Posts Tagged ‘Evento’

 

Olá Leitor.

 

Este artigo é a versão em inglês do nosso relato sobre o 2º Rumble in the Jungle. Você pode conferir a versão em português clicando aqui.

 

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Hello Reader.

 

The Rumble in the Jungle event was born from an idea that always seemed rather far fetched to me: organizing a wargaming tournament where I lived.

 

Today, after the most recent edition of the “Rumble in the Jungle” the idea might not sound so out of place, but back then when it first occured to me it was difficult to believe that anyone would come to Cuiabá (the capital city  of the State of Mato Grosso, pretty far from the main city centers in Brazil) to play a wargaming event, especially twice. I couldn’t be happier to be proved wrong

 

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Hello Reader.

 

This  is the Portuguese version of our article about the latest “Rumble in the Jungle” gaming event in Brazil. You can check the English version here.

 

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Olá Leitor.

 

Toda essa história do Rumble in the Jungle começa com uma idéia que sempre me pareceu maluca: “Um dia vou organizar um torneio lá em casa!”.

 

Hoje, depois da mais recente e bem sucedida edição do evento essa idéia pode nem parecer tão doida assim, mas, lá atrás quando ela me ocorreu pela primeira vez era uma coisa meio difícil acreditar que alguém se interessaria em vir jogar um torneio de wargame em Cuiabá, Mato Grosso, ainda mais duas vezes. Ainda bem que eu estava errado!

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Olá Leitor!

Você pode conferir a versão em português deste artigo clicando aqui.

 

Até logo!

 

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Hello Reader.

 

Preparations for the second Rumble in the Jungle event “Rumble in the Jungle II – The Mission” are well underway as me and my friends in the “Clube Cuiabano de Wargames and Boardgames” (CCWB – our local war gaming and board gaming club) continue to work on the new projects we’ll feature this year to welcome the participants for another weekend of gaming and fun.

 

As the event’s date draws ever nearer (it will happen in the 23rd and 24th of July 2016 in the city of Cuiaba in Brazil) it’s inevitable to look back and remember how enjoyable and rewarding it was to host the event and gather friend around the cherished hobbies of war gaming and board gaming.

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Hello Reader.

 

You can check the English version of this article clicking the link here.

 

Over and out.

 

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Salve Leitor!

 

Os preparativos para o “Rumble in the Jungle II – A Missão” continuam a todo vapor. Tanto eu, quanto os amigos do Clube Cuiabano de Wargames e Boardgames (o CCWB) estamos envolvidos em vários projetos para receber os participantes para mais um final de semana de jogatina e diversão.

 

Às vésperas do novo evento (que acontece nos dias 23 e 24 de julho em Cuiabá/MT) é inevitável olhar para trás e relembrar do 1º Rumble in the Jungle e o quão prazeroso e recompensador foi reunir diversos amigos em torno do hobby dos wargames e boardgames.

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Hello there.

 

This is the Portuguese version of my report on CGW’s Summer Tournament held in late January 2012. If you missed the original article in English you can check it here.

 

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Salve Leitores!

 

Acabei demorando um pouco mais do que gostaria para escrever este relato sobre o 1º “Torneio de Verão” realizado pelo Clube Gaúcho de Wargames, mas fatores alheios a minha vontade (Forças do warp? O Valter?) conspiraram para que eu sempre postergasse escrever este artigo desde que retornei de viagem. Não mais.

 

Como já havia mencionado aqui no blog, viajei no último mês de janeiro para participar do 1º Torneio de Verão promovido em Porto Alegre, mais especificamente na cidade de Canoas/RS, pelo Clube Gaúcho de Wargames.

 

Sob a batuta do “patrão” Monty o pessoal do clube conseguiu uma vez mais promover um encontro extremamente divertido onde o mote era justamente esse: A diversão dos participantes.

 

Vários amigos tem me perguntado o porquê de eu viajar mais de dois mil quilômetros para jogar um jogo de miniaturas (popularmente conhecidos como “bonequinhos”) com um bando de caras com quem me relaciono através da internet. Bom, eu até posso responder isso com uma resposta lógica que implica basicamente em ter de me deslocar até onde esse tipo de evento acontece já que aqui onde moro existem poucos jogadores e, até agora, nenhum torneio ou encontro de jogadores.

 

A verdade é que mesmo antes de participar do 1º “Torneio de Inverno” promovido pelo clube eu já conversava bastante com alguns membros do clube. A minha visita por ocasião daquele torneio só fez estreitar os laços de amizade e hoje tenho essa turma como bons amigos com quem gosto de conversar, tomar uns tragos, dar risadas e, claro, “jogar bonequinhos”.

 

Assim, cheguei em PoA na sexta feira ao meio dia e após esperar um tempinho pelas malas encontrei o Francisco “Phantasma” no saguão de desembarque do aeroporto já acompanhado dos outros dois “gringos” que participariam do torneio, o André “Streem” (do Vlog ReLOAD) e o Enéas, ambos de São Paulo. Pouco depois chegou o brother Ismael pra dar-nos uma carona ao nosso primeiro destino do dia, almoço numa churrascaria (afinal ir ao Rio Grande do Sul e comer outra coisa senão churrasco é um desperdício de viagem). Já de barriga cheia passamos o resto da tarde fazendo o que wargamers fazem quando se reúnem, ou seja, falando bobagem e sobre miniaturas enquanto aguardávamos o restante do pessoal para tomarmos umas cervejas no “by night”.

 

O Fred “4irw4lk3r”, mestre etílico experiente versado nos meandros da capital gaúcha, levou a trupe para tomar umas num “pub” local e depois de varias “Crujas” a maioria de nós optou por se recolher e preparar para o final de semana de batalhas imaginárias.

 

 

 

 

No sábado chegamos cedo ao local do evento, uma vez mais o salão de festas cedido pelo Phantasma, onde encontramos as mesas já montadas e prontas para receber os jogadores. O torneio teve ao todo 10 inscritos, porém dois deles acabaram se atrasando. Como havia bastante tempo durante o final de semana para a realização das 5 rodadas optou-se então por realizar duas rodadas no sábado e três no domingo concedendo assim aos participantes algum tempo para conversar e trocar experiências, bem como bastante conversa mole, e até mesmo disputar alguns amistosos.

 

 

Além de bisbilhotar os jogos alheios e jogar bastante conversa fora com o pessoal usei esse tempo para dar uma olhada mais de perto nos cenários do evento. Quem acompanha o blog do CGW pôde, como eu, acompanhar o desenvolvimento dos cenários que comporiam as mesas dos torneios (se não acompanhou pode conferir os posts aqui, aqui e aqui) e admito que estava bastante curioso para ver como elas tinham ficado.

 

Das cinco mesas montadas para o evento, três delas contavam com cenários que me eram familiares, posto que tinham sido empregados no 1º Torneio de Inverno em 2011, mas, duas das mesas apresentadas agora eram inéditas: A mesa Eldar, com suas estruturas de wraithbone e formações de rocha vermelha, e a mesa dos cogumelos, inspirada na mesa “Fungus World” do pessoal do estúdio Blue Table Painting (que pode ser conferida num vídeo aqui).

 

 

 

 

Ainda que a mesa Eldar, pintada pelo Vitor, do blog “Vamos Ver no Pano Verde”, tenha ficado bastante legal a mesa dos cogumelos foi de longe a minha mesa favorita apresentada nesse evento (mesmo com a pintura incompleta) já que com seus diversos níveis e passagens “subterrâneas” (ok, era só por baixo do cogumelo maior ao centro) a mesa adicionou elementos táticos ao jogo bastante diferentes do habitual. Não bastasse isso, quando efetivamente joguei na mesa fiquei com a impressão de maior imersão no jogo já que frequentemente era necessário abaixar-me para poder vislumbrar os alvos que minhas miniaturas conseguiam efetivamente enxergar (o que declaradamente foi a intenção da GW ao adotar nessa edição a “True Line of Sight”). Tudo isso é de longe mérito uma vez mais do Monty que concebeu e executou a mesa, ficando agora a vontade de revê-la em breve com um paintjob caprichado do Vitor.

 

Bom, voltando ao torneio, com a chegada do Erico o torneio pode enfim começar. Ainda teríamos um “by” na primeira rodada (o qual o Monty se ofereceu para ser), mas pelo menos o restante dos jogadores poderia começar a jogar. Fui emparceirado contra o Bitten e seus Space Wolves para a primeira rodada o que de cara me deixou preocupado já que o Bitten havia assumido o posto de bicho papão do Phan ao vencer grande parte dos jogos disputados antes do torneio com o pessoal do clube. O consenso entre o pessoal era que a lista dele, com dois Rune Priests e seus poderes psiônicos, era devastadora. A partida contra ele acabou sendo bastante divertida e disputada do começo ao fim sem que um dos lados conseguisse se colocar em flagrante vantagem (mesmo com os constantes raios lançados pelos Rune Priests detonando minhas unidades) ao longo dos seis turnos da partida. Sendo assim a partida terminou num justo empate.

 

 

 

 

Meu segundo jogo foi disputado contra o Enéas e seus Eldar. O Enéas usa uma lista Eldar conhecida lá fora como “footdar” (algo como “eldar a pé”), defendida por muitos como a única opção de lista competitiva para os Eldar na atual situação das regras do 40K. A lista se baseia em múltiplas unidades de eldar guardians a pé e um avatar tornando-os fearless o que gera para o jogador desse army um enorme volume de tiro a média distância e a capacidade de vencer oponentes por atrito já que vai sobrepujar o oponente em números o que lhe concede uma vantagem.

 

A partida tinha tudo pra ser bastante divertida, mas uma divergência acerca das regras do jogo, especificamente o momento em que uma unidade que esteja fugindo (“falling back”) seria obrigada a testar para reagrupar, acabou azedando a partida. O jogo terminou com uma vitória para mim obtida nos últimos momentos do último turno quando um único marine sobreviveu a uma saraivada de tiros Eldar garantindo-me um objetivo contra nenhum do oponente.

 

 

 

 

Com isso concluímos o primeiro dia do torneio e embora eu estivesse com vontade de continuar por ali e jogar uns boardgames com o pessoal do clube, o cansaço do dia (e a falta de uma carona pra voltar depois) acabou fazendo com que eu optasse em ir para o hotel descansar um pouco, afinal de contas seriam três jogos no dia seguinte.

 

No domingo fui emparceirado para a 3ª rodada contra o Phantasma. Diferente do último torneio, onde ele usou uma lista casca grossa de Orks, dessa vez o cara capitaneava um army de Daemons of Chaos. Admito sem vergonha que jogar contra ele me intimidava, não só por que o cara é um oponente muito competente e competitivo, mas também por que tive um desempenho pífio contra o army de Daemons nas duas oportunidades em que enfrentei oponentes com esse army (no Torneio Polar do Clube Tropas Polares em 2011). Sendo assim optei por um deploy meio covarde deixando boa parte de minhas tropas fora da mesa em reserva.

 

 

 

 

Acabou que durante o jogo consegui abater boa parte dos Daemons concentrando fogo neles, assim, seria melhor ter minhas tropas na mesa desde o inicio. Esse erro acabou me custando muito caro quando no último turno, a única miniatura sobrevivente do Phan, com um único wound, foi capaz de contestar o objetivo dominado por minhas tropas, conquistando um justo empate para seu “Evil Master”.

 

Na quarta rodada foi a minha vez de enfrentar o rolo compressor kabalita: Erico e sua “Cabala do Inferno Verde”! Tive o prazer de enfrentar o cara na minha mesa favorita do evento, a mesa dos cogumelos, numa partida muito legal. Os Dark Eldar realmente justificaram sua fama de excelente exército e tive muita dificuldade em eliminar por completo as unidades inimigas, que justificaram cada ponto pago nos flickerfields. No final fui uma vez mais contestado no objetivo que dominava e o Érico arrancou de mim um empate.

 

Minha partida final foi contra o brother André Streem. O cara é um bom amigo com quem gosto de jogar sempre que temos oportunidade apesar da grande distância que nos separa. Tivemos uma partida bem legal com diversos lances memoráveis, mas que, infelizmente, acabei perdendo (encerrando minha invencibilidade contra o André) por não conseguir eliminar completamente as unidades do cara que engajei ao longo da partida.

 

 

 

No fim das contas acabei conquistando o prêmio de “Melhor Army Pintado” (com o André Streem e seus Salamanders em segundo e o 4irw4lk3r e seus Dark Angels em terceiro) e um terceiro lugar como “Melhor General” atrás do André Streem em segundo e do Érico em primeiro lugar (para os resultados oficiais confira aqui). Além disso, me diverti horrores uma vez mais na companhia dos amigos do CGW falando muita bobagem, dando risadas e jogando bonequinhos.

 

No geral fiquei bastante satisfeito com meus resultados já que consegui conquistar o prêmio para o qual realmente me dedico (as imagens a seguir mostram o esmero com o qual me dediquei à esse army ao longo de um ano) assim como consegui o que considero um bom resultado no que diz respeito à minha performance como jogador ilustrando o ponto de que não é necessário ter sempre seu exército baseado no mais recente set de regras lançado (Os Black Templars tem hoje um dos codexes mais defasados), e que dá para se divertir e jogar competitivamente fazendo uma lista focada mais no background do army do que nas escolhas mais taticamente competitivas.

 

 

 

 

 

 

Senti falta do Vitor e do Alex, que tiveram compromissos importantes e não puderam participar dessa vez e fico aguardando o próximo encontro com essa galera. Agradeço uma vez mais a excelente recepção e o carinho e a atenção com que sempre sou tratado por essa turma! Agradecimentos especiais ainda ao Monty e ao Bitten, que organizaram o evento e despenderam grana e esforços para o divertimento de todos, ao Phantasma e ao Ismael, que recepcionaram os gringos no aeroporto e aturaram nosso papo furado estoicamente, ao Fred por levar a galera pra tomar “cerveja de verdade”, ao Rici por uma vez mais compartilhar os dotes culinários de sua família com a galera e por fim agradecer ao Ismael, ao Enéas e ao Streem pela ajuda no imbróglio do celular perdido!

 

Pra finalizar com chave de ouro a cobertura do evento feita pelo André para o ReLOAD e lembrando que quem quiser conferir mais fotos do evento pode fazê-lo aqui:

 

 

Que venha o próximo evento!

 

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Hello there.

After all my posts here urging you fellow hobbyist and reader to attend tournaments it’s only fair I put my money where my mouth is and follow my own advice thus I’m all packed up and ready to attend the Clube Gaucho de Wargames‘ (CGW’s) 1st Summer Tournament which will be held in Porto Alegre/RS – Brazil over the course of next weekend (on the 28th and 29th of January).

You might remember I have attended CGW’s 1st Winter Tournament, also held in Porto Alegre back in July 2011 where I had a great time and managed to bring home the “Best General” and “Best Painted Army” prizes. There’s no need to say how much I look forward to attending another of their events specially after following closelly all the effort put into this one by Monty and the other guys from the club.

So expect more tournament news soon as I share the experience with you guys here on the blog.

Over and out.

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Salve Leitor.

Depois de tanto propagandear por aqui como participar de torneios engrandece a apreciação do hobby e instar vocês Leitores a empreender esforços no sentido de fazê-lo, nada mais justo que eu dê o exemplo e siga meus próprios conselhos. Para isso estou de malas prontas para participar do primeiro Torneio de Verão do Clube Gaúcho de Wargames a ser realizado em Porto Alegre no próximo final de semana (nos dias 28 e 29 de janeiro).

Alguns de vocês podem se lembrar que tive a oportunidade de prestigiar em julho do ano passado o Torneio de Inverno do CGW onde não só me diverti bastante e disputei partidas bastante divertidas, mas também onde tive a felicidade de ganhar os prêmios de “Melhor General” e “Melhor Army Pintado”. Não preciso nem dizer o quão empolgado estou em participar uma vez mais de um evento do CGW, especialmente após acompanhar ao longo dos últimos meses todo o trabalho do Monty e dos demais membros do clube para entregar um evento redondinho, se não melhor, pelo menos no mesmo nível do “Torneio de Inverno”.

Podem aguardar em breve um relato de mais esse evento.

Um abraço e até breve.

And I’m off to a tournament.

Over the last few posts this blog started to sound a lot like the 41st millennium given I only got to talk about a grimy and dark future in my hobby.

Well I guess it’s time I get back to actually enjoying the real 41st millennium and I can think of no better way of doing that than playing some 40K games.

Over the course of the next weekend a Brazilian gaming club, “Tropas Polares”, based in the city of Curitiba will hold a 40K tournament. On Saturday I’ll be joining a 1500 points single tournament with three games spread over the course of the day and on Sunday I’ll join a double tournament with two games over the course of the day.

I have to admit it’s really good to go for a tournament with which I’m not involved in any way and get to enjoy the hobby I love and meet new like minded people over the course of the weekend. I might even make new friends.

I know a couple days is short notice but if you feel inclined to participate or know a bit more please check the link with all the pertaining information (mind you it’s in Portuguese… nothing google can’t lend a hand).

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Salve!

Malas prontas, lista impressa, minis empacotadas. Tudo pronto para um final de semana de jogatina em Curitiba no Paraná!

Os últimos posts por aqui se cingiram à polêmica decisão da Games Workshop em proibir as lojas independentes Européias de vender para países fora da Europa. O assunto pode ser chato e desestimulante, mas penso que é importante informar às pessoas acerca dessa infeliz política de vendas que pode impactar o hobby no Brasil.

Devo admitir que fiquei BEM chateado com todo esse imbróglio mas nem passou pela minha cabeça abandonar o hobby ao qual me dedico a mais de 10 anos. Sendo assim nada melhor pra avivar a velha chama “hobbistica” do que um torneio de Warhammer 40.000.

O clube “Tropas Polares” depois de divulgar o hobby como um todo na “World RPG Fest-2011” realiza agora, no próximo final de semana (28 e 29 de maio), o 1º Torneio Polar de Warhammer 40.000 com duas modalidades ao longo do final de semana. No sábado os participantes se enfrentarão em combate individual ao longo de três partidas durante todo o dia. No domingo teremos a modalidade de duplas com dois jogos divididos no período da manhã e da tarde.

Admito que vai ser uma mudança bem vinda participar novamente de um torneio onde não estive ligado de maneira nenhuma à organização podendo assim me concentrar em curtir ao longo de todo um final de semana não só o meu hobby mas também a companhia de outros hobbistas que compartilham a paixão pelos jogos de estratégia (ou jogos de bonequinho como diz minha avó). Quem sabe não ganho novos amigos no processo? Foi assim quando me interessei em ir ao RJ pela primeira vez participar de um torneio… Mil e tantos quilômetros de viagem para enfrentar o Juber, um de meus amigos e parceiros de jogo em Cuiabá!

Acho que participar em eventos assim não só acende a chama do hobby motivando o entusiasta a produzir mais, jogar mais e dedicar-se mais ao hobby de maneira geral, mas propicia também uma excelente oportunidade para o intercâmbio de idéias e experiências relativas ao hobby. Interessou-se em participar? Confira os detalhes do evento aqui!

Grande abraço e até a volta.

Vejam vocês.

Eu aqui me repreendendo por ter passado todo um ano sem qualquer atualização por aqui me deparei hoje com este post pronto, até mesmo com as tags de imagem já inseridas, sem que no entanto eu o tivesse colocado no ar. Tremenda furada penso eu.

Porém, como já diziam os sábios de antanho, antes tarde do que nunca não é? Trago hoje então, com alguns anos de atraso (um? Não me lembro mais quando foi que fizemos o SoG) um relatório de como foi o Spoon of Gork em SP.

Sem mais, segue o relato:

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Salve Leitor!

Tava devendo uma satisfação por aqui. Vou hoje então matar não um nem dois, mas TRÊS coelhos com uma cajadada só.

Andei sumido daqui do blog por conta de mais uma de minhas empreitadas malucas que acabou me rendendo um novo army em pouco mais de 3 semanas! Alguns meses atrás o “Ultra”Marcos cantou a bola de que estaria no Brasil de férias durante o mês de julho, como eu a galera de São Paulo queria rever o amigo e de tabela jogar umas partidas e papo vai papo vem acabamos organizando um encontro para jogarmos nosso jogo favorito e colocarmos o papo em dia e ainda testarmos um novo formato para torneios que gostaríamos de implementar. Assim nasceu o “Spoon of Gork”.

Tampos atrás eu já havia dado uma pista contundente aqui no blog sobre qual seria meu novo army (no post “A sign of things to come!”) e com o SoG confirmado achei que era hora de levar o projeto a frente de uma vez por todas. Foi assim que, sacrificando o tempo dedicado a atualizar o blog, consegui completar a pintura do army em 3 semanas e mais alguns dias para levar um army estalando de novo para São Paulo.

O evento em si foi fantástico com dois dias repletos de jogatina e diversão na companhia de bons amigos. Alguém pode pedir mais de um hobby? O formato proposto era retomar a antiga programação dos Torneios de Verão e Inverno no Rio de Janeiro com dois dias de jogos e competições de pintura, porém acabamos optando em privilegiar a diversão e deixar de fora o aspecto competitivo no SoG, assim o sábado foi dedicado a um torneio informal com 3 rodadas e no domingo organizamos uma mega-battle de apocalypse com elementos do recém lançado planetstrike.

Tive sorte na escolha dos oponentes penso eu. Meu primeiro jogo foi contra o Antonio Jorge, AJ, e seus Orks. De cara percebi que estaria em desvantagem numérica de pelo menos 3 para 1 enquanto o AJ descarregava orks na mesa. A primeira rodada teve o controle de objetivos no campo de batalha como condição de vitória e enfrentando um exército muito mais numeroso que o meu ficava claro que eu estaria em dificuldade. Optei por dividir meu army nos dois flancos da minha área de deploy sendo que no flanco esquerdo concentrei minhas tropas mais estáticas e no flanco direito coloquei minhas unidades mais móveis. O plano era usar as tropas do flanco esquerdo para manter controle sobre o meu objetivo e com as unidades mais móveis atacar o objetivo dos orks, assim ainda que o objetivo central fosse controlado pelos orks eu ainda teria chance de vitória se conseguisse os dois objetivos restantes.

Como dizem estrategistas muito mais competentes que eu o plano raramente sobrevive ao primeiro contato com o inimigo. As tropas dos orks avançavam muito mais rapidamente do que eu esperava, principalmente devido a minha inabilidade em destruir veículos de armadura 10 (praticamente papelão) o que acabou permitindo que grande parte dos orks alcançasse minhas tropas no flanco esquerdo. Meu avanço no flanco direito também foi comprometido uma vez mais pela minha inabilidade em destruir os veículos inimigos. O jogo foi tenso até o final quando no último turno eu consegui dominar o objetivo dos orks sendo que os outros dois permaneceriam contestados me garantindo a vitória. Um dos pontos altos do jogo para mim foi quando uma unidade de Kommandos, comandada por ninguém menos que o próprio Snikrot infiltrou-se por trás das tropas do flanco esquerdo zipando uma unidade de guardians para logo em seguida o Snikrot ter o cérebro frito pelo farseer e a unidade ser obliterada numa chuva de shurikens dos Dire Avengers. Outro momento fantástico do jogo foi quando o Guntrukk, sim o Guntrukk que eu pintei pro AJ e você já viu AQUI, atirou no Farseer acertando-o em cheio mas a armadura do feiticeiro provou ser mais forte do que a artilharia ork. Um jogo memorável para mim e, acredito eu, pro meu oponente.

A segunda partida foi contra os terminators da Deathwing do “Ultra”Marcos. Uma vez mais disputávamos o controle de objetivos e comecei dando o deploy na mesa. Procurei espalhar minhas unidades o máximo possível já que, pelas condições da batalha da segunda rodada, o Marcos teria que colocar suas miniaturas a pelo menos 18 polegadas das minhas. Assim ele tinha uma área muito pequena para ocupar com suas tropas o que não chegou a atrapalha-lo tanto assim já que ele usou uma regra especial, cujo nome agora me foge, que permite que metade do army seja colocado na mesa de jogo por deep strike no primeiro turno (ou seria segundo) e o restante entra em reserva nos turnos subseqüentes. O Marcos optou por colocar uma de suas unidades, formada pelo Belial e mais 5 terminators de assalto, de “cara pro gol” logo atrás de minhas unidades. Se eu permitisse que eles ficassem ali certamente tomaria uma carga devastadora no turno subseqüente mas foi ai que me lembrei de uma técnica milenar e devastadora empregada pelos Eldar: O “Sapeca Iá Iá”. Assim no meu turno dei inicio a famosa manobra e taquei até a pia da cozinha nos terminators… no final do turno de tiro nenhum terminator havia restado da temível unidade. Acho que isso acabou balançando meu grande oponente que optou por colocar o restante de seus terminator a partir da borda da mesa e caminhando em direção às minhas linhas. O jogo terminou com dois objetivos controlados por mim e um contestado por ele culminando em minha segunda vitória no torneio.

Na terceira rodada meu oponente foi o André Streem. Eu não estava muito ansioso para enfrentar outro army de marines cascudos mas como havia rolado um desafio informal entre nós nas semanas que antecederam o torneio era questão de honra enfrentar seus salamanders em batalha. Sabendo o que me aguardava optei por um deploy conciso entocando minhas unidades em três prédios no canto da minha área de deploy. O objetivo da partida era obter “kill points” por destruir unidades do inimigo, assim meu deploy me concederia amplas oportunidades de tiro enquanto os marines avançavam em minha direção. É importante frisar que o André chegou na mesa todo pimpão e confiante depois de empatar uma partida com um dos jogadores mais casca grossa e competentes que eu conheço: O Tocha. Assim só posso dizer que a cara dele foi impagável quando o land raider que carregava seu comandante, o próprio Vulkan He’Stan, e uma unidade de 5 terminators de assalto foi explodido para as cucuias. Com a explosão do tanque a unidade foi obrigada a marchar em direção às minhas linhas sujeitando-se a temida “Sapeca Iá Iá”…. só que dessa vez foi preciso MUITO “Sapeca Iá Iá” pra me livrar desses terminators já que os novos marines tem acesso à “Storm Shields” que lhes confere um save invulnerável de 3+. Dali a pouco despenca do céu um drop pod recheado de marines logo atrás de minhas linhas… não tive nem dúvida e “Sapeca Iá Iá” neles também. O jogo acabou terminando com mais uma vitória minha por 6 kill points a 2! Moonwalking Wraithlords FTW!!!!

Pra minha tristeza meu army não foi avaliado pela pintura mas como compensação acabei me sagrando campeão de nosso torneio informal com 3 vitórias!!!!

Após um competente by night no restaurante chinês onde o cozinheiro tira macarrão do nariz, das mãos e de onde mais se imaginar que culminou em uma tétrica imagem mental de um boquete no Melona, nos reunimos novamente no domingo para o Apocalypse. Vou me abster de descrever a batalha que descambou em uma confusão generalizada e com dados voando pra todos os lados e onde o lado da ordem/luz/bem arrancou um empate das garras do inimigo nos últimos segundos do último turno!

Acho que só me cumpre resumir o encontro como um retumbante sucesso. Foi tão legal encontrar os amigos e jogar descompromissadamente curtindo o hobby como ele deve ser curtido, e com churrasco, coca cola e banheiros limpinhos, que o SoG acabou criando um desejo muito forte de organizarmos torneios novamente… o que nos trás ao terceiro coelho.

O grande brother Silvio foi o maior responsável para que o SoG acontecesse da maneira que aconteceu e uma vez mais o cara resolveu trabalhar pra galera se divertir ao organizar o “Fork Of Mork II” que acontecerá em novembro próximo.  Acho que não preciso dizer que estou PILHADAÇO e já garanti minha inscrição, porém vou deixar o blog de lado uma vez mais para tentar completar as miniaturas que pretendo inscrever no torneio de pintura que vai rolar por lá.

Então é isso. Sumo de novo, mas apareço esporadicamente pra contar como as coisas estão indo e para dar mais novidades sobre o FoM II. Combinados?

Nos vemos em breve então. Grande abraço e até a próxima.