderia, potencialmente, empregar todas suas “Orders” e destruir com impunidade o exército inimigo em um único turno.

 

 

Tá lembrado da segunda mecânica do jogo mencionada por mim? É ela a responsável por balancear o jogo tornando-o taticamente instigante assim como é a razão pela qual O Infinity tem sido propagandeado com um slogan a principio estranho para qualquer Wargamer: “É sempre seu turno!”

 

Normalmente você teria que aguardar até que seu oponente completasse o turno dele para poder agir no jogo, mas isso não acontece no Infinity. Nesse jogo, graças a mecânica do ARO, realmente é sempre seu turno. Sempre que o jogador ativo (Active Player – O jogador que está agindo no seu turno) gasta uma “Order” e realiza uma ação com uma de suas miniaturas seu oponente tem a chance de executar uma ação (uma ARO) sem gastar nenhuma “Order” com cada uma de suas miniaturas que possui linha de visão para a miniatura ativada. Essa ação realizada pelo oponente (ARO) acontece ao mesmo tempo que a ação anunciada pelo jogador ativo e não apenas tem o potencial de atrapalhar ou interromper a ação do jogador ativo, mas pode ainda eliminar a miniatura ativa que realiza a ação.

 

Para resolver o impasse criado os dois jogadores terão a chance de rolar um dado e se o jogador reativo (aquele que está empregando a ARO) vence a rolagem de dados ele atrapalha de alguma maneira a ação anunciada pelo jogador ativo levando em consideração a ação anunciada como ARO.

 

 

Soa complicado? Bom eu também não entendi direito como funcionava essa regra na primeira vez que a li, já que ela subverte o status quo dos jogos permitindo que um jogador aja durante o turno de seu oponente. Imagine um Wargame típico, nele, durante o seu turno, é possível correr bem em frente ao exército inimigo com relativa impunidade porque seu oponente só poderá agir quando for o turno dele correto? Isso não acontece no Infinity. Se você opta por correr com uma miniatura passando com ela em frente de um modelo inimigo esse modelo tem uma chance de reagir (usando a ARO) e pode abater seu modelo impedindo-o de completar seu movimento.

 

“Uau!” você pode estar pensando com seus botões. É mesmo surpreendente. Acredito ter soado exatamente dessa maneira quando entendi o funcionamento do ARO da primeira vez. Na verdade é até possível que eu tenha gargalhado sonora e maquiavelicamente já que pela primeira vez um jogo me oferece a possibilidade de reagir às ações do meu oponente em tempo real, tal qual ocorreria em uma situação de combate real.

Vou dar outro exemplo: Imagine que você está disputando uma partida e decide empregar uma de suas miniaturas, um granadeiro, para arremessar uma granada através de uma janela na tentativa de desalojar um inimigo que está escondido (É dá pra fazer isso no Infinity também!). Você anuncia então sua ação como “Levantar-se atrás do muro e arremessar uma granada pela janela”, mas o seu oponente no jogo tem linha de visão para seu granadeiro com um sniper posicionado num prédio ao lado. Assim ele declara a ARO a que ele tem direito como “Vou disparar com meu sniper contra o seu granadeiro”. Agora os dois jogadores vão rolar um dado (o jogo usa dados de vinte lados) e quem vencer essa rolagem (tirando um resultado abaixo do valor de habilidade aplicável, porém mais alto que o valor obtido pelo oponente) consegue dar seguimento à ação anunciada. No nosso exemplo, se o jogador ativo vence a rolagem seu granadeiro se esquiva do tiro e completa a ação arremessando a granada e resolvendo suas conseqüências (BOOOM!) porém, se o jogador reativo vencesse a rolagem de dados o tiro de seu sniper atingiria o granadeiro não só interrompendo a ação mas também possivelmente abatendo-o (já que tiros costumam ser mortais nesse jogo).

 

Parece injusto ter uma de suas miniaturas abatidas pelo inimigo em seu próprio turno? Bom, basta lembrar que você também terá a chance de agir durante o turno de seu oponente. Agora tente imaginar as implicações táticas dessa simples mecânica em um jogo. Para se mover, por exemplo, você terá de lançar mão de subterfúgios para mover-se pela mesa de jogo sem ser alvo dos tiros do inimigo. Soluções como o emprego de camuflagem, andar agachado ou mesmo arrastando-se ou mover-se com a cobertura de uma granada de fumaça parecem soluções táticas possíveis certo? Pois bem, e se eu disser que o Infinity oferece a possibilidade de fazer tudo isso e muito mais?

 

Já tendo sido fisgado pelas miniaturas e pelo background as regras inovadoras do Infinity foram o empurrão derradeiro e não tenho mais qualquer dúvida de que vou mergulhar de cabeça nesse novo universo. Sendo assim gostaria de convidar à você, leitor do “The Painting Frog” a continuar visitando o blog e me acompanhando enquanto exploro as possibilidades apresentadas pelo jogo, suas regras, miniaturas e coleciono e jogo com os novos exércitos. Sinta-se a vontade de retornar sempre que quiser para mais informações sobre esse novo jogo  que aporta agora por aqui.

 

 

Would you like to know more?

Hello there.

I’ve mentioned in a recent post I’d be broadening my horizons by experimenting with other gaming systems out there. There’s one gaming system in particular I’ve been itching to try for a while but hadn’t had the means to properly try so far: Infinity!

Produced by Corvus Belli, a Spanish company which I first noticed years ago when I came across their “WarCrow” line of miniatures for RPGs, the Infinity game has been around for a while but it was only in the last couple of years that it has really gathered my attention. A couple of friends in Rio De Janeiro started talking about this game praising not only the quality of the miniatures designed for it but also how much more tactically accurate Infinity was when compared to other wargames.

They talked so much about it, and their comments had been nothing short of “Awesome!” that I felt compelled to check what all that buzz was about so I forked out some cash and purchased a copy of the game’s rulebook. Mind you the rules are available as a free download from the Infinity website, but as a diehard sci-fi fan and a roleplayer at heart I had to check how good the game’s background was as it is always a huge part of a game for me.

I must admit being surprised by how good the gaming system and the background are. The book in itself is a veritable eye candy, as it sports over 200 colored pages and is lavishly illustrated with artwork and photographs of the game’s models. Some friends I’ve discussed the game with have pointed out that the illustrations, and the miniatures in a smaller degree, have a strong manga influence. I didn’t notice it at first, as I’m not a great manga fan, but the games does have a certain manga feel to it but, it is not that big a deal unless you abhor anything closely resembling Japanese comic books.

Set 175 years into our own future the universe of Infinity is, opposed to the grim darkness of the distant future where there is only war, a bright beacon of hope. Humanity has finally freed itself from earth and has colonized the stars; we’ve given birth to Artificial Intelligence and it’s possible to live forever (at least for a select few). To the average citizen humanity is at the apex of our civilization.

But not all is as it seems. Far from the public’s eye the powers that rule the human worlds wage a secret war for dominance and a combined alien force, led by the EI (short for Evolved Intelligence), encroaches the human domains.

I’m trying my best here to summarize 125 pages of background in an interesting way, but you’ll definitely need a copy of the rulebook if you want to soak in all the nuances of the game’s setting. The background section also offers detailed descriptions of each of the human powers, and how they came to exist, and the Combined Army (the aliens) and their respective fighting forces.

Personally I couldn’t have asked for much more as an interesting background. “But what about the rules?” You may be asking yourself. Well, I haven’t had a proper game yet but judging from what I’ve read thus far the game is indeed one of the most tactical games out there.

The first thing to bear in mind is that Infinity is a skirmish game, so forget huge battalions and units involved in spectacular battles. Each game portrays small engagements, covert operations and low intensity conflicts between a few soldiers. This may be a turndown for some but rest assured it doesn’t diminish the game’s brilliance at all.

The game uses some familiar mechanics for those of us already into wargaming like alternate player turns, and building your army with a number of points to pay for the models you choose for it.

What sets Infinity apart are a couple new and interesting gaming mechanics: Orders and Automatic Reaction Orders (or ARO).

During the game players will alternate taking turns in which they get to activate the miniatures of his army using Orders. Each player gets an Order for which miniature he has in his army, thus if you have seven miniatures in your army you’ll get seven Orders in your “Order Pool” to spend on your turn, If your enemy has only four miniatures he only gets four Orders in his “Order Pool” to spend on his turn.

The first thing that got my attention in that Order system is that because of it you can’t make your army using few expensive units (points wise) because that way you won’t generate enough Orders with which to fight in battle. Another interesting thing is that you’re not obliged to activate every single model in your army in your turn. In fact you can use all the Orders available to you to act various times with a single model, but no, that doesn’t mean you get to shoot your entire enemy’s army into oblivion in a single turn if you get the chance.

Remember the second mechanic I mentioned? That’s the beauty of the game and the reason Infinity is being marketed with a slogan which may seem strange for the average wargamer: “It’s always your turn”.

Normally you’d have to wait for your opponent to complete his turn in order to act on the game but that’s not the case with Infinity. In this game, thanks to the ARO mechanic, it’s indeed always your turn. Whenever the active player  on a turn (the acting player in any given turn)uses an Order to perform an action with one of his miniatures, his opponent, gets to execute an action (An Automatic Reaction Order – ARO) with each of his miniature that have line of sight to the miniature activated. This action happens at the very same time as the action announced by the active player and not only has the potential to disrupt the active player’s action but also to kill his active model.

“Wow!” Yep, it’s “Wow” indeed. I sounded like that as well, in fact I may have giggled a bit. Evilly. Basically both players will get to roll a dice and if the reactive player (The player who’s using an ARO) wins that roll-off he disrupts the attempted action depending on what his ARO action was.

Sounds complicated? Well I couldn’t wrap my mind around the concept the first time I read it as well. Imagine your typical wargame. On your turn you could run in front of your enemy’s models and they wouldn’t do anything ‘cause they’d only get to act on his turn right? That doesn’t happen in Infinity. If you choose to run in front of an enemy model the model gets to react (using an ARO) and could possibly kill your model on your turn preventing you from completing your action.

Let me offer another example: Suppose you will have one of your models throw a grenade through a window to dislodge a hidden enemy (yep, you can do that in this game as well). You announce your action as standing up and throwing a grenade. Your opponent, who has line of sight to your activated model with a sniper declares his ARO will be to shoot your grenadier. Both players will now roll a dice (it’s a 20 sided dice game) and whomever wins (by rolling under the applicable ability value but also higher than the opponent) wins the roll off. If the active player won the sniper shot would miss and he’d complete his action throwing the grenade and then resolving it’s consequences. However, if the sniper had won the roll off, he would not only have interrupted the action, but could possibly kill the active player’s grenadier.

It seems unfair? Well, first remember you’ll also get to act on your enemy’s turn. Now try and picture the tactical implications of that simple mechanic in a game. In order to move for instance, you’ll have to use subterfuge to move around the gaming table without being subject to the enemy’s fire. Solutions like camouflage, crouching while moving, moving on your belly, moving under the cover of smoke grenades all spring to mind right? What if I tell you Infinity offers the opportunity to do all that and much more?

If I was already hooked by the background, the gaming rules were what I needed to take the plunge and I can say that I’m definitely getting into Infinity. I’d like to invite you to keep coming back for more and join me as I explore the possibilities presented by this game, it’s rules, models, and go about collecting and gaming a couple armies of an entirely new gaming system so check back for more on the game soon.

Would you like to know more?

 

*Update: This review has been featured on Tabletop Gaming News where a fellow gamer left a comment mentioning it was odd to review a game without thaving played it. I realized then I had mentioned having a game on the portuguese version of this text but not on this one so I’m trying to remedy that here. I did play a game (and got to watch a second one) but I would be hardly pressed to call that a proper game. Back in july I visited a wargaming club located in another state (Clube Gaúcho de Wargames in Rio Grande do Sul/Brazil) and there I got to play against a friend what I like to call a “Demo” game (to save some face). I played Infinity as if I was playing 40K and had my Combined Army shot to pieces by his well positioned troops. All in all it was a nice game which served its purpose of introducing the game’s rules. The aim here now will be to chronicle my efforts in starting in a new game (and all its associated steps)  and if you feel like sharing the journey do tag along. I believe it’s going to be a great ride!

 

 

Hello there.

 

One of the painting techniques which have, in my humble opinion, revolutionized wargaming in recent years is the so called “Dipping”. It is a revolution in the sense that it allowed people who have no artistic skills to produce above average results with little or no effort at all.

 

The Dipping technique consists, in a nutshell, in applying basecoat colors to a model and then immersing it in a staining liquid, typically a wood stain, and then removing the excess liquid. This would produce nice overall shading on the base colors applied and, to a smaller degree, some measure of highlighting thus making miniature painting a not so daunting prospect to people not inclined to devoting a lot of time to painting their models or to those who feel they lack the skills to producing nice tabletop miniatures to their armies.

 

Here are some examples of the results obtained with the technique (pictures gathered from the web):

 

 

 

 

And what I consider a superb use of the technique:

 

 

Originally some brands of wood stain were used in this technique, but their use was quickly replaced by gaming brands that started producing their own version of the stuff aimed at us gamers like “The Army Painter” and its “Quick Shade” line. Games-Workshop itself has its own version of the stuff in their current line of washes (which replaced their wonderful inks to my despair) which behave a lot like the staining liquids (when applied straight out of the pot in one or two layers) and have become know in the painting community as “Liquid Skill”.

 

To effectivelly dip a miniature you need to apply all your base colours to the miniature in a nice solid and uniform coating. It’s also important to do so as neatly as possible as making corrections after dipping the miniatur will be very difficult. With your base colors applied and dry you can then proceed to the dip itself. You’ll immerse the miniature completelly in the product can covering it. After that you must remove the excess, which is normally done by shaking it (there’s people who use rotary tools for that), but you can also use a paintbrush for that. After that you’ll need to leave your miniature to dry for at least 24 hours in a dust free environment. After that a simple coat of matt varnish and it should be ready for gameplay.

 

There’s a couple videos on the internet showing that process, of which I reproduce the one made by “The Army Painter” to showcase their product:

 

 

I have used Dipping with some success on my Saim-Hann Eldar but I went one step further with them. I started by applying a basecoat of a dark red, followed by a drybrush of a lighter red. This was followed by an application of Quick Shade – Medium Tone (the names have since changed but I believe medium tone would be today’s strong tone) with a brush and left to dry overnight. I preferred to apply the product using a brush instead of dipping the models into the can because I felt I had more control over the staining liquid with the brush and also to avoid wasting to much of it.

 

I found out the final result was a bit too dark for my taste so I reapplied a red highlight after the dip, mainly to prominent edges and some armor plates, which produced a clearer look than your average dipped miniature. I should add that I only applied the staining liquid to the parts painted in red and bone colors keeping all the white parts clean of it as I found the color of the stain “dirtied up” the white and I didn’t like the final look of it.

 

Here’s a couple shots of them in action showing the final paintjob:

 

 

 

 

 

One drawback of the dipping technique I experienced was the quick destruction of my paintbrushes. The product itself, be it the Polyurethane Wood Stain found in DIY stores or the Quick Shade aimed at us gamers, is quite viscous and it clogs ups the brush’s bristles. I found it very hard to clean it off the brushes after applying the staining liquid and ended up discarding quite a few of them, so if you feel inclined to give this technique a go either use cheap paintbrushes or dip your models in the can.

 

One other thing I should mention, and this is merely speculation based on my observations, is that I found the “Quick Shade” has made the miniatures brittle. I have other plastic armies and I’ve never had to perform this many repairs on any of them. It seems some parts of these guys snap too easily and I wonder if “Quick Shade” has had anything to do with it or not.

 

I also found out today there’s another product out there for those interested in quick, overall good looking results: A spray dip.

 

 

A company named “Modelmates” is selling the stuff as a “Weathering Spray” but judging from the video in which they present their product and how it behaved when applied to the miniatures I believe it acts a lot like the dipping stuff I used. One advantage is that, according to the aforementioned company, the product is water soluble allowing for some measure of correction after you apply it which is great when compared to the other dipping methods in which you have no way of correcting a mistake after the staining liquid is applied.

 

Feeling tempted to experiment with it.

 

See you guys soon!

 

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Salve Leitor.

 

Gostaria de abordar hoje uma técnica de pintura de miniaturas que a meu ver revolucionou a forma de pintar modelos para jogos de estratégia (wargames). A técnica é popularmente conhecida como “Dipping”.

 

“Revolucionária” pode parecer um termo meio forte para alguns já que os resultados obtidos com a técnica empalicedem quando comparados com as miniaturas produzidas hoje em dia pelos grandes mestres do hobby, porém, insisto em usá-lo, e agora recomendá-lo aqui no blog, já que essa técnica permite que qualquer um, até mesmo quem nunca pintou uma miniatura na vida, produza em pouquíssimo tempo um exército completamente pintado e com qualidade acima da média.

 

Alguns exemplos de miniaturas pintadas com essa técnica:

 

 

 

 

E o que considero um resultado fantástico obtido com essa técnica:

 

 

O nome vem do inglês onde o verbo “Dip” quer dizer mergulhar e é justamente no que consiste a técnica: mergulhar a miniatura numa tintura que por sua vez vai adicionar sombras e, em menor medida, luzes à miniatura. “Mágica?” pode pensar você. Não o resultado final é uma característica das propriedades do produto empregado na técnica.

 

Quando a técnica surgiu originalmente empregavam-se em sua execução os chamados “Wood Stains” que nada mais são que um verniz a base de poliuretano com corante, empregado na finalização e tintura de madeira. A técnica em si consiste em pintar a miniatura empregando tão somente as cores base, aplicadas de maneira sólida e uniforme sobre a peça, sem que se executasse qualquer sombra ou luz (highlight) sobre ela. Essa peça é então imersa nesse liquido e retirando-se o excesso após a imersão. Feito isso a miniatura deve ser guardada para secar por um período de pelo menos vinte e quatro horas em um local livre de poeira, e após a secagem basta aplicar uma camada de verniz fosco para a peça estar pronta para uso em jogo.

 

Aqui temos um video de um dos fabricantes demosntrando o uso do produto para a técnica do “Dipping” (existem diversos outros videos disponiveis na internet pra quem se interessar em estudar mais sobre a técnica):

 

 

Tem-se assim, de forma bastante rápida e sem muita dificuldade, uma forma de produzir miniaturas com boa qualidade sem, no entanto demandar do jogador extrema dedicação, estudo, ou sequer qualquer habilidade artística. De olho nisso várias empresas colocaram no mercado suas versões de produtos para “Dipping” sendo que a mais proeminente hoje em dia é a “The Army Painter” com sua linha “Quick Shade”.

 

Eu empreguei com sucesso a técnica com sucesso na pintura dos meus Eldar de Saim-Hann e sei de pelo menos outros dois casos de sucesso com a técnica no Brasil: A Deathwing do Ultramarcos e os Orks do Phantasma.

 

A Deathwing do Marcos, já pintada com essa técnica, vista aqui em ação no Spoon of Gork:

 

 

Aqui os Orks do Phantasma:

 

 

 

 

O modo que empreguei a técnica nos meus Eldar difere um pouco da proposta original. Eles foram pintados com um tom base de vermelho escuro (Scab Red) e em seguida receberam um generoso drybrush de uma tonalidade mais clara (possivelmente Red Gore) como um primeiro highlight. Sobre essa base foi aplicado com pincel o “Quick Shade – Medium Tone” (o nome mudou, mas acredito que equivalha hoje em dia ao “strong tone”) e após a aplicação os modelos foram deixados para secar por um dia. Quando secos achei que as peças haviam ficado escuras demais e acabei aplicando por cima da camada de “Quick Shade” um novo highlight de vermelho claro (Blood Red) de forma a suavizar um pouco as sombras acrescidas pelo produto. O “Quick Shade” foi aplicado também sobre as partes metálicas e de cor de osso das miniaturas, porém, não foi empregado sobre as partes brancas porque num teste achei que o produto sujava demais o branco.

 

Algumas fotos ilustrando o resultado final nos meus Eldar. Todos os modelos mostrados receberam o Quick Shade:

 

 

 

 

Acho importante tecer duas considerações sobre o uso do produto. A primeira delas é que, como já apontei, optei em aplicar o produto com pincel ao invés de mergulhar a miniatura diretamente na lata, como preconiza a técnica e ilustra o vídeo do fabricante. Eu fiz isso porque percebi que aplicando o produto com o pincel eu tinha mais controle sobre a aplicação, evitando assim que o produto acumulasse em locais indesejados, porém, essa decisão teve um alto custo em pincéis. O liquido em si é bastante viscoso e praticamente impossível de retirar dos pincéis após sua aplicação motivo pelo qual sugiro o uso de pincéis mais baratos se você resolver tentar a técnica da mesma forma empregada por mim.

 

Outra consideração e baseada em minhas observações após a aplicação do produto. Eu tenho outros armies pintados, mas esse army Eldar foi o único onde empreguei a técnica do Dipping e o produto “Quick Shade”. Algo que tenho notado é que as miniaturas desse army ficaram mais frágeis. Já tive re efetuar diversos reparos nas peças para consertar armas e pernas que se quebraram e tenho a impressão que o produto reagiu de alguma maneira com o plástico tornando-o mais quebradiço. Reitero que essa é uma observação minha de como as minis se portam após pintadas levando como critério de comparação única e tão somente  minhas outras miniaturas, mas, acho interessante levantar esse ponto para deixar todos atentos e ouvir opiniões de outros que tenham empregado o produto.

 

Por fim gostaria de apontar que encontrei hoje uma evolução da ténica através de um novo produto. Uma companhia inglesa chamada “Modelmates” está comercializando um spray vendido como “Weathering Spray” e que, segundo a descrição do mesmo, faz com que as miniaturas pareçam sujas, envelhecidas e usadas após a aplicação.

 

 

Após conferir o vídeo com a aplicação do produto tenho a impressão que o spray age como um “staining liquid” em spray, produzindo os mesmos resultados que se obtém ao empregar-se a técnica do “Dipping” da maneira tradicional. Uma vantagem desse produto em spray é que, uma vez mais segundo a empresa que o produz, ele é solúvel em água permitindo que se trabalhe o produto e efetuem-se correções após a aplicação o que não é possível com os produtos tradicionalmente empregados na técnica.

 

Fiquei com vontade de experimentar.

 

Até a próxima pessoal!

 

 

Hello there.

One of the added bonuses of going to the “Torneio Polar” in Curitiba was finally getting to visit an old friend, and a mentor in the hobby.

Geraldo has been one of the staples of the wargaming community down in Brazil ever since I started taking part on online discussions and web forums. He kind of always had been there, from the very beginning. If God had created wargaming I’m pretty sure Geraldo was there offering his input from the very start.

I got to meet him in person back in 2005 when I went to a tournament in Rio and he’d been back then just as I imagined him behind the computer screen. It’s not surprising then that he’s affectionately known as “Grandpa Ork” in the Brazilian wargaming community.

He’s always been a prolific painter but he really shines when making custom scenery. There’s nothing he can’t do given time and the right materials. I had owed a visit to his “Ork Bunker” for a while now and when Elson and Otto offered to take us on a tour to his house I could barely contain a satisfied grin.

Elson and Otto tried to prepare us for what we were soon to see, but honestly, nothing can prepare you to enter the “man cave” of a fellow wargamer and hobbyist, and certainly nothing could prepare us for what awaited us.

Luckily for me and you fellow reader, my buddy Streem from the “Reload” videocast (or whatever these youtube shows are called these days) has made an episode featuring our visit.

Without further ado here it is (it’s in Portuguese but any gamer out there can appreciate this footage) – Geraldo is the gentleman wearing glasses:

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Fala ai pessoal.

Quem lê o blog está meio careca de saber que participei do “Torneio Polar” realizado pelo clube “Tropas Polares” de Curitiba.O torneio foi tão legal que ainda está rendendo bons posts aqui no blog.

Um bônus da viagem pra Curitiba foi finalmente ter a oportunidade de visitar a casa de uma das figurinhas carimbadas da comunidade brasileira de wargames, O Geraldo. Afetuosamente conhecido por todos como “Vovô Ork” o Geraldo é meio que o Matusalém da comunidade. Quando eu passei a fazer parte ativamente da comunidade nacional o Geraldo já estava lá produzindo e pintando em ritmo frenético. O Geraldo pinta bem, e pinta rápido, mas a meu ver ninguém se iguala ao mestre e mentor supremo de todos nós quando o assunto é a criação de cenários.

Eu já estive algumas outras vezes em Curitiba mas, por um motivo ou outro, nunca dava certo de poder ir visitá-lo. Acho que o Geraldo já devia estar até chateado de me convidar e eu nunca me organizar para ir até lá. Fiquei feliz quando o Elson e o Otto, dois de nossos anfitriões na capital polar, se ofereceram para nos ciceronear em uma visita ao Geraldo.

Ambos até tentaram durante a viagem nos preparar para o que nos aguardava no “bunker ork” do Geraldo mas nada poderia nos preparar para a surpresa. Felizmente o André “Streem” do videocast (ou videolog) “Reload” teve um bom senso de preparar um episódio mostrando nossa visita.

Veja o vídeo acima, ou reveja-o, e se encante como nós:

Até a próxima!

Hello there.

I could swear I had already written about it here. If you follow the blog you might have read a report on a tournament I participated in, back in May held in Curitiba/Brazil (if you haven’t read about it yet do check this). After that I did participate in another one, but hadn’t talked about it thus far and that was unfair of me given how much fun I had.

One of the nice things going on in Brazil right now is that the local player communities have finally started organizing themselves into gaming clubs. It’s not a recent phenomenon, the first one we had was based in Rio de Janeiro and was named “Martelo de Guerra” (Warhammer in english) but unfortunately it no longer exists. Then we had B.O.S (an acronym for Bomb Of Slaanesh – no idea on the origin of the name) located in São Paulo and those two were the options to look for if you wanted to get into organized play and competitive gaming for a good while. Over the last couple of years more people have seen that getting together is indeed the best way to arrange other players to play against and also meet other like minded people and thus more and more gaming clubs are appearing all over Brazil.

The tournament I attended in May was held by one of these new clubs, “Tropas Polares” (“Polar Troops” in a loose translation), and so was the one I attended in July, held in Canoas/RS and organized by one of the newest clubs we have around, the “Clube Gaúcho de Wargames” (or CGW for short).

The CGW is indeed the newest club to appear in the Brazilian gaming scene, but I’ve know a few of its members over the internet for a while now, so I figured attending one of their meetings would be a nice way of getting to know them in person and also getting me a couple of games in the process.

Well, it turns out they decided to have a tournament on the Saturday I’d be there (I was going to be there for the weekend but Sunday would be devoted to another of the club’s interests: board games). I attended bringing my faithful Eldar in tow and, to my honest surprise, ended up winning the “Best General” (1st place) and “Best Painted Army” trophies.

I have to say it was an uphill struggle. My first match was against Rici and his Tyranids and I think I’ve never played such a tense game. Every turn he had new bugs arriving on the table. Coming from my flanks, dropping from out of the sky or emerging from the ground there were bugs everywhere and the gaming was hanging by a thread until the very end when I managed to score a victory dominating two out of the three available objectives.

On my second match I was paired against the clubs local boogeyman. Phan (short for Phantasm) is a nice guy who has mastered his Orks quite quickly and has yet to meet this match on the gaming table. From the very beginning things were looking grim for my frail Eldar. “Butchered” is an apt word to describe the situation as Phan hammered me every turn. I had a couple lucky moments, like when my Fire Dragons dealt with two of his Killer Kan units, and ended up winning, in another lucky moment at the very final turn when my Dire Avengers mowed down one of his Loota units, by a meager killpoint.

Lucking out on my second game landed me against another tough opponent, Ismael and his brand new Dark Eldar. The dark kin some call them but, unfortunately, my Eldar can call no kinship to those guys as they hit like a brick, with a hammer attached to it. Every time Ismael got to shoot one of his venoms he was rolling something like fourteen envenomed shots downing with ease two of my hardest hitting units. I had thus to be even more devious than the dreaded Dark Eldar so I turned to Eldrad’s magic tricks, feigning a deploy and then repositioning my units. Ismael fell for it so I got to divide his forces. I also got a lot of help from lady luck. Suffice to say I had never rolled so many “6’s”. Ever. Couple that with the Dark Eldar’s jaw glass and I did manage to score myself another win.

Being the sole player with 3 wins I scored first place. Not surprisingly second and third places would be decided between Ismael and Phan who managed a tie when their points were compared, even after tie breaker scores were consulted. Phan graciously conceded the second place to Ismael settling the dispute.

Then it was time to vote for the “Best Painted Army” award. There were only two eligible armies, given that most participants used unpainted armies, and I was up against a fellow Eldar player. I won’t remember the exact score but I managed another marginal victory when all votes were counted.

Sunday was a very atypical day for me as I got to play a few board games. I played those growing up but hadn’t played one for years. Suffice to say I had a very fun day playing “Battle Star Galactica” and another game I won’t recall the name right now. It was such a nice experience I’m decided to purchase a few to play with friends and family.

In the end I had a very good time with the friends from CGW. Good conversation, good food and good games made the weekend a memorable one that I’m keen to repeat in the very near future (January is just around the corner again and I hear the guys are having a Summer Tournament this time).

To wrap it up I leave you with some pictures from the weekend:

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Olá.

Percebi hoje que havia me esquecido completamente de mencionar aqui no blog acerca do último torneio do qual participei.

Já havia relatado aqui ter participado do Torneio Polar, organizado pelo clube Curitibano Tropas Polares, em maio do corrente ano. Naquela oportunidade fui tão bem recebido pelos amigos de Curitiba que fiquei motivado a visitar outros clubes brasileiros.

Eu já conhecia alguns dos membros do Clube Gaúcho de Wargames (ou CGW) através da internet e quando surgiu a oportunidade de participar de um dos encontros mensais promovidos pelo clube pensei que seria uma ótima oportunidade de conhecê-los pessoalmente e, por tabela, disputar algumas partidas contra adversários diferentes dos meus habituais parceiros de jogo. Assim não me fiz de rogado e embarquei com destino ao Rio Grande do Sul para participar do encontro do Clube Gaúcho de Wargames.

O CGW é o mais novo clube a surgir no território nacional, trilhando o caminho de outros tantos jogadores que entenderam que agremiar-se é uma das formas mais construtivas de curtir nosso hobby já que os clubes permitem encontrar oponentes com facilidade bem como conhecer outras pessoas com interesses semelhantes aos nossos.

Ao saber que eu iria o Monty, presidente do clube, acabou organizando um pequeno torneio no qual acabei me sagrando campeão após três partidas complicadíssimas.

Na primeira partida enfrentei o Rici e seus Tyranids num jogo que, pra falar pouco, foi tensa do começo ao fim. O exército capitaneado por ele era reforçado a cada novo turno com criaturas que adentravam o campo de batalha pelos meus flancos, caindo dos céus, ou emergindo do solo. Não saber o que esperar a cada novo turno me manteve atento e me obrigou a priorizar alvos e remover ameaças. Acabei tendo sorte por que os reforços do Rici foram chegando aos poucos o que me permitiu concentrar fogo e abatê-los, não sem que sofresse algumas baixas. No final conquistei a primeira suada vitória ao dominar dois objetivos contra nenhum dos Tyranids.

A segunda partida foi contra o “Bicho Papão” do CGW, O Phan. O Phan começou a jogar há pouco tempo, mas dominou com rapidez os Orks no 40K. O army é bom, mas nas mãos de alguém que compreende bem suas forças e fraquezas os Orks são devastadores. Desde o começo ficou bastante claro que o Phan viria para o meu pescoço, avançando em pinça sobre as posições ocupadas pelos meus Eldar. O jogo parecia ganho por ele desde o começo, já que turno após turno os Orks infligiam pesadas baixas no meu exército. Devo admitir que devo minha vitória contra o Phan à dois lances de sorte que me concederam um mísero Kill Point de vantagem e assim a vitória.

A partida final contra o Ismael tinha tudo pra ser um massacre. O cara joga também a pouco tempo com os famigerados “primos” dos Eldar, os Dark Eldar. Um exército bastante rápido e agressivo, que nas mãos do Ismael despejava a cada turno um volume de fogo assombroso contra mim. Uma vez mais devo grande parte da vitória a sorte já que rolei muito bem durante todo o jogo garantindo assim a vitória final e o primeiro lugar no Torneio.

Uma coisa que me agradou bastante no torneio foi a adoção de objetivos secundários para cada missão o que acabou tornando as partidas mais dinâmicas. Embora eu tenha adorado passar um dia descompromissado no domingo jogando jogos de tabuleiro penso que se tivéssemos tido um segundo dia de jogos, com duas partidas a mais, por exemplo, os resultados do torneio de modo geral seriam bem distintos.

Um bônus bem vindo foi ter vencido também o prêmio de melhor army pintado. Coroou minha experiência com os Eldar, que espero revisitar, mas que devem entrar em semi-aposentadoria a partir de agora.

Que venha o Torneio de Verão!

“If you could make God bleed, people would cease to believe in him, there will be blood in the water, the sharks will come” – Ivan Vanko in Iron Man II.

 

Hello there!

 

It’s been a little over four months since we first broke out the word about Games Workshop’s embargo on sales to countries outside the European Union. The world has kept on spinning and despite all the raging, formal complaints, promises and veiled threats GW’s embargo still stands.

 

And how did it affect my hobby? Well I’ve been a wargamer for the biggest part of my adult life and, I must admit, a hardcore GW fan. No matter what the company threw my way, from price rises to expunging my existing armies from existence (or at least their rules), I kept coming back for more. Let’s face it, you don’t get to be king of the hill without delivering, and man, has GW delivered over the years. As new models rolled out there was no shortage of “Wow’s” from me (have you guys seen the latest batch of Ogre models? Wow!) but, since the embargo, I was forced to broaden my horizons and I firmly believe I’m not the only one.

 

After an embargo on sales of their products to dozens of countries, another price rise, a lame recast of its own models in resin (poorly done IMHO), and recent news of a lawsuit in which may finally bring down the IP castle GW has barricaded itself behind over the years it seems a lot of people are feeling neglected, if not downright angered, by a company who earned a really good share of our disposable income.

 

Well I’m happy to report it turns out there’s a lot of companies out there willing to treat their customers fairly and with respect and which are indeed delivering really good wargaming systems in which the game play is not only a lot better than the ones produced by GW but who also have very nice miniature lines and background stories to support their gaming systems.

 

That brings me to the reason for this post. As I said my horizons have been vastly broadened as I found out there are quite a few new wargaming systems around the block and the thought occurred to me: “Why not have a good time trying out new games and sharing my impressions about them with my readers?”. I’ve done so in the past and I feel the time is right to start doing so again. So expect a lot to come over the next few months as I try and review as many gaming systems and gaming products as I can lay my hands on.

 

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Opa! Salve Leitor.

 

Já faz alguns meses desde que publicamos nosso primeiro artigo sobre o embargo levado a efeito pela Games Workshop, proibindo empresas baseadas na Europa de venderem para países fora da União Européia, o que afetou significativamente a comunidade brasileira devotada aos jogos da empresa.

 

E qual foi o efeito do embargo no Brasil? Bom eu observo que o principal efeito na comunidade de modo geral foi no sentido de diminuir a popularidade dos jogos GW de modo geral, já que não se vêem mais jogadores apresentando e colecionando novos exércitos, ou mesmo comprando novos modelos para os exércitos que já possuem, com a mesma freqüência que ocorria a um ou dois anos atrás. Uma outra conseqüência do embargo é que mais jogadores tem diversificado suas escolhas. Um exemplo claro é o súbito crescimento em popularidade do jogo Flames of War por aqui.

 

E eu? Como esse embargo afetou a mim, você pode querer saber. Bom, antes de qualquer coisa acho pertinente, importante até, deixar claro que pela maior parte da minha vida adulta eu tenho jogado jogos de estratégia militar, ou simplesmente Wargames, e sempre dediquei uma grande, senão a totalidade, dos meus gastos e esforços aos jogos e modelos produzidos pela GW, em especial o Warhammer 40.000.

 

Sou um fã confesso do background e dos modelos produzidos pela empresa e vim acompanhando ao longo dos anos, com cada vez maios fascínio, o avanço da empresa a passos largos nesses aspectos do hobby. Nunca foi segredo para mim que há um bom tempo a Games Workshop não era lá a empresa mais devotada à satisfação de seus consumidores, talvez pela segurança proporcionada pela grande qualidade de seus produtos, talvez por interessar-se tão somente nos lucros e dividendos ao fim de cada ano. Fato é que a GW distanciou-se cada vez mais de seu público ao longo dos anos, mas nunca falhou em entregar modelos incríveis. E por muito tempo isso me bastou.

 

A despeito dos freqüentes aumentos de preço, de ter tido problemas comprado diretamente da empresa e de não concordar com diversas das políticas e decisões implementadas pela empresa eu continuei sendo um consumidor fiel, mas isso mudou desde o embargo. Não, eu não deixei de gostar do background, dos jogos, ou modelos da GW, muito pelo contrário, porém, ficou muito difícil comprar os produtos dela, e já que o meu suado dinheiro não parece fazer falta pra a GW o embargo me obrigou a expandir meus horizontes e procurar outras opções para satisfazer as necessidades do meu hobby.

 

E qual não foi minha surpresa ao descobrir toda uma pletora de jogos de estratégia, também com uma ambientação sci-fi, produzidos por companhias empenhadas não só em produzir um produto de qualidade, mas também na satisfação do seu cliente.

 

O que nos trás ao motivo do post de hoje. Tomei a decisão de experimentar novos jogos. Desde as resenhas do Hordes e Warmachine eu abordei poucas vezes outros jogos por aqui, o que pretendo remediar a partir de agora, compartilhando com os leitores aqui do “The Painting Frog” minhas impressões sobre esses jogos a medida que pinto, monto, jogo todos eles.

 

Então é isso! Em breve diversas novidades por aqui.