Salve Leitor!

 

Este é o artigo que todo mundo sabia que eu teria que publicar aqui, mas que levou mais de um ano para nascer. É parece que eu estou me aperfeiçoando cada vez mais na arte de me enrolar para publicar novos artigos aqui no blog.

 

Acontece que cada artigo aqui no blog passa por um período de gestação, alguns são concebidos e nascem muito rápido, outros parecem estar sendo gestados por um elefante e esse foi o caso do artigo final da série “Visiting Britain’s Lead Belt”.

Como expliquei no artigo inaugural da série a viagem até a cidade de Nottingham tinha por objetivo visitar algumas companhias produtoras de jogos de estratégia que tem sede naquela cidade, visitas essas sobre as quais já publicamos artigos aqui no blog sobre a Mantic Games e a Warlord Games.

 

Contudo, fiquei devendo o artigo sobre a visita ao Warhammer World da Games Workshop o que passo a fazer a partir de agora, contudo, acho importante mencionar que este artigo nasce como um retrato do passado já que em 16 de maio o local será reinaugurado, com novas atrações.

 

Fundada em 1975 na cidade de Londres na Inglaterra por três designers de jogos, John Peake, Ian Livingstone e Steve Jackson (não confundir com o autor e game-designer americano homônimo), os dois últimos bastante famosos pela série de livros jogos “Fighting Fantasy”, a Games Workshop nasceu como uma empresa produtora de tabuleiros para jogos e logo tornou-se a importadora e distribuidora na Inglaterra do jogo Dungeons & Dragons.

 

A primeira loja da Games Workshop – Foto por Mark32 2000 at the English language Wikipedia [GFDL (www.gnu.org/copyleft/fdl.html) or CC-BY-SA-3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/)%5D, via Wikimedia Commons.

Com o tempo a empresa abandonaria essas funções passando a dedicar-se integralmente à produção de miniaturas e desenvolvimento de jogos de estratégia com miniaturas, em especial os jogos Warhammer e Warhammer 40.000 os quais eram propriedade intelectual da empresa. Com o crescimento das atividades e da popularidade de seus jogos em 1997 a GW realocou para a cidade de Nottingham todos os seus departamentos, consolidando em um único local seu departamento corporativo, o estúdio de design, os escritórios da revista White Dwarf, seu centro de distribuição para toda a Europa e seu serviço de venda online de seus produtos.

 

A frente do complexo da Games Workshop em Nottingham – Foto por David Lally [CC BY-SA 2.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0)%5D, via Wikimedia Commons.

Com quarenta anos de história e um terreno enorme a sua inteira disposição nada seria mais natural do que dedicar um espaço para celebrar o hobby e os produtos da companhia, o que ela faz no Warhammer World. Descrito de forma humilde pela Games Workshop como seu centro de visitantes o Warhammer World é verdadeiramente uma atração em si mesmo, recebendo visitantes de todo o mundo que vão até lá não só para participar de torneios e eventos, fazer compras. ou até mesmo reunir-se com amigos no bar temático do local, mas também para visitar uma das maiores, senão a maior, coleção de miniaturas da Games Workshop reunida em um único local.

 

Acredito já ter mencionado aqui no blog ter visitado o Warhammer World há mais de dez anos atrás junto com meu grande amigo Ivan, contudo devo admitir que naquela oportunidade fizemos uma grande maluquice ao fazer um bate e volta viajando até Nottingham e retornando no mesmo dia, tendo passado naquela oportunidade mais tempo dentro do trem do que no Warhammer World. O resultado foi que embora essa primeira visita já tenha sido fantástica ela acabou deixando um gostinho de quero mais, motivo pelo qual decidi repetir a dose uma década depois, porém, sem a necessidade de sair correndo para pegar um trem ao final do dia.

 

E assim, cheio de expectativa sobre o que iria encontrar em Nottingham nessa nova visita embarquei em um trem que me levaria até lá. A viagem acabou demorando bem mais que as 4 horas originalmente previstas, primeiro em virtude de ter que fazer o primeiro trecho da viagem (entre as cidades de Exeter e Taunton) usando um ônibus já que parte da linha férrea ligando as duas cidades estava inundada pelas fortes chuvas de janeiro de 2014 e depois por conta de um trem quebrado que atrasou a partida da cidade de Birmingham.

 

Acabei chegando em Nottingham no começo da tarde e depois de fazer o check-in no hotel não perdi tempo em pegar um táxi até o QG da Games Workshop. Chegando lá não tem jeito de se enganar sobre qual o local correto já que a frente do prédio proclama sua lealdade ao Imperador com uma enorme águia imperial adornando sua fachada fazendo com que um sorriso discreto se instale em nosso semblante. Chegamos!

 

Antes de me dirigir ao Warhammer World propriamente dito eu dei uma conferida na recepção da Games Workshop. EU havia estado lá na primeira visita e queria conferir se algo tinha mudado, e não me decepcionei já que ali estavam alguns modelos muito legais, sendo que o army de Blood Angels mostrado nas fotos fez parte de uma publicação compilando os melhores armies mostrados na White Dwarf.

 

Um Tesseract Vault dos Necrons.

 

 

Um Eldar Crimson Hunter.

 

 

O fantástico exército de Blood Angels em exibição na recepção.

 

 

Alguns Terminators com a armadura Tartaros.

 

 

Um tanque de assalto Spartan.

 

 

Um Land Raider (como vocês devem ter percebido esse army mistura modelos pré-heresia da Forgewold com kits regulares da GW).

 

 

Os comandantes do exército.

 

 

Uma Storm Eagle e um capitão em Terminator Armour da caixa da última edição do jogo Space Hulk.

 

 

Um exército de Chaos Dwarves (anões do Chaos).

 

 

Outra foto do exército. Os Chaos Dwarves eram um exército antigo do Warhammer Fantasy que ganharam vida nova com uma lista (e modelos) da Forgeworld. Esse army inclui antigos Hobgoblins da GW (no canto inferior direito da foto).

 

 

Pois é, essas fotos foram tiradas na recepção da Games Workshop! Já deu para sentir o drama, não é? Bom, continuando a partir daí, para chegar até o Warhammer World é preciso cruzar o estacionamento e ali o sorriso discreto perde a linha e fica rasgado quando damos de cara com um Rhino dos Ultramarines em tamanho real, a partir daí eu já estou vendido e fica bem difícil conter a fanboyisse durante o restante da visita.

 

PUTZ! Aquele é um Rhino dos Ultramarines!

 

O Rhino é idêntico aos kits em plástico e possui marcas de esquadrão e tudo!

 

Atenção aos minimos detalhes. O “weathering” do veículo fica cada dia melhor!

 

Não me contive e cantei litanias para o espirito da máquina!

 

Superados o choque e a euforia (PUTZ! Era um RHINO!) era hora de encarar o Warhammer World. Como você já pode perceber a gente vai entrando no clima do local a cada nova surpresa do caminho e abrindo a primeira porta a gente dá de cara com um personagem saído direto dos filmes do Senhor dos Anéis (a Games Workshop detém os direitos para criar e comercializar jogos de estratégia baseados nos filmes que por sua vez se baseiam na obra de Tolkien).

 

Lurtz! O Uruk Hai que comanda as forças de Saruman.

 

Durante minha visita o Warhammer World tinha 4 áreas principais: a loja, o salão de jogos, Bugman’s Bar e o Citadel’s Hall of Miniatures e essa foi praticamente a ordem em que visitei o local.

 

Minha primeira parada foi a loja instalada dentro do local. Diferente de outras lojas da Games Workshop mundo afora a loja do Warhammer World é especial justamente por estar instalada no mesmo local onde ficam os centros de distribuição da companhia, sendo assim, é possivel comprar ali não só itens que só podem ser encomendados através da internet (“Direct Only”) mas também os modelos produzidos pela Forgeworld, mas é importante fazer seu pedido assim que possível para dar tempo aos funcionários de buscar seus modelos. Outra coisa legal dessa loja é que ela possui diversos modelos em exposição, com uma variedade bem maior do que se costuma ver nas outras lojas da GW, como mostram as fotos a seguir:

 

Imperial Fists.

 

Aurora Chapter Space Marines.

 

Chaos Daemons.

 

Necrons.

 

Os pesos pesados dos Necrons.

 

Modelos e bases exemplificando a aplicação de algumas tintas da linha GW.

 

Mais modelos ilustrando as técnicas e aplicação dos pigmentos para “weathering” nos modelos.

 

Alguns dos modelos da linha Horus Heresy disponíveis na loja.

 

Resolvidas as compras era hora de curtir o local, então eu aproveitei para dar uma circulada pelo salão, tudo isso enquanto curtia o visual incrível das mesas disponíveis para jogos e dos armies do pessoal que jogava por ali. Não preciso dizer que a cada nova mesa tinha a vontade de me chicotear por não ter levado nenhum de meus armies para jogar ali, já que as mesas não são nada menos que fantásticas (você pode usar qualquer mesa disponível, ou querendo uma mesa especifica você pode reservá-la com antecedência para o dia de sua visita), mas como a mim só cabia olhar, decidi me resignar e papear com a galera que estava ali jogando. Tinha muita gente legal ali com quem conversar, dos caras do Clube HATE (Hackney Area Tabletop Enthusiasts – Entusiastas de jogo de tabuleiro da área de Hackney) ao cara que servia as bebidas no Bugman’s, todas as pessoas que eu encontrei nesse dia não só foram super gentis, como estavam tão entusiasmadas quanto eu para papear sobre nosso hobby.

 

Esse é o Dan Harden, um dos escritores da White Dwarf que desceu até o Warhammer World para bater um papo comigo.

 

Uma das coisas legais do local é poder encontrar e trocar uma idéia com as pessoas que trabalham lá. Na foto o Phil Kelly, autor de diversos Codexes e Army Books, em quem esbarrei no Bugman’s Bar.

 

Uma panorâmica do salão a partir do Bugman’s Bar. Do lado oposto a loja do local (dentro dos arcos na parede), todo o salão se parece o átrio interno de um castelo.

 

Alguns dos modelos em exibição no salão. O Warhammer World frequentemente promove eventos/workshops sobre a montagem dos kits da GW, ajudando a tirar o máximo potencial de cada um deles.

 

 

Também são feitos workshops sobre produção de cenários (alguns de vocês devem estar urrando de dor nesse momento pelo “desperdício”. Compartilho a sua dor).

 

Um dos cenários em exibição, criado com peças extras de Tyranids (a carapaça de um Mawloc).

 

Peça ilustrando a possibilidade de customização dos cenários da Games Workshop.

 

Mais uma do templo do Chaos dedicado a Slaanesh.

 

Outro cenário feito a partir do kit “Arcane Ruins” ilustrando que nenhum cenário precisa ser igual ao outro ainda que feitos a partir de um mesmo kit base.

 

Uma estátua feita com modelos e partes do kit “Garden of Morr”.

 

O troféu do torneio Throne of Skulls, um dos quais havia sido realizado no final de semana anterior à minha visita.

 

O

O martelo Ghal Maraz, outrora pertencente à Sigmar, agora adorna as paredes do Warhammer World.

 

E as mesas… já falei delas?

 

Mesa TAU. O papel plastificado sobre ela indicava que havia sido reservada para um visitante.

 

Um gerador de energia.

 

Um edifício TAU. Seria uma habitação?

 

Outro edifício, e uma torreta com Railguns.

 

Outra foto do complexo central.

 

Uma antiga torre de uma civilização esquecida, prestes a ser palco de uma ferrenha batalha.

 

De um lado os Tau…

 

… e de outro a Estação Primeira de Mangueira… err, não, são os Tyranids (embora a combinação verde/rosa seja em nosso pais inextricavelmente ligada à escola de samba mencionada, é preciso reconhecer que funcionou super bem nos Nids).

 

Space Marines do capítulo dos Red Scorpions combatem os Eldar em um mundo desértico.

 

O Império escava um aparato Eldar em uma das mesas.

 

Outra carcaça de Baneblade enterrada em uma das mesas do salão (será que era um kit com defeito? Não! :p )

 

Uma Valquíria abatida.

 

Um Macro Cannon destruído.

 

Um Battle Cannon posicionado para defender as trincheiras.

 

Uma ponte…

 

 

… preparada para explodir ao menor sinal de que o inimigo irá tomá-la.

 

A tarde passou bem rápido em meio a tanta coisa legal para se ver. As fotos falam por si mesmas mas era preciso fazer uma parada, o que me fez buscar o socorro do Bugman’s Bar. Depois do almoço meio tardio  era hora de finalmente visitar o “Citadel’s Hall of Miniatures”, o ponto alto de qualquer visita ao local, contudo, pra conferir essa parte da visita você vai ter que voltar amanhã para a segunda parte do artigo.

 

Não, eu não estou regulando conteúdo, contudo, corria o risco de ter um artigo muito extenso e, após consultar um amigo, decidi dividir o artigo em duas partes e assim espero você por aqui amanhã. Não sem antes deixar um teaser do que vem por ai.

 

Uma Slayer Sword, prêmio concedido ao melhor modelo apresentado em um Games Day selecionado dentre todas as categorias, adorna as escadas na subida para o Citadel’s Hall of Miniatures.

 

Um dos dioramas em exibição – The Rock por Mike Mcvey.

 

 

Grande abraço.

Comments
  1. Cristiano says:

    Devia ter um botão de “like” aqui rsrsrs

  2. Ismael says:

    Muito legal! Parabéns! Os modelos, assim como as mesas estão fantásticos!

    • Gereth says:

      Valeu Isma!

      Realmente é de cair o queixo. Espere até você ver os modelos do Citadel’s Hall of Miniatures. Valeu pelo comentário!

  3. Cara, que mesa TAU é essa! Eu ia preso se entrasse ai… ia agarrar as coisas e começar a correr feito doido…

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