Hello Reader.

 

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Olá Leitor.

 

Se você nos acompanha no Facebook e lê regularmente nosso blog deve ter acompanhado toda a cobertura que fizemos sobre o retorno da Games Workshop ao Brasil através de um novo distribuidor. Demos o furo (de reportagem – ui!) ainda em janeiro quando anunciamos em primeira mão lá no Facebook essa volta da marca, e desde então o blog tentou manter seus leitores a par do que acontecia com esse retorno.

 

GW no Brasil! SHUT UP AND TAKE MY MONEY!

 

Nosso artigo publicado em fevereiro pôs termo as especulações (e temores) acerca do envolvimento do Sandro Viviani (o cara por trás da Legends do Brasil e dos golpes perpetrados por essa empresa – você pode ler mais sobre tudo isso aqui) nessa nova empreitada ao revelar que desta vez a chegada da Games Workshop ao Brasil se daria por meio de um importador novo sem qualquer relação prévia com a GW – A Solid Imports.

 

Enquanto perdurou o mistério sobre quem seria a empresa importadora não foram poucas as vezes em que precisei responder aos amigos mais próximos e alguns leitores que não, eu não sou uma das pessoas evolvidas nessa tentativa de aproximar o público brasileiro dos jogos da GW dos produtos produzidos pela companhia. Fico envaidecido de tantos de vocês acharem que eu teria cacife para tal investimento, mas confirmo uma vez mais que meu papel se restringe ao de compartilhar com meus leitores novidades e artigos sobre o hobby.

 

O único segredo que eu havia guardado, inclusive a pedido do mesmo naquele momento, era a associação do Eric Hutter ao novo importador como um dos sócios empreendedores nesse projeto. Sim, o nome dele deve soar familiar aos meus leitores já que o Eric foi um dos colaboradores da série de artigos “A Tale of X Gamers” publicada aqui no blog durante 2014 onde ele participou com artigos sobre a construção de um exército de Imperial Fists.

 

Esse segredo perdeu a razão de ser com a recente publicação do blog “Legionários 40K” sobre o evento de lançamento dos produtos GW da Bazar Magic, logo não havia porque não complementar a informação aqui e tranquilizar muita gente, já que o Eric além de muito bem quisto na comunidade, está ciente de todas as peculiaridades do hobby por aqui e certamente levou tudo isso em conta ao elaborar com os demais sócios o plano empresarial dessa empreitada hercúlea.

 

“Ah e por quê você só veio falar disso agora?” Bom, achei importante, desde o início friso aqui, pontuar que um membro da comunidade está diretamente envolvido no processo de trazer a Games Workshop de volta ao Brasil em especial em virtude de alguns comentários que pude acompanhar e sobre os quais resolvi escrever aqui, o que nos traz ao artigo de hoje.

 

Logo que anunciamos o retorno da Games Workshop ao Brasil a comunidade pôs-se em polvorosa buscando mais informações em especial sobre quem era o importador e, principalmente quais seriam os preços praticados por aqui. Com a publicação do artigo original as dúvidas ficaram mesmo por conta dos preços que veríamos por aqui e nem isso durou muito quando a Lost Land saiu na frente das demais e no finzinho de fevereiro publicou em seu site para venda seu acervo de produtos.

 

O entrevero em torno dos valores foi generalizado com muita gente bradando a plenos pulmões com toda a força dos seus dedos sua indignação com os preços colocados em prática por aqui.

 

Vou dizer aqui, correndo o risco de incorrer na fúria de alguns de meus leitores, que a meu ver os preços ficaram dentro do esperado. “Poxa Estevão, você está maluco? É muito mais barato comprar na Inglaterra!” Sim, com certeza, mas ai estamos comparando duas realidades completamente diferentes e ignorando o maior vilão de qualquer hobby importado aqui no Brasil: Os impostos.

 

Eu não tenho qualquer conhecimento técnico sobre a área contábil ou tributária de importação, por isso não me atreverei aqui a discorrer sobre os meandros nebulosos das tarifas, impostos e taxas que incidem sobre a importação aqui no Brasil, atendo-me aqui ao meu raciocínio sobre o assunto. Costumo dizer aos meus amigos mais próximos que minha conta fica restrita a quanto dinheiro sai do meu bolso e, julgando pela minha experiência, a diferença não anda tão grande não.

 

Vamos usar como exemplo uma das caixas “Start Collecting”, caixas de entrada no hobby que independente do exército a que se destinam, custam £50.00 (cinquenta libras) em qualquer loja da Games Workshop na Inglaterra, ou em seu website, some-se ai o custo de postagem de £13.00 (treze libras) e temos um custo total de £63.00 (sessenta e três libras) sobre o qual serão calculados as taxas e impostos de importação (sim, para nossa tristeza o valor da postagem integra a soma sobre a qual serão calculados os tributos).

 

Uma das opções de caixa “Start Collecting”.

 

Preço final comprando da Games Workshop com o frete já incluso. Lembro que, segundo o distribuidor Brasileiro,não será possível comprar diretamente da GW os produtos trazidos ao Brasil.

 

Em minha experiência incidirão sobre nossa encomenda o imposto de importação (60% calculado sobre o valor total) e o ICMS que varia de Estado para Estado e aqui no Mato Grosso tem sido de mais ou menos 40%. Somar-se à ainda ao nosso total a “taxa de armazenamento postal” instituída pelos Correios, no valor de R$ 12,00 (doze reais).

 

Então, usando nosso exemplo, temos a seguinte conta: £63.00 + £ 37.80 (Imposto de importação – 60%)+ £25,20 (ICMS) o que totaliza £126.00 (cento e vinte e seis libras) que convertido na cotação de hoje (R$ 3,89 / libra) nos dá em reais o valor de R$ 490,14 (quatrocentos e noventa reais e quatorze centavos) e ao somarmos ai a taxa de armazenamento postal teremos o custo total de R$ 502,14 (quinhentos e dois reais e quatorze centavos).

 

Os preços praticados por aqui implicam em uma caixa “Start Collecting” custando R$ 469,90 (quatrocentos e sessenta e nove reais) + R$ 43,20 (quarenta e três reais e vinte centavos) de frete via PAC na Lost Land totalizando R$ 513,10 (quinhentos e treze reais e dez centavos). Na Bazar Magic uma caixa “Start Collecting” custa R$ 489 (quatrocentos e oitenta e nove reais) + R$ 22,90 (vinte e dois reais e noventa centavos) de frete via PAC totalizando R$ 512,80 (quinhentos e doze reais e oitenta centavos), já a FNAC oferece a mesma caixa “Start Collecting” custando R$ 499 (quatrocentos e noventa e nove reais) com um frete de R$ 21,44 (vinte e um reais e quarenta e quatro centavos) totalizando R$ 520,44 (quinhentos e vinte reais e quarenta e quatro centavos).

 

Preço da Lost Land com o frete.

 

Preço da Bazar Magic com o valor do frete.

 

Preço na FNAC com o frete na modalidade oferecida por eles (assumo que equivalente ao PAC).

 

Temos assim que o preço final praticado pelas lojas que oferecem a venda online por aqui fica bem parecido e fica marginalmente mais caro que comprar direto da Inglaterra conforme nosso exemplo acima, com a comodidade da entrega mais rápida e a possibilidade, interessante para alguns, de parcelamento.

 

A mesma caixa “Start Collecting” já foi vendida, com desconto, por R$ 442,05 (quatrocentos e quarenta e dois reais e cinco centavos) na loja online da Lost Land (preço verificado quando começamos a escrever este artigo algumas semanas atrás).

 

Com esse valor o preço fica BEM atrativo.

 

“Mas é absurdo um produto chegar ao Brasil pelo dobro do preço que custa no exterior, isso não acontece com outros jogos!” Bom, eu respondi a um colega de hobby ilustrando que isso é JUSTAMENTE o que já ocorre com outros jogos colecionáveis (como o X-Wing Miniatures trazido ao Brasil pela Galápagos Jogos) e jogos de tabuleiro que chegam por aqui a preços bem inflacionados.

 

Tá duvidando? Vamos usar como exemplo a nave Z-95 do X-Wing miniatures que custa na Miniature Market U$ 11,29 (onze dólares e vinte e nove centavos) valor esse que convertido na cotação de hoje (R$ 3,11 reais / dólar) dá pouco mais de R$ 35,11 (trinta e cinco reais e onze centavos), mas essa nave custa na Galápagos R$ 69,00 (sessenta e nove reais), ou seja, quase o dobro do valor praticado lá fora.

 

Preço da Z-95 nos EUA.

 

Preço da Z-95 por aqui.

 

Outro exemplo? O jogo de tabuleiro King of Tokyo que na Miniature Market é vendido por U$ 26,39 (que convertido na mesma cotação de hoje mencionada acima totaliza R$ 82,07 – Oitenta e dois reais e sete centavos) chega ao Brasil  na Galápagos pelo valor de R$ 169,90 (cento e sessenta e nove reais e noventa centavos), ou seja, mais que o dobro. Sim, eu sei que estou comparando versões diferentes do jogo, mas a Lúdica já anunciou o King of Tokyo 2.0 pelos mesmos R$ 169,90 (corre e compra, porque é um jogão).

 

Ai o preço do KoT na Miniature Market.

 

O preço da primeira edição do KoT aqui no Brasil. A 2ª edição do jogo está saindo em breve, pelo mesmo preço.

 

“Ah, mesmo assim, as vezes a encomenda passa sem imposto! Compro mais barato lá fora” Realmente essa chance existe, mas ai você está optando em contar com a sorte, coisa que o lojista e o importador que trazem o produto ao Brasil pelas vias legais e pagando os impostos devidos não pode fazer. Essa “sorte” tem sido cada vez menos frequente, ao menos para mim, a medida que a Receita Federal e a Secretaria de Fazenda Estadual intensificam suas ações de fiscalização.

 

“Ainda assim, o preço está caro, já que o importador e o lojista compram com desconto!” Aqui eu não tenho subsídios para opinar. Sei sim que o importador tem um desconto significativo (na ordem de 30% segundo já ouvi falar) na aquisição do produto, bem como a possibilidade de diluir o frete com o envio por container em navios, mas persiste o fato de que ambos, lojista e importador, tem que auferir algum lucro, já que ninguém está trazendo a GW pro Brasil pela bondade em seu coração tão somente para fomentar o hobby.

 

Em suma, não dá pra comparar o preço final ao consumidor de quem compra na Inglaterra com preço final de quem compra por aqui. Reitero meu ponto de que julgando como consumidor final e tendo por base a quantia de dinheiro saindo do meu bolso, se eu for comprar a partir do Brasil e levar em conta outras vantagens de comprar localmente, entendo que é mais barato sim comprar dos revendedores aqui.

 

“Beleza, você falou dos preços, e o mimimi?” Mimimi e Games Workshop parecem andar de mão dadas na internet e aqui no Brasil não poderia ser diferente, mas foi surpreendente a quantidade de especialistas em comércio exterior, pesquisa de mercado, mercado nacional de jogos e precificação que apareceu dando opinião e descendo o malho de maneira geral.

 

Tem tanto especialista de internet que o Facebook está até diplomando a galera.

 

Eu só posso opinar com base nas informações que recebi, e aqui cito meu artigo original quando mencionei que minha fonte na Games Workshop, a pessoa responsável pela abertura de novos mercados na empresa, fez todas as perguntas pertinentes e recebeu respostas que o deixaram satisfeito. O fato da importadora ter preenchido os requisitos e critérios estipulados pela Games Workshop basta para me convencer de que a Solid tem sim um plano de negócios e fez o dever de casa no que tange a entender o mercado, os preços e o produto. Se convenceu a GW que é a maior interessada em fazer o produto dela dar certo por aqui, quem sou eu para duvidar?

 

Está duvidando? Então é hora de colocar argumentos na mesa. Essa meio que deveria ser a norma sabe? Opinar com base em informações ou conhecimento, agora esse lance de cagar defecar pelos dedos na internet só para dizer o que se pensa, com base em mero achismo não é só um atestado de burrice completa, mas é ainda bastante prejudicial para a comunidade já que cria a desinformação. Qualquer um tem todo o direito de achar o preço final ao consumidor praticado por aqui caro (mesmo que não seja exatamente “barato” lá fora para começo de conversa) mas daí a postular que o preço não corresponde ao mercado, que não houve pesquisa e que a coisa toda está sendo feita a moda caralha de qualquer jeito, tudo isso sem qualquer embasamento, é mesmo mero mimimi.

 

E olha que quem disse foi o Umberto Eco. Sério.

 

 

 

“Putz, você é mesmo um fanboy vendido, certeza que está ganhando alguma coisa para falar bem da GW!” Que bom que você está se perguntando sobre isso, já que vai me permitir me posicionar aqui também ao te responder. Sim eu sou mesmo um fanboy da GW, isso não deve ser segredo para quem me acompanha aqui no blog, onde sempre deixei transpirar minha profunda admiração e entusiasmo pelo hobby, pelo universo e pelos modelos criados pela Games Workshop.

 

Contudo isso nunca me impediu de discordar, quando entendi pertinente, das políticas implementadas pela GW (como no infame episódio que ficou conhecido como embargo após nossos artigos) e práticas em detrimento do que entendo ser o bem maior da comunidade. Da mesma maneira jamais recebi um único centavo de quem quer que seja para falar bem de uma companhia ou produto por aqui. Meu maior compromisso sempre foi com você Leitor que tem em minhas palavras minha garantia e minha maior recompensa é justamente a credibilidade da qual gozo, adquirida ao longo de mais de 12 anos blogando e 20 anos participando da comunidade.

 

No fim das contas a minha dica para quem ficou perdido no meio de tanta opinião de especialista e não sabe se entra de cabeça no hobby comprando por aqui mesmo ou se cai na aventura da importação é “forme sua própria convicção”, pesquise, compare preços localmente e no exterior (e leve os impostos em consideração), tire suas próprias conclusões, e no fim das contas deixe o seu bolso ser o seu guia para que você aproveite esse fantástico hobby que são os wargames da Games Workshop.

 

Até a próxima.

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Comments
  1. LEONARDO C COLOMBO says:

    O senhor é um vendido, um escravo do capital. Todo mundo sabe o que se passa ai nessa terra de marajás. Ah como é bom ser troll.

  2. andrei bressan says:

    Boa, Estevão!

  3. André vilar says:

    Várias inconsistências no seu texto

    1 – Alguns estados não existe icms caso do Paraná, outros possuem valor inferior a 40%
    2 – no ebay se compra por valores ainda menores,
    3 – os jogos de tabuleiro que chegam no Brasil não estão custando o dobro, veja que na sua conta para fazer um start collecting custar o dobro você acrescentou o frete e no seu exemplo dos board games não o fez.
    4 – produto abaixo de 100 dólares não deve ser taxado, se o for basta recorrer
    5 – porque os livros estão nesses preços absurdos também? Foi acredito que o próprio Éric disse que eles foram taxados de forma diferenciada

    Dizer que as pessoas que não estão satisfeitas com o preço é mimimi é falta de respeito, o que estamos vendo aqui é 1 Libra =10 reais, o mesmo que aconteceu com o playstation custava 400 dólares e chegou a 4.000, quem reclamou estava de mimimi na sua opinião?
    Eles que vendam pelo preço que quiserem, escolha deles, porém reduzir a decepção e insatisfação dos consumidores pelos preços pratucados é falta de respeito com o público , sem contar a censura que o senhor Éric queria fazer proibindo a comunidade de compartilhar alternativas para a compra.
    A propósito meu start collecting orks acabou de chegar sem tributo 275 reais, até um valor de 350 compraria no
    Brasil para estimular o mercado nacional, fico feliz que estajam trazendo e dando a opção de comprar aqui, mas a esse valor não é pra mim, e acredito pra muitos da comuinidade os mimizeiros não vão comprar a esse valor, estai vilanizando quem não quer pagar 500 reais em um start collecting, é isso só me deixa com menos vontade de comprar os produtos daqui.

    • Gereth says:

      Oi André!

      Cara, obrigado pela visita e pelo comentário. Permita-me responder às inconsistências que você apontou.

      1- Lendo o texto você percebe que no que tange ao ICMS eu estou me baseando em minha experiência pessoal aqui no Mato Grosso. Tenho certeza que isso varia de Estado para Estado, mas em nenhum momento fui taxativo com relação a incidência desse valor quando se importa. Com relação ao revendedor, ele sempre paga o ICMS.

      2- Concordo, assim como em outros revendedores que compram com desconto da GW e revendem repassando parte desse desconto. Vai de cada um escolher de onde vai comprar, p que inclusive é minha sugestão ao final, a qual replico aqui: “… pesquise, compare preços localmente e no exterior (e leve os impostos em consideração), tire suas próprias conclusões, e no fim das contas deixe o seu bolso ser o seu guia…”.

      3- Você faz parecer aqui que eu agi de forma maliciosa, o que não aconteceu. O intuito do artigo é comparar os preços dos produtos GW. No caso dos board games eu apenas ilustro um fenômeno parecido. O frete de uma nave na Miniature Market vai ficar elas por elas com o frete praticado aqui, ou até mais barato (a Miniature Market tem o frete bem em conta) com os boards não é muito diferente. A média, de novo com base em minha própria experiência, é os jogos chegarem aqui custando pelo menos o dobro e facilmente ultrapassam essa marca se estiverem fora de tiragem ou de alguma maneira limitados (um exemplo disso são as minis exclusivas de KS como os do Zombicide que chegam bem caros por aqui).

      4- Isso funciona muito bem na teoria, mas na prática implica em não receber sua encomenda para pedir a revisão tarifária ou pagar o imposto e recorrer judicialmente, o que dependendo do valor não compensa.

      5- Não entrei na seara do preço dos livros ou dos demais kits. Também não entendi a justificativa para os preços dos mesmos já que livros são isentos de taxas por aqui.

      Entenda que em nenhum momento estou dizendo que não estar satisfeito com o preço é mimimi, mas sim que reclamar por reclamar sem qualquer embasamento o é. Entenda que eu ocupo a mesma posição de consumidor que você, mas diferente de um montão de gente estou colocando meus argumentos aqui de forma racional e aberta ao debate de idéias, justamente o que faço agora respondendo a você. Ou seja, existem formas diferentes de reclamar e reclamar sem argumentos é sim, a meu ver, mero mimimi.

      Com relação a censurar a informação você bem deve saber que me oponho radicalmente a isso, tanto que adotei a postura ventilada aqui:

      https://www.facebook.com/groups/416205888405009/permalink/1883033775055539/

      Minha última encomenda também chegou sem tributação!

      Acho que é isso cara! Espero ter respondido seus questionamentos a contento e, querendo, estou sempre a disposição para trocar uma idéia por aqui.

      Abraço!

      • André says:

        Vejo que você também não está super satisfeito com os preços praticados por aqui, (foi a primeira impressão que tive ao ler seu texto, tive a impressão que estava defendendo 100% a forma que foi feito a chegada no Brasil), quis apontar o fato de que muitos dos que reclamam do preço, o fazem sem “mimimi”, acredito que a maioria quer comprar aqui e está disposto a pagar a mais pela pronta entrega e para fomentar o hobby, mas com o valor sugerido mais frete nacional, fica impraticável para quem pode importar, na situação certa, (meu caso de não haver icms no Paraná), o que não acho é o que os consumidores devem ficar satisfeitos com o preço que as caixas estão e simplesmente aceitar, a repercussão que isso está tomando só mostra que ainda não foi encontrado um valor de mercado que ambos, revendedor e cliente, achem satisfatório.
        Parabéns pelo trabalho, sempre acompanho aqui as notícias do mercado nacional, agora diz pra nós aí quando chegam as tintas e pincéis, carnaval já passo tem um tempo em, kkk
        Abraço.

        • Gereth says:

          Oi André!

          Cara, passo longe de estar satisfeito, contudo, como aponto no artigo, os preços ficaram dentro do que eu esperava já que não tem como fazer milagre com relação aos impostos.

          Sobre tintas e pincéis estou tão no escuro quanto o restante da comunidade. Acho que depois da adoção da postura comtra o cerceamento de informação a minha fonte secou, se é que você me entende. Paciência.

          Tendo alguma novidade compartilho lá no Facebook.

          Abraço.

  4. Caio Viana says:

    Opa mestre Estevão, esse é de fato um momento histórico e o fato de as caixas estarem ficando esgotadas rapidamente nos mostra que tá fazendo sucesso. Haters sempre existirão, mas somos mais numerosos que eles. Que o falso imperador morra! Parabéns pela postagem.

    • Gereth says:

      Oi Caio!

      Valeu mesmo. Com relação aos “haters” é como eu mencionei no artigo e respondi ao André em outro comentário aqui, existem mil maneiras de reclamar e todo mundo tem o direito de fazê-lo, mas não custa embasar opinião com argumentos, sob pena de soar como critica vazia, ou comi chamei aqui, mimimi e o mero mimimi é completamente desprovido de utilidade pra comunidade como um todo.

      Concordo que é fantástico finalmente ter os kits GW por aqui, mas como apontei acredito que existe espaço pra melhorar os preços, até mesmo porque estamos vendo descontos ocasionais, o problema é que eles vêm e vão muito rápido.

      Abração e obrigado pela visita e comentário, cara!

  5. Seu vendido!

    Brincadeira 😛 Tetevius, é isso ai mesmo… infelizmente o hobby é caro e não tem previsão de ficar barato. Eu confesso que torcia que se armasse uma estrutura que permitisse no Brasil uma concessão de descontos decentes, de 15 a 20%, como tem em lojas gringas, mas quem sabe no futuro? Infelizmente o modelo atual só estimula quem pode a trazer de fora mesmo, e cria uma barreira financeira pros novatos. O quão sustentável isso é a longo prazo, eu não sei.

    • Gereth says:

      Hehehe!

      Fala JM!

      Cara, já não é barato nem ai fora, né? Vamos esperar e ver como chegam por aqui as cargas futuras pois, segundo o Eric Hutter, a tendência é que os preços abaixem a medida que o relacionamento entre a Solid e a GW amadurece e dá frutos.

      Abraço cara!

  6. Francisco says:

    Em suma, se temos grana na mão olhamos o lado mais fácil, parcelamento, rapidez, etc. Se temos grana e queremos ver se nos livraremos dos impostos, compramos lá fora. Ou seja, de um jeito ou de outro, vamos comprar.

    • Gereth says:

      Mestre Chicão!

      Que satisfação! Poxa cara, não a toa brincamos que o hobby das miniaturas é um “crack plástico”.

      Acompanhando as lojas que estão oferecendo por aqui os kits GW é possivel perceber alguns produtos ficando aem estoque, assim como os relatos que aparecem sobre os eventos de divulgação dão conta some te de sucesso de público e vendas (não pude ir a nenhum dos eventos até agora, então me fio aqui nos relatos de outros) então a impressão é a de que se está vendendo mesmo a despeito dos preços salgados.

      Importante para o crescimento da marca por aqui ver se essa tendência se mantém.

      Abraço e obrigado pela visita e comentário!

  7. Silvio CM says:

    Estevão, achei o texto bem explicativo mas conforme você mesmo diz mostra sua experiência, ainda sim muito válida dentro do que tantos hobbistas buscam de informação. Mas me surpreendeu o mimimi ser sobre o preço das peças. Explico: já falamos muitas vezes para muitas pessoas e em fóruns etc. como esta conta funciona. O produto é um produto premium e caro, não tem mágica. Nem aqui nem em qualquer lugar do globo. Em toda parte é um produto que tem um custo elevado, seja aqui, EUA, Europa… nem vou mencionar a Austrália…. Temos que pagar mesmo para ter um produto de primeira. Aqui no Brasil por muito tempo o pessoal ficou mal acostumado pois a única alternativa era comprar miniaturas piratas pois trazer ou achar quem trouxesse era praticamente impossível.

    Mas estou divergindo, falei aqui que me surpreendeu o mimimi ser sobre preço. Ao meu ver estamos num momento muito importante, com a chegada desta nova importadora que está fazendo seu trabalho de propiciar sim uma alternativa justa de se comprar o material aqui em território nacional.

    Tudo isso é conhecido de muitos que estão no hobby há algum tempo.O passado nos ensina muita coisa.

    Mas uma coisa que me chamou a atenção nesta nova tentativa foi alguns processos que ao meu ver, e isso é uma opinião pessoal de consumidor e de um profissional que trabalha no meio, de posicionar tanto a marca quanto quem está trabalhando com ela. Não havia um contato direto com o consumidor, não houve uma aproximação aberta com a comunidade e tudo isso acabou implicando numa expectativa e ansiedade que gerou este mimimi de preço. Só haviam rumores, uma fala aqui, um riso ali e nada de informar claramente o que vinha por aí.

    Outra coisa que me chamou a atenção foi o fato de que a discussão sobre preços e politicas batesse no tal ” grey market” termo mais que batido para quem trabalha nessa área. Ele é aquele mercado paralelo de gente que vende via e-bay, que vende via facebook, de lojas que furam o tal “embargo” de gente que pega encomendas, etc. Isso é algo que não se discute nem se bate de frente, não adianta pois ele SEMPRE vai existir e SEMPRE será uma opção para quem for atrás do produto.

    Mas até isso tem algo interessante. é graças ao grey market que por exemplo o universo dos videogames se estruturou como está hoje no pais. Sem ele não haveria a disseminação do produto entre as classes e hobbistas. Não haveria fluxo e não haveria o interesse, pois se vc vai nua loja e o produto ou é muito caro ou está esgotado, a saída é ou esperar sabe-se lá quanto tempo ou buscar alternativas. Mas isso acredito que será levado em conta pela distribuidora pois um dos responsáveis pelo comercial veio da indústria do videogame. Fica então a torcida para que ele tenha sucesso na empreitada.

    O que resta apenas no meu raciocínio é a questão de como se trabalhar a comunidade. Eventos em lojas, eventos para iniciantes, a GW tem um manual e uma politica muito bem lapidada de como fazer isso funcionar, coisa que muitos aqui ignoraram no passado querendo impor a visão local de um produto até então desconhecido do grande público. Como montar uma loja posicionar os funcionários a mecânica de apresentar o produto e vende-lo. Isso anda não vi aqui, o que vi foram jovens hobbistas empolgados (e com razão!) com o produto, mas eles não são vendedores, então a coisa ainda parece muito aquém do que poderia ser, e novamente fica minha torcida para que isso se desenvolva a contento.

    Tudo isso, imagino eu, faz parte de um big Picture, não temos o mercado maduro, temos poucos hobbistas que realmente influenciam novos jogadores e os amigos a se manterem no hobby e sabemos eu e você por experiência própria que isso é um trabalho árduo e longo.

    Sem mais, despeço-me reiterando meu desejo de ver sim o hobby crescer e se desenvolver no país. Sucesso e força aos envolvidos direta e indiretamente nesta empreitada.

    • Gereth says:

      Fala Silvio!

      Se esse artigo serviu pra trazer tantos medalhões para comentar aqui no blog, já valeu ter escrito!

      Que Bíblia, cara! Mas li como sempre leio os comentários da galera por aqui.

      Acho que seu comentário fala por si só. Como já disse em meu artigo me faltam subsídios para comentar acerca dos planos da importadora para os produtos GW, e todos os pontos que abordo, como tudo mais por aqui no blog, se sustentam justamente em meu conhecimento, e, ou experiência.

      Fica ai o espaço para quem quiser papear, contudo, como o blog é de minha autoria e respondo por ele, me reservo o direito de moderar/excluir qualquer comentário que entenda injurioso, ou desrespeitoso.

      Grande abraço, obrigado pela visita e pelo comentário.

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