Hello Reader.

 

This article is the Portuguese version of the battle report published here. Please do check the link!

 

Over and out!

 

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Salve Leitor.

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Já tinha um tempo que não publicava um battle report por aqui, daí aproveitei para registrar um jogo recente contra o Babu para fazer um relato no blog.

 

O Babu é um amigo aqui de Cuiabá que mostrou interesse nos wargames e que estou tentando fisgar para o Warhammer 40.000, assim na sequência do Rumble 2, convidei ele para uma partida onde apresentaria a ele os conceitos fundamentais do jogo e ainda testaria uma lista Eldar contra os Imperial Knights. Cheguei a pensar em deixar o Babu comandar os Eldar, mas como a quantidade de coisas a lembrar com eles seria muito maior achei que seria mais interessante para ele comandar os Knights.

 

Embora parte significativa do army Eldar usado no BR seja WYSIWYG (What You See Is What You Get), algumas coisas foram “proxiadas” para que a lista ficasse matadora contra os Knights. Basicamente todas as armas pesadas nos veículos eram Brightlances e os War Walkers foram usados como Wasp Assault Walkers (uma variante de War Walker da Forgeworld que permite a inserção dos mesmos no campo de batalha empregando a regra de “Deep Strike”).

 

Sem mais enrolação o relato da batalha:

 

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Mesmo atravessando o auge do seu período mais quente Ossiria VII continuava coberto de gelo e neve, porém a temperatura mais amena e os ventos mais fracos permitiam que boa parte das instalações Imperiais pudessem ser vistas através das lentes dos crânios servos que enviavam o feed de imagem da superfície do planeta para a nave em órbita.

 

Se a “Flagelo Imperial” tivesse chegado poucos meses antes, a inserção das forças Imperiais se daria as cegas já que as baixas temperaturas, nevascas intensas e as rajadas de vento tornariam impossível a captura de imagens e inteligência através dos crânios servo, ou mesmo com o auxilio das lentes de observação e sensores de augúrio da espaçonave. Durante o período da sombra, quando Ossiria VII se distanciava de sua estrela percorrendo sua trajetória elíptica, o frio no planeta era intenso e as rajadas de vento e gelo poderiam arrancar a pele e carne de um homem em minutos, deixando sobre a neve somente ossos e manchas congelados de sangue, que logo seriam encobertas pela neve.

 

Contudo o bom Imperador havia pousado sua mão sobre eles e guiado a trajetória da “Flagelo Imperial” pelo warp, fazendo com que a espaçonave emergisse da dimensão paralela que permitia a viagem pelo espaço no que parecia ser o melhor momento climático para que cumprissem sua missão, contudo, eles haviam chegado tarde demais.

 

O feed de imagens enviados da superfície do planeta mostrava que a despeito dos evidentes sinais de combate recente, como as marcas de impacto e chamuscados em alguns prédios, as instalações permaneciam relativamente intactas e ainda funcionando, o que se evidenciava através das luzes de navegação e emergência funcionais, do zumbido incessante do maquinário, e do sinal de socorro ainda emitido em intervalos periódicos, porém não se via em qualquer lugar um único sinal dos técnicos, servidores, mineiros ou dos soldados da Guarda Imperial.

 

A leve brisa revelava aqui e ali os cartuchos de munição sólida empregada pela força de defesa planetária, enquanto soprava cristais de gelo que voavam e se depositavam sobre as lentes dos crânios servo que vasculhavam a “Jóia de Ossiria”, como era conhecida a instalação que agregava o porto e a administração planetária, a agência reguladora das minas e os alojamentos da XXIII Cadiana, o regimento da Guarda Imperial responsável pela manutenção da paz Imperial no planeta. O crânio servo IV parecia particularmente propenso ao acúmulo de gelo em suas lentes, certamente um problema nos termo reguladores, demandando uso constante dos jatos de limpeza e assepsia instalados no entorno da lente.

 

” – Congele a imagem” ordenou a capitã da “Flagelo Imperial”, a Rogue Trader Aleah Ivornis. Alta, o rosto fino e a pele clara eram acentuados pelos cabelos ruivos presos em um rabo de cavalo. O nariz levemente adunco e a cicatriz em sua maça esquerda em nada subtraiam de sua beleza. Era sim ainda surpreendentemente bela a despeito de sua idade, consequência dos caros tratamentos rejuvenescedores a que se submetia rotineiramente, e enquanto observava as imagens no monitor a sua frente, repousava a mão direita sobre uma espada em sua cintura, tamborilando os dedos sobre o guarda mão dourado na forma da aquila Imperial, um cacoete adquirido há muito tempo atrás.

 

O navegador obedeceu a ordem prontamente, Aleah Ivornis recebia de seus comandados respeito e obediência tão incomuns quanto o fato de uma mulher deter o título de Rogue Trader, posto normalmente ocupado pelos filhos mais velhos das linhagens de aventureiros e comerciantes espaciais do Império, contudo o crânio servo IV havia mais uma vez borrifado suas lentes com um jato de ar quente naquele exato momento obscurecendo momentaneamente as lentes que faziam a captura de imagens. Nem mesmo a ampliação da imagem e subsequente processamento se prestaram para confirmar à capitã se ela havia mesmo percebido algum movimento, ou se o vento do planeta estava pregando peças em seus olhos.

 

” – Recolham os crânios servos” ordenou uma vez mais a capitã ” – Já sabemos tudo que poderíamos aprender em órbita” concluiu levantando-se e caminhando em direção à porta de acesso da ponte de comando ” – Compilem os vídeos transmitidos pelos crânios servos e a telemetria que eles coletarem na trajetória de retorno e transmita-os imediatamente ao Knight Baron Voltorius assim que a cápsula estiver a bordo” já com a mão sobre o console e com um sorriso no rosto ela concluiu ” – Ah! adicionem a informação de que aguardo Voltorius em meus aposentos para que possamos discutir o desembarque de seus Knights”.

 

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O frio não lhe incomodava tanto quanto o vento. Ainda que naquele momento soprasse tão somente uma leve brisa, os flocos de neve perturbados por ela tinham o péssimo hábito de depositar-se sobre seus olhos, atrapalhando sua mira e obrigando-o a usar a máscara que abafava seus sentidos.

 

Os rudimentares construtos dos Mon’Keigh retornavam bipando em direção à cápsula que os havia trazido para a superfície do planeta horas atrás, apresentando uma oportunidade única para um tiro preciso.

 

Quando todos os crânios barulhentos se aproximaram da cápsula o mais ornamentado dentre eles, diferente dos outros este possuía conectores dourados e uma grande ave de duas cabeças dourada afixada em sua testa, emitiu um feixe de luz escarlate da única lente que possuía onde outrora existira um olho, ao mesmo tempo que emitia comandos através de um transmissor de vox.

 

“Língua de máquina” pensou consigo Yereleh enquanto acomodava o rifle apoiando-o em seu ombro direito. As portas da cápsula abriram-se com um chiado e emitindo nuvens de vapor, abaixaram-se vagarosamente até tocarem o chão. Os crânios não perderam tempo e a medida que as portas se abriam voavam para dentro da cápsula como um frenético enxame de ferro-vespas, encaixando-se então em berços marcados com diversos símbolos e permanecendo inertes a partir daí.

 

Yereleh não precisou de muito tempo para localizar o berço marcado com o símbolo “IV”, nele repousava o construto Mon’Keigh que ela encontrara antes, ignorando a pequena carga fixada em sua fronte pela ranger. Obedecendo a um novo comando do construto dourado as portas voltaram a se fechar, “Esse será um disparo em um milhão” pensou Yereleh com um sorriso enquanto mirava através da fresta cada vez menor entre a porta que se fechava e a cápsula.

 

O disparo não produziu qualquer ruído, silenciado pelos abafadores incorporados ao longo rifle Eldar, penetrando a cápsula no átimo de segundo que precedeu seu fechamento e atingindo em cheio a carga explosiva depositada sobre o construto. A explosão potencializada pelas portas cerradas da cápsula vaporizou imediatamente todo seu interior arremessando-a sobre um container de armazenamento, incendiando imediatamente seu conteúdo.

 

Yereleh observou a conflagração até que as chamas morressem, certificando-se de que nenhum dos construtos havia sobrevivido, então pendurou seu rifle sobre o ombro esquerdo e catarolando uma antiga canção iniciou a caminhada de volta ao acampamento onde o restante dos Eldar a aguardavam. Era preciso informar ao Farseer que os Mon’Keigh estavam a caminho conforme ele houvera previsto.

 

Antevendo a dura resposta dos Mon’Keigh após a destruição de suas sondas arcaicas os Eldar se posicionam no campo de batalha objetivando um ataque surpresa. Uma unidade de Guardians ocupa uma posição defensiva em um bastião Imperial.

 

Uma antiga torre de comunicação padrão “Tocheaux” é ocupada por uma tropa de Guardians. Do alto o Farseer acompanharia a batalha empregando seus poderes psíquicos para fortalecer seus comandados.

 

Enquanto os Wraithlords ocupam barricadas construídas as pressas pelos Mon’Keigh, um Falcon espreita sob a cobertura oferecida pela torre de comunicações.

 

Os Eldar aguardam para revelar sua emboscada.

 

As barcaças de aterrissagem haviam descido ao planeta a certa distância da Jóia de Ossiria, sendo que o transporte dos Knights da Casa Drakkonen no trecho final seria feito por Sky Talons da Marinha Imperial. Manobrando por entre prédios o primeiro a ser deixado na linha de frente foi o Knight do Barão Voltorius.

 

As outras Sky Talons logo deixaram outros dois Knights da Casa Drakkonen acompanhados do Freeblade conhecido somente como Kraken.

 

Tão logo os Knights da Casa Drakkonen e seu aliado tocaram o solo os Eldar se prepararam para atacar.

 

Contudo, percebendo a emboscada dos aliens e em um movimento rápido e certeiro (conhecido como “Sorte de Principiante”) os Knights tomam a iniciativa e atacam primeiro.

 

Os Knights teriam uma certa distância a percorrer até chegarem aos Eldar.

 

O Barão Voltorius não perde tempo e avança em direção às posições inimigas.

 

O Barão é seguido de perto por um de seus Knights.

 

Enquanto o Barão e um dos Knights avançam pelo centro, o Freeblade e o segundo Knight Drakkonen lançam uma manobra em pinça contra a Wave Serpent Eldar.

 

Detendo momentaneamente seu avanço os Knights abrem fogo contra os Guardians ocupando o bastião e contra a Wave Serpent.

 

A Wave Serpent é brutalmente atingida por vários disparos.

 

Surpreendendo a Wave Serpent, o Knight Drakkonen que participara da manobra em pinça dispara rapidamente de seu canhão uma sequência de tiros…

 

… que destrói a Wave Serpent obrigando o desembarque de seus tripulantes.

 

Aturdidos pelo volume de fogo o Guardians desmoralizados fogem do campo de batalha.

 

Recuperados da tomada de iniciativa por parte dos Knights, os Eldar se preparam para retribuição. Os Guardians que fugiam se reagrupam e voltam a ocupar posições defensivas.

 

Percebendo a ameaça do Knight que destruíra seu transporte os Fire Dragons não perdem tempo alvejando-o…

 

… destruindo o Knight Drakkonen em uma saraivada de disparos de suas Fusion Guns e da Firepike do Exarca. A explosão cataclísmica que se seguiu por pouco não os atinge.

 

Os Knights remanescentes parecem aturdidos com a perda repentina de um dos seus e reavaliam sua estratégia.

 

O Kraken avança e dispara seu poderoso Thermal Cannon contra os Fire Dragons, contudo eles conseguem se proteger atrás da amurada, e somente um deles perece.

 

Os outros dois Knights continuam seu avanço, confiando em seus escudos para protegê-los e disparando contra os Eldar.

 

Um deles dispara contra o Warithlord…

 

… enquanto o outro abre fogo contra o Falcon.

 

Percebendo que os Knights aproximam-se perigosamente de suas linhas os Eldar decidem trazer reforços. Os Wasp Assault Walkers utilizam-se de seu sistema de propulsão para se posicionar atrás das linhas dos Knights.

 

Os Eldar concentram fogo na ameaça imediata do Barão Voltorius e uma vez mais destroem o Knight com o fogo concentrado das brightlances.

 

Com a destruição prematura do Barão que liderava os Knights os Assault Walkers e Fire Dragons voltam sua atenção para o Kraken.

 

Fire Dragons abrem fogo primeiro avariando a couraça do Kraken…

 

… os tiros dos Wasp Assault Walkers terminam o serviço destruindo o Kraken. A Explosão lança sobre os Walkers fragmentos, mas não sofrem qualquer avaria.

 

O último Knight avalia suas opções…

 

… enquanto os Eldar se posicionam para alvejá-lo.

 

Enquanto o último Knight remanescente era alvejado incessantemente pelas Brightlances dos Eldar sob seu comando, o Farseer se retirava do campo de batalha, indo ter com a Ranger Yereleh que retornava de sua missão e caminhava no sentido contrário para encontrá-lo.

 

” – Como foi o combate Farseer?” perguntou Yereleh mal escondendo o entusiasmo em sua voz.

” – Como previsto jovem Yereleh” repondeu o Farseer “E sua tarefa?”

” – Bem sucedida ancião. Os Mon’Keigh encontraram algo em suas sondagens procurando minério e escavavam um local mais ao norte daqui para onde remanejaram toda sua força de trabalho. As outras minas estavam vazias, os carros de transporte ainda carregados de adamantita”.

” – Avise os outros que partimos em dois ciclos. Precisamos investigar essa escavação antes que os Mon’Keigh retornem com mais forças”.

 

“Sim…” Uma grande explosão além da colina formada pela neve interrompeu Yereleh, que olhava para o Farseer como se pedisse permissão, este assentiu com a cabeça antes de continuar seu retorno ao acampamento. Yereleh correu colina acima, seus passos deixando marcas imperceptíveis sobre a neve, chegando ao topo a tempo de assistir ao espetáculo da destruição da última máquina de guerra Mon’keigh, enquanto os demais Eldar comemoravam a improvável vitória.

 

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E esse é o relato da partida. O Babu jogou certinho a meu ver, vindo pra cima e tentando priorizar as ameaças imediatas, porém a concentração de Brightlances na lista e minha sorte na rolagem de dados nesse dia acabava tirando muitos hull points dos Knights. Sem muito o que fazer no começo de seu 4º turno e com um único Knight na mesa ele acabou concedendo a partida. Fico no aguardo da próxima!

 

E por hoje é isso pessoal! Grande abraço e até a próxima.

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