Sentado no saloon o xerife da pequena cidade de “New Dawn” contemplava o copo de uísque sobre a mesa enquanto segurava em sua mão direita o velho Peacemaker. Ele havia adquirido o hábito de liberar o tambor e girá-lo com o polegar para então com um movimento rápido recolhê-lo e reinserir a arma em seu coldre, fazendo e refazendo o movimento enquanto olhava para o copo de uísque.

 

Ele conseguira se desvencilhar do hábito da bebida anos antes, antes de “New Dawn” mas depois do episódio que ficou conhecido como “O Massacre de Red Hook”, mas gostava de ter o copo cheio ali sobre a mesa, como um velho amigo com o qual se perde a intimidade mas de quem não se consegue afastar completamente. Seus pensamentos, quaisquer que fossem, foram interrompidos por gritos que vinham da rua.

 

” – Xerife McClane! Xerife McClane!” vinha gritando pela rua principal um garoto, McClane podia vê-lo agora através das janelas de vidros sujos do Saloon. Era o garoto dos Owen, uma família de lavradores da região.

 

Entrando pelas portas vai e vem do saloon o garoto pousou seus olhos esbugalhados sobre o xerife e apontou na direção da qual havia vindo correndo: ” – A velha minha Ferret, Xerife… morcegos do inferno na velha mina” conseguiu dizer o garoto antes de desfalecer sobre o piso de madeira ensebada.

 

” – Cuide do garoto, James…” disse o xerife para o barman que impassível limpava um copo sujo, com um pano igualmente sujo e tão ensebado quanto o chão do saloon ” – Quem sabe aquele índio velho na cela tenha alguma serventia agora” continuou o xerife falando tanto com o barman, como consigo mesmo enquanto passava pelas portas vai e vem e colocava seu chapéu surrado na cabeça “- Maldita mina” concluiu balançando a cabeça de um lado para o outro antes de dar uma cusparada no chão e rumar para a delegacia.

 

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Hello Reader.

 

This is the Portuguese version of our review of the Shadows of Brimstone game. You can click this link to check the English version.

 

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Olá Leitor!

 

O “velho oeste” americano. O nome remete ao período da história americana durante o século 19 onde ocorreu a expansão das fronteiras dos Estados Unidos em direção ao Oceano Pacífico. Esse período cheio de promessas de aventura e riquezas em meio a um território ainda inexplorado e repleto de perigos seduziu milhares de colonos naquela época, que partiram em direção ao oeste perseguindo o sonho de uma vida melhor, e continua seduzindo e capturando a imaginação de muitos até os dias de hoje, tanto que é frequentemente retratado em livros, revistas em quadrinhos, filmes, séries de televisão, jogos de videogame e até mesmo em alguns jogos de tabuleiro e Role Playing Games.

 

A mesma promessa de experimentar uma vida livre das amarras e imposições sociais como banhos diários repleta de riquezas e aventuras que parecia tão tentadora naquela época continua atraente e relevante nos dias de hoje, ainda mais quando podemos explorar tudo isso no conforto do nosso lar.

 

O Velho Oeste – Aparentemente o conceito de sorrir para uma fotografia ainda não existia na época.

 

Não gosta dessa ambientação? Poxa, vou dizer que eu sou um apaixonado por ela, seja nas páginas do Tex (nas revistas que aprendi a gostar com meu pai), seja nos filmes (dos Spaguetti de Sergio Leone com o Clint Eastwood aos recentes filmes do Tarantino) ou ainda nos vídeo games, onde devotei horas incontáveis ao Red Dead Redemption caçando malfeitores e tentando resgatar minha família virtual, eu realmente curto o velho oeste.

 

Assim, você já pode imaginar minha surpresa e imediato interesse ao encontrar no site de financiamento coletivo Kickstarter a campanha para financiar o jogo de tabuleiro “Shadows of Brimstone” da Flying FrogProductions. Lendo o descritivo da campanha eu fui rapidamente levado da condição de “interessado” à condição de “AI MEU DEUS DO CÉU PRECISO DESSE JOGO NA MINHA VIDA AGORA” quando percebi que ele combinava à ambientação do velho oeste outra de minhas grandes paixões: Os “Cthulhu Mytos” de H.P. Lovecraft!

 

H.P. Lovecraft.

 

“Que diabéisso de Cthulhu, rapaz?” Bom, se você não conhece ainda o incrível universo, popularmente conhecido como “Cthulhu Mythos” (Mitos de Cthulhu em uma tradução livre) criado pelo autor Howard Philips Lovecraft eu sugiro FORTEMENTE que você procure os contos “O Caso de Charles Dexter Ward” e “O Chamado de Cthulu” para mergulhar de cabeça no que para mim é o melhor universo de contos de horror já criado. Nele, o autor descreve como nós, a humanidade, desconhecemos a existência de antigos deuses ancestrais adormecidos, o maior deles sendo o grande Cthulhu, que aguardam pela conjunção correta das estrelas para retornar e nos obliterar, e seus contos frequentemente giram em torno do contato de pessoas comuns com o conhecimento de que essas criaturas, e seus servos, existem entre nós.

 

Cthulhu, imaginado aqui pelo artista Jeff Himmelman (como Somniturne).

 

Não é por acaso que esse universo é também frequentemente adaptado para revistas em quadrinhos, cinema e diversos jogos, e em especial o jogos de tabuleiro como por exemplo o Eldritch Horror, Mansions of Madness, Elder Sign, Arkham Horror e mais recentemente o Pandemic: Reino de Cthulhu, e isso só para citar os mais famosos.

 

A fórmula de misturar elementos ficcionais a um período histórico não é inédita e é empregada com frequência nas mais diversas mídias. Zumbis, por exemplo, foram empregados com muito sucesso na ambientação do velho oeste do jogo Red Dead Redemption, através de uma expansão, em uma ambientação de guerra na franquia Call of Duty que também adicionou zumbis em um modo de jogo e até mesmo na Inglaterra vitoriana com o livro “Pride, Prejudice & Zombies” que reimaginou o clássico livro de Jane Austen com a adição dos desmortos.

 

Já o conceito de “weird world war” que mistura elementos de horror e ficção cientifica com a primeira e segunda guerras mundiais também fez sucesso em jogos de videogame (como o clássico “Wolfenstein”), quadrinhos (como fez o mestre Mike Mignola ao misturar ocultismo e nazistas em seu Hellboy) e nos jogos de estratégia (como o DUST do Paolo Parente e mais recentemente o Konflikt 47 da Warlord Games).

 

Assim, mesmo não tendo reinventado a roda a Flying Frog Productions acertou em cheio em trazer um jogo de tabuleiro combinando o velho oeste e seus arquétipos tradicionais com clássicos da literatura de horror pulp como os “Cthulhu Mythos”. Só posso dizer que foi paixão a primeira vista e sem pensar muito contribui para a campanha já imaginando em breve estar descarregando revólveres contra monstros repletos de tentáculos. Mal sabia eu que seria uma longa espera.

 

A campanha original aconteceu em meados de 2013 (em Outubro se a memória não me falha) prometendo a entrega do jogo para Agosto de 2014 e com uma arrecadação de U$ 1.341,30 (um milhão, trezentos e quarenta e um mil dólares e 30 centavos de dólar) a campanha só pode ser descrita como um retumbante sucesso. Como já disse ela prometia entregar um jogo de tabuleiro misturando elementos do velho oeste e horror inominável em um jogo cooperativo de “dungeon crawl” (que pode ser descrito em português como um jogo de exploração e aventura).

 

Oferecendo inicialmente duas caixas básicas do jogo (a “Shadows of Brimstone: City of the Ancients” e a “Shadows of Brimstone: Swamps of Death”) a campanha logo explodiu com novos personagens, monstros e expansões sendo adicionados a medida que mais e mais metas de arrecadação eram batidos com o influxo de novos apoiadores e dólares aos borbotões (foram 4.727 apoiadores) alcançando a impressionante marca de 50 metas batidas ao longo da campanha e fazendo dessa uma das maiores campanhas de jogo de tabuleiro do Kickstarter.

 

O set de “City of the Ancients” como originalmente anunciado na campanha do Kickstarter.

 

O segundo set do jogo, “Swamps of Death”, como anunciado na campanha do Kickstarter.

 

Com essa explosão de arrecadação aconteceu o inevitável (e que infelizmente vem se tornando a norma em campanhas de financiamento coletivo lá fora e aqui no Brasil) e o lançamento do jogo acabou atrasando. Eu só fui receber a primeira remessa com as duas caixas básicas do jogo em 2015 e ainda estou esperando parte significativa dos modelos que ficaram para a segunda remessa (basicamente todos os stretch goals).

 

Quando o jogo finalmente chegou aqui em casa saltou aos olhos o tamanho e a qualidade das caixas. Só pelo peso dava pra ver que tinha bastante coisa ali dentro. Ao abrir a caixa a minha satisfação foi ainda maior já que tudo, dos tokens, ao tabuleiro, passando pelos manuais e miniaturas, tem um acabamento excelente e primoroso. E o jogo! Puxa vida como o jogo é legal.

 

A caixa “Swamps of Death” – Essa é a que usei nesta resenha já que a outra, “City of the Ancientes” não está comigo agora.

 

A caixa tem um insert de plástico dentro. O meu chegou um pouco amassado da viagem até o Brasil.

 

As peças do tabuleiro. O espaço da caixa acaba sendo pequeno para guardar tudo com o insert e estou com a impressão de que as peças começam a entortar um pouco.

 

Os tokens – Aqui estão organizados os tokens de ambas as caixas. Eu tentei separá-los da melhor maneira possivel de forma a otimizar o processo de montagem do jogo a cada nova partida.

 

Os manuais de regras. Cada caixa vem com dois deles, um com as regras gerais do jogo e o outro com as missões e personagens específicos de cada uma das caixas.

 

As miniaturas dos monstros após a montagem.

 

E aqui após a finalização do processo de pintura. Não é necessário pintar as miniaturas do jogo, mas eu acredito que ele fique bem mais imersivo com elas pintadas.

 

Para minha surpresa e deleite, uma partida de Shadows of Brimstone se desenrola de maneira MUITO parecida com uma partida de RPG, só que sem todo o lance da interpretação (que eu acabo fazendo de qualquer jeito). Cada jogador escolhe um dos “aventureiros” à disposição e aqui temos a nossa escolha boa parte dos arquétipos clássicos do período: pistoleiros, bandidos, foras da lei, padres, freiras, fazendeiros, xerifes, mineiros, saloon girl, índios… a lista é enorme e cada um deles possui uma “ficha básica” com as estatísticas iniciais de cada “classe” de personagem que vai sendo customizada através das habilidades escolhidas pelo jogador (habilidades iniciais e as adquiridas posteriormente com a evolução do personagem).

 

Aqui as fichas dos personagens. Esses são os personagens da caixa “Swamps of Death”: O xerife, a fazendeira, o padre e o indio.

 

As fichas dos monstros com as estatísticas de cada um deles. A medida que o grupo ganha mais poder e experiência, versões mais perigosas dos monstros podem ser encontradas (eles tem estatísticas diferenciadas no verso das fichas).

 

Decididos os personagens de cada um é hora do jogo propriamente dito. Em cada partida os jogadores (de dois a quatro jogadores com uma das caixas básicas – esse número pode ser aumentado para seis com o uso de miniaturas extras da outra caixa básica ou dos sets que serão vendidos separadamente no futuro) tem uma missão que pode variar da simples exploração de uma mina abandonada ao resgate de cidadãos da cidade mais próxima abduzidos para um ritual macabro. Os jogadores cooperam entre si para alcançar o objetivo da missão, enquanto o próprio jogo, empregando uma inteligência artificial com cartas, comanda os monstros e acontecimentos durante a exploração da mina.

 

O set-up básico do jogo. Na direita as cartas que formam a IA do jogo e controlam todos os acontecimentos da partida.

 

A inteligência artificial do jogo com as cartas vai determinar quais salas são exploradas, quais monstros aparecerão para enfrentar os jogadores, que tesouros eles renderão quando derrotados… tudo é determinado pelas cartas de sorte que com uma boa embaralhada antes de cada partida garantir-se à que uma partida nunca seja igual a outra.

 

O clima de tensão é constante durante o jogo já que além de enfrentar os monstros, os jogadores também se vêm enfrentando um inimigo ainda mais sinistro e etéreo, a “Escuridão” (The Darkness no Inglês original), uma força invisível representada por aquilo que efetivamente é um marcador de turnos que avança a cada nova sala explorada, diminuindo o tempo disponível para alcançar o objetivo da missão e criando obstáculos para os jogadores com a sensação de perigo iminente. Esse mecanismo de jogo acaba pressionando os jogadores a agir e serem objetivos na persecução dos objetivos já que se o marcador de escuridão chegar ao final ela escapa da mina e os jogadores são derrotados automaticamente, por outro lado, se os jogadores conseguem alcançar o objetivo antes de esgotados os turnos no marcador da escuridão, eles vencem a partida.

 

Ajudado pelo velho índio, pelo padre da cidade e por uma fazendeira da família Owen o xerife McClane adentra a mina.

 

Sempre que o personagem de um dos jogadores alcança uma das saídas do mapa é hora de descobrir o que existe à frente.

 

O jogador que está explorando, no caso nosso xerife, saca uma carta de mapa…

 

… e um token de exploração. Nesta foto eu misturei os tokens de exploração de ambas as caixas.

 

A carta do mapa revela qual sala nós encontramos durante nossa exploração…

 

… enquanto o token de exploração nos diz o que acontece. Neste caso ele nos diz que a sala tem duas saídas (então nós não precisaremos fechar nenhuma das saidas do mapa – se ele dissese que a sala só tem uma saída nós fechariamos uma das duas aleatoriamente) e qye bós devemos pegar duas cartas de encontro.

 

Seguindo as intruções do token nós sacamos as cartas de enontro…

 

… só para descobrir que a sala tem uma cachoeira subterrânea (que impede que os personagens escapem de inimigos adjacentes nesta parte do mapa) e um buraco sinisto, de onde nossos heróis podem recuperar um artefato ou serem atacados por Hellbats, dependendo da rolagem de dados indicada na carta.

 

É claro que nossos heróis foram emboscados.

 

Tenha em mente que falhar na missão é uma opção viável neste jogo se os jogadores encontram um desafio muito grande durante sua exploração, contudo os efeitos de fugir nem sempre são agradáveis, já que se os jogadores optam em bater em retirada a Escuridão escapa da mina e aterroriza as cercanias.

 

Enquanto nossos heróis continuam sua missão de destruir o ninho de Hellbats na mina eles encontram uma nova sala, a “Swithc Curve” desta vez.

 

Quando revelamos o token de exploração, descobrimos que esta sala tem uma única saída, um portal para outra dimensão, porém, antes que possamos explorá-la, o token revela que estamos sendo atacados.

 

Para saber quais monstros estão nos atacando precisamos fazer uso dos “Threat Decks” (cartas de ameaça em uma tradução livre). Dependendo do nível do grupo de jogadores nós vamos sacar uma ou mais cartas dos montes.

 

Como estávamos jogando com quatro personagens de 1º nível tivemos que sacar uma carta do nível médio de ameaças...

Como estávamos jogando com quatro personagens de 1º nível tivemos que sacar uma carta do nível médio de ameaças…

 

… que revelou estarmos sendo atacados por 1 Slasher e 4 Hellbats.

 

De repente nossos heróis parecem bem saborosos.

 

Os monstros avançam e são recebidos com uma saraivada de balas.

 

Após derrotarem os monstros nossos heróis avançam através do portal, para continuar explorando e, quem sabe, encontrar o ninho dos Hellbats.

 

Se o jogo já brilha e envolve os jogadores em partidas individuais, ele revela todo seu potencial quando as partidas são jogadas em uma campanha, com efeitos permanentes entre uma partida e outra. Jogado em campanha os personagens dos jogadores acumulam pontos de experiência e são evoluídos e ganham novas habilidades e equipamentos ao longo dos jogos que podem ir sendo acumulados entre as partidas e trocados e vendidos entre os jogadores, deixando-os mais poderosos a cada nova mina explorada, mas não é só alegria não! A medida que os personagens são expostos aos terrores extraplanares e à “dark stone” (pedra escura em uma tradução livre – um minério valioso presente nos locais onde a escuridão toca nosso mundo) eles sofrem com mutações e loucura que vão tendo efeitos negativos no personagem.

 

Pra ajudar nossos heróis a lidar com as consequências de suas aventuras, boas ou não, nada como uma visita à cidade mais próxima, onde além de comprar novos equipamentos, receberem missões e recompensas, eles podem também visitar um cirurgião para tentar se livrar daquele tentáculo que nasceu em suas costas, ou visitar a igreja para tentar recuperar um pouco de sanidade. Com uma mecânica que lembra muito o pós jogo do clássico Mordheim da Games-Workshop, a visita à cidade da fronteira ao final de cada partida é sempre um momento divertido de evolução dos personagens e onde toda sorte de acontecimento, bom ou ruim, pode acontecer o que sempre gerou boas risadas nas partidas aqui em casa.

 

As tabelas com os vendedores e locais que podem ser visitados na cidade.

 

O jogo trás ainda um CD com trilha sonora. Uma pena que ele seja o mesmo nas duas caixas.

 

Com regras robustas e divertidas, excelente qualidade artística no material gráfico, e miniaturas fantásticas, o Shadows of Brimstone é O dungeon crawler para quem curte esse tipo de jogo. A inteligência artificial do jogo com o emprego das cartas funciona muito bem para gerenciar toda a partida e com o acréscimo de novas cartas das expansões o jogo ganha muita variação e rejogabilidade, motivo pelo qual ele sempre via mesa aqui em casa assim que chegou e espero muito em breve organizar uma campanha com a galera do CCWB para colocar na mesa o restante das miniaturas pintadas (no começo jogávamos só com uma das caixas). O único ponto negativo que consigo apontar aqui é a dependência do domínio da língua inglesa, por pelo menos um jogador (a quem incumbirá ler e traduzir todos os acontecimentos do jogo).

 

Em minha opinião o Shadows of Brimstone é um excelente dungeon crawler que enriquece bastante a coleção de entusiastas desse gênero, recebendo uma nota 10 indiscutível a meu ver, porém, se além de gostar desse tipo de jogo você também aprecia os temas ele passa a ser um jogo obrigatório.

 

Acho que é isso por hoje pessoal, se você curtiu a resenha e quer trocar uma idéia sobre o jogo não deixe de registrar seu comentário aqui no blog.

 

Mais em breve.

Comments
  1. Excelente resenha, como sempre. Só não sei o que ficou melhor: o jogo em si ou a pintura que você fez nas miniaturas.
    Abraços e até o próximo Post.

    • Gereth says:

      Olá Felipe!

      Obrigado pelo comentário e pelos elogios! Fiquei muito feliz com o resultado das minis. Valorizou muito o jogo.

      Abraço!

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