Posts Tagged ‘Português’

 

 

Hello Reader.

 

Another quick post today letting our Portuguese speaking readers know that another episode of the “Papo de Mesa” Podcast has been posted on the blog.

 

As usual if you speak the language I couldn’t recommend it more. This episode was a blat to record and it gets funnier each time I listen to it while painting.

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Hello Reader!

 

Another quick post today letting people know the second part of the second episode of the Papo de Mesa Podcast is finally online.

 

In this episode we continue talking about the rudiments of miniature painting, sharing our insights with our listeners, so if you ever wondered what “primer” is, had no clue about how to “Drybrush” or “Wash” a miniature and has been wondering what the hell milk consistency is ever since you first began painting this episode is right for you. Mind you our episodes are recorded in Brazilian Portuguese.

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Hello Reader.

 

Another episode of our podcast show was published last Tuesday. I could only get round to posting about it here on the blog today so if you’ve been listening to it and have been waiting for a new episode to be published here I apologize.

 

This week’s episode has been dubbed “Painting 101” as the hosts, your truly here and my mate “Ultra”Marcos from the CPT&P blog, and guests chat a bit about the miniature painting hobby sharing what we consider important tips for those beginning in the hobby.

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Hello there.

 

Another quick post today letting our readers know we’ve published the second part of our podcast.

 

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Hello Reader.

 

I couldn’t be happier as a project which has been nurtured for very long has finally seen the light of day.

 

If there is one thing the wargaming hobby has provided me with over the course of the last decade are good like minded friends.

 

One of these is Marcos, also known as “Ultra”Marcos, from the “Chumbo Plástico Tinta & Pincel” blog, whom I’ve become very close to over the years. As we live far away from each other one of the things we do a lot is talking about our hobby and our hobby related experiences over the internet and on the phone and as we’re both great enthusiasts of podcasting we had often talked about doing it ourselves focusing on our hobby.

 

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Hello Reader.

 

Today we’re back to the Infinity subject. You can probably tell  I’m rather enraptured by this game as of late and, as I believe my efforts show, have been giving it a lot of attention.

 

I’m still working on adding subtitles to the videos originally published in English by Corvus Belli as I think that’s bound to generate even more interest on this game here if people understand what the videos are about as, unfortunately, not everyone speaks English in Brazil.

 

This time I worked on the background videos which were originally published in several small chapters, however I’m working with a single video which features the background of all available factions in this game.

 

As I have already mentioned on my article featuring my initial impressions about the game, what’s really nice about the game’s background is that it portrays a future we can all relate to as it is essentially our own world’s a hundred and seventy five years from now, making the game’s story more palpable so to speak.

 

So if you missed them the first time they were published and would like to watch them without Portuguese subtitles I strongly recommend you check Corvus Belli’s channel on Youtube (there’s nine background videos in there thus far). If you don’t mind the subtitles scroll down a bit for the video.

 

Hope to see you around soon.

 

Over and out.

 

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Salve Leitor.

 

De volta ao Infinity, temos hoje, devidamente legendado para o português, o vídeo que aborda o background do jogo.

 

Como eu já havia mencionado em meu primeiro artigo sobre o jogo acredito que o background do mesmo tenha como grande atrativo o fato de ser bastante próximo de nós posto que trata-se do nosso mundo daqui a algumas centenas de anos permitindo assim um interessante vislumbre de como estarão o planeta terra e suas nações quando finamente alcançarmos as estrelas e estivermos ameaçados por uma terrível ameaça alienígena.

 

Não é difícil assim para um jogador brasileiro tentar colecionar um exército que represente as forças de seu país nesse futuro (que estão integradas e a serviço de PanOceania) ou para um jogador francês representar seus compatriotas futurísticos com miniaturas merovíngias de Ariadna.

 

O vídeo em si é bastante sucinto e dá uma boa idéia para os interessados no jogo acerca da história e motivações de cada uma das facções do jogo. Embora mais longo do que na forma como foi originalmente publicado (dividido em nove capítulos no canal do Youtube da Corvus Belli) entendi ser melhor manter o vídeo intacto não só de forma a respeitar o formato em que recebi o material para ser traduzido, mas também para apresentar de uma única vez o rico background do jogo.

 

Sem mais enrolação o vídeo:

 

 

Até breve.

 

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Hello Reader!

 

As I have already mentioned here the Embargo put in place by GW did have the beneficial effect of opening my eyes to the wider universe or wargaming and from the very beginning the Infinity game has been in my sights.

 

I have already shared my initial impressions about the game here and haven’t stopped exploring it since. Thus far I’ve been doing a lot of reading as well as some preparation work on a few models (more on that soon, I hope) and one thing I’ve been working on is translating the Infinity videos made by Corvus Belli into Portuguese (with due permission by the aforementioned company).

 

You see, there’s a wealth of information about wargaming in English out there on the internet but very little content in Portuguese, specially about Infinity, and one of my objectives here at the “The Painting Frog” blog is bridging the information gaps and making content available to the local Brazilian community as well as to any Portuguese speaking wargamers out there in the wide world.

 

In case you have missed this video when it was originally published by Corvus Belli on Youtube here’s a link to it. Do check it out as it’s a very useful tool to understanding some of the basic mechanics of the game.

 

Over and out.

 

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Salve Leitor.

 

Se você acompanha o blog deve saber que uma das minhas metas para este ano é explorar novas opções de jogos de estratégia militar (Wargames de repente ficou bem mais simples). A idéia é diversificar as opções e explorar toda a diversidade existente no mercado sem ficar eternamente atrelado aos jogos mais populares (leia-se jogos da GW).

 

Desde o inicio um jogo despontou na dianteira na disputa pela minha preferência, o Infinity, produzido pela Corvus Belli e com uma fantástica ambientação futurista. Eu já compartilhei por aqui minhas primeiras impressões sobre o jogo e desde então tenho explorado as possibilidades desse novo wargame, dando uma lida nas regras e começando os preparativos para trabalhar nas primeiras miniaturas.

 

Desde o inicio do blog um de meus objetivos tem sido trazer para a comunidade brasileira conteúdo do hobby em nossa língua nativa e com esse intuito entrei em contato com a Corvus Belli e obtive a permissão deles para fazer a legendagem em português dos vídeo-tutoriais sobre as regras do Infinity originalmente publicados no Youtube. Embora esses vídeos tivessem sido publicados em inglês e espanhol acredito que as legendas em português serão úteis em apresentar esse jogo para uma parcela da comunidade que não domina esses idiomas.

 

Assim, trago hoje o primeiro deles que detalha algumas mecânicas básicas do jogo, e em especial o sistema de “Ordens”, fundamental para o desenvolvimento das partidas de Infinity.

 

 

Espero que o vídeo legendado tenha contribuído para uma melhor compreensão do jogo. Em breve teremos aqui os demais vídeos sobre as regras do jogo devidamente legendados em português.

 

Um abraço e até logo.

 

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Salve leitor.

 

Como andei comentando aqui no blog a dificuldade em adquirir novas miniaturas para os jogos GW está forçando muita gente no Brasil a procurar alternativas. Não por acaso pululam no Warhammer Brasil relatórios de batalha de diversos outros sistemas. Parece que todo mundo anda experimentando algum jogo novo e compartilhando suas experiências com os colegas de hobby.

 

Eu mesmo já acalentava há algum tempo a vontade de experimentar novos jogos de estratégia, mas sempre esbarrava na dificuldade em encontrar oponentes onde moro contudo,  com o advento do Embargo posto em prática pela GW percebi que era chegada a hora de procurar um novo Wargame.

 

Basta uma pesquisa rápida na internet pra ver que existem várias empresas colocando no mercado os mais variados jogos de estratégia com as mais diversas ambientações. Existem hoje jogos de guerra para todos os gostos: Históricos (focando em diversos períodos); Medievais; Medievais Fantásticos; Pulp; Modernos e de Ficção Cientifica. Embora goste muito de ambientações de fantasia medieval, e consuma muito material nessa ambientação em diversas mídias, quando o assunto são os wargames acabo optando pelos de ficção cientifica. Não tenho uma razão pra essa preferência, até mesmo porque como acabo de dizer compro muitas miniaturas de fantasia, mas, uma vez mais um jogo de ambientação Sci-Fi chamou minha atenção: Infinity.

 

 

O Infinity é produzido por uma companhia espanhola chamada “Corvus Belli”, empresa que eu já conhecia a algum tempo por causa de uma linha de miniaturas destinadas aos jogos de RPG chamada “WarCrow”. Na época considerei adquirir algumas miniaturas de temática japonesa dessa linha, mas, como acabei deixando de jogar RPG desisti da aquisição e acabei me esquecendo da companhia.

 

Há cerca de um ano ou dois, dois amigos do Rio de Janeiro começaram a comentar bastante, e com muito entusiasmo, sobre um novo jogo que eles haviam começado a experimentar. Os dois elogiavam não só o jogo em si, descrito como um jogo muito mais taticamente acurado que os demais, como também a linha de miniaturas produzida especificamente para ele.

 

Comecei a procurar mais sobre o jogo na internet e a beleza das miniaturas me encantou logo de cara. Não sei precisar exatamente o que, mas as miniaturas de Infinity possuem um diferencial em relação a outras no mercado. Sendo assim, empolgado com as miniaturas e as descrições sobre o jogo empatei algum dinheiro na aquisição de um livro de regras do jogo. As regras estão disponíveis gratuitamente para download no site do jogo, mas eu costumo ser meio chato quando começo um novo jogo e tento adquirir sempre as regras antes de qualquer outra coisa, até mesmo pra determinar se vale o investimento. Além disso, o background de um jogo sempre é um fator muito importante pra mim, senão determinante, no que diz respeito à aquisição de novos jogos e a versão disponível para download não inclui nada sobre a ambientação do Infinity.

 

Bom, posso dizer desde já que não me arrependo por um segundo da compra e, sendo honesto, me surpreendi com a qualidade do background e do jogo em si, no entanto não coloquemos o carro na frente dos bois. Onde eu estava mesmo? Ah! O livro de regras.

Produzido em capa dura o livro que comprei trás a segunda edição revisada do jogo e é, na falta de melhor descrição, um espetáculo para os olhos. Ele trás mais de 200 páginas completamente coloridas e ricamente ilustradas com desenhos, diagramas explicativos e fotos das miniaturas em cenários incríveis (como as que ilustram este artigo). Algo digno de nota e que alguns colegas comentaram e eu não havia percebido até ter o livro em mãos é a forte influência dos mangás no conceito visual do jogo uma vez que as ilustrações, e em menor grau as miniaturas, remetem bastante ao estilo consagrado dos quadrinhos japoneses.

 

Devo admitir que não gosto muito de mangás (li muito pouca coisa) ou mesmo do estilo “manganesco” de desenhar quadrinhos e fazer animações (só gosto mesmo de Akira e nunca curti “Cavaleiros do Zodiaco” ou “Dragon Ball”), porém, nesse jogo achei que a coisa toda funcionou de modo legal e o estilo acabou servindo como uma luva. Citando o bom, e sucinto, amigo Marcos: “Ornou”!

 

Como eu já disse o background do Infinity foi uma grata surpresa, justamente por contrastar tanto com a ambientação do jogo sci-fi da GW à que me dedico a tanto tempo. Ambientado 175 anos no futuro da nossa terra o universo do Infinity nos é ainda muito familiar, mas, ao contrário do sombrio futuro distante onde só existe guerra, o futuro aqui é brilhante. A humanidade finalmente conseguiu se desvencilhar de suas amarras terrestres e lançou-se às estrelas colonizando novos mundos. Criamos ainda a Inteligência Artificial e conquistamos grandes avanços tecnológicos. Nesse futuro é finalmente possível viver livre de doenças e potencialmente para sempre (ao menos para alguns poucos) já que a imortalidade é alcançável e a ressurreição uma possibilidade. Para o ser humano médio a civilização vive seu apogeu.

 

É claro que nem tudo são flores senão esse não seria um Wargame certo? Longe dos olhos do público em geral os poderes que dominam os mundos da humanidade travam entre si uma guerra secreta buscando a primazia sobre os demais. Além disso, uma força alienígena combinada, sob o jugo de uma poderosa entidade conhecida como EI (Evolved Intelligence ou Inteligência Evoluída em português) se aproxima dos domínios da humanidade e eles não vêm como amigos de nossa raça.

 

 

Eu mencionei ainda há pouco que existe uma familiaridade com a ambientação e isso se dá por que o nosso mundo atual lança reflexos no futuro apresentado no jogo. Nesse futuro as nações como conhecemos hoje deixaram de existir e a humanidade se fragmentou em diferentes facções. Em nosso planeta, a Terra, os países de hoje em dia deixaram de existir e o poder é disputado entre dois grandes blocos, verdadeiras super potências, que amalgamam as antigas nações: PanOceania, que reúne entre outras tantas nações de mentalidade ocidental o Brasil, e Yu Jing que reúne as nações asiáticas sob o controle da antiga China.

 

 

 

Existem ainda três facções humanas fora da terra. A primeira delas é o “Novo Islam”, ou Haqqislam, um novo poder econômico e religioso que surgiu com base num novo entendimento da doutrina muçulmana. Seus lideres, entendendo que a Terra não serviria como lar desse novo recomeço, encontrou na colonização espacial uma saída e financiou a colonização de um novo sistema, Bourak, pra onde migraram grande parte dos adeptos do Novo Islam e onde se tornaram grandes mercadores e referência no campo da medicina.

 

 

A segunda facção é composta por colonos de origem Russa, Francesa, Americana e Escocesa que operaram em conjunto no Projeto “Dawn” (aurora ou amanhecer), uma iniciativa para explorar um buraco de minhoca (Wormhole) através do qual era possível chegar a um novo sistema colonizável. Porém, algo deu errado e os primeiros colonos foram deixados sem suprimentos ou reforços quando o buraco de minhoca entrou em colapso destruindo a segunda nave colonizadora e isolando os colonizadores originais da humanidade. Tempos depois, através de um novo buraco de minhoca, contato foi re-estabelecido com os colonizadores originais, agora uma nação intitulada Ariadna (nome da nave que os transportara até o novo sistema) que se insurge contra os interesses expansionistas de PanOceania e Yu Jing.

 

 

Por fim temos os Nomads (Nômades), humanos que deixaram a sociedade estabelecida na Terra para singrar as estrelas em três enormes espaçonaves ( Tunguska, Bakunin e Corregidor) fazendo os trabalhos que outros não podem ou não querem fazer.

 

 

Tenha em mente que o que ofereço ao meu leitor aqui é um resumo, uma tentativa de condensar 125 páginas de uma ambientação rica e cheia de nuances de modo a apresentar, em linhas gerais, as facções disponíveis para os interessados no jogo. Eu recomendo taxativamente que, havendo interesse, você invista na aquisição do livro de regras. Com certeza você também não irá se arrepender.

 

 

“Mas e o jogo em si? Como são as regras?” Bom, eu ainda não joguei uma partida propriamente dita. Em julho passado, visitando o Clube Gaúcho de Wargames, o amigo Vitor jogou comigo um demo, que me ajudou a compreender melhor as regras, mas que dificilmente conta como um jogo sério, primeiro porque o Vitor ali estava imbuído do espírito de ensinar e segundo porque faltou-me o acúmen tático tão necessário nesse jogo. Ainda assim, julgando com base nessa demonstração, em um jogo que assisti e em minha leitura das regras posso assegurar você que o Infinity é sim um dos jogos mais taticamente acurados que já vi.

Uma das coisas a se ter em mente é que o Infinity é um jogo “Skirmish”, ou seja, um jogo focado em pequenas escaramuças entre um punhado de miniaturas e essa é justamente a intenção de seus desenvolvedores. Como já apontei, na ambientação do jogo, o universo goza de relativa paz e os conflitos entre as facções refletem pequenas operações secretas e conflitos de menor intensidade entre suas forças. Embora esse possa ser um fator de desinteresse para uma parcela de jogadores por aqui eu garanto que tal fato não diminui em nada o brilho do jogo.

 

As partidas de Infinity usam mecânicas consagradas já conhecidas daqueles familiarizados com os wargames como turnos de jogo alternados, rolagem de dados para determinar sucesso de ações, linha de visão entre as miniaturas e a construção de exércitos tendo como base um número de pontos pré-definidos para a partida, mas, o que distingue o Infinity dos outros jogos de estratégia são duas novas mecânicas ( ao menos o são pra mim): as “Orders” (Ordens) e “Automatic Reaction Orders” (ARO – Ordens de Reação Automática – Vou manter os termos em inglês para evitar confusões sobre as regras).

 

Deixem-me explicar rapidamente como cada uma funciona. Durante uma partida os jogadores se alternam em turnos nos quais cada jogador poderá ativar e assim realizar ações, com as miniaturas que compõe seu army gastando para isso suas “Orders”. Cada jogador recebe uma “Order” para utilizar em jogo para cada miniatura que ele tem em seu exército. Assim, se um jogador possui em seu exército 7 (sete) miniaturas ele terá 7 (sete) “Orders” para utilizar em cada turno. Se o outro jogador possuir somente 4 (quatro) miniaturas em seu exército ele terá somente 4 (quatro) “Orders” para gastar em seu turno, potencialmente executando menos ações que seu oponente de exército mais numeroso.

 

O que chamou minha atenção logo de cara nessa mecânica é que o jogador não pode se dar ao luxo de construir o exército investindo os pontos em poucas unidades poderosas porque ao fazê-lo ele não geraria “Orders” suficientes para usar as miniaturas de forma efetiva em batalha. Outro aspecto interessante é que você não está obrigado a ativar todas as miniaturas do seu exército a cada turno. Uma vez que a miniatura integre o army ela adiciona uma “Order” ao conjunto de “Orders” à disposição do jogador que as emprega como bem entender podendo, inclusive, empregar todas as “Orders” que possui para ativar várias vezes uma mesma miniatura durante um único turno. Não, isso não quer dizer que um jogador poderia, potencialmente, empregar todas suas “Orders” e destruir com impunidade o exército inimigo em um único turno.

 

 

Tá lembrado da segunda mecânica do jogo mencionada por mim? É ela a responsável por balancear o jogo tornando-o taticamente instigante assim como é a razão pela qual O Infinity tem sido propagandeado com um slogan a principio estranho para qualquer Wargamer: “É sempre seu turno!”

 

Normalmente você teria que aguardar até que seu oponente completasse o turno dele para poder agir no jogo, mas isso não acontece no Infinity. Nesse jogo, graças a mecânica do ARO, realmente é sempre seu turno. Sempre que o jogador ativo (Active Player – O jogador que está agindo no seu turno) gasta uma “Order” e realiza uma ação com uma de suas miniaturas seu oponente tem a chance de executar uma ação (uma ARO) sem gastar nenhuma “Order” com cada uma de suas miniaturas que possui linha de visão para a miniatura ativada. Essa ação realizada pelo oponente (ARO) acontece ao mesmo tempo que a ação anunciada pelo jogador ativo e não apenas tem o potencial de atrapalhar ou interromper a ação do jogador ativo, mas pode ainda eliminar a miniatura ativa que realiza a ação.

 

Para resolver o impasse criado os dois jogadores terão a chance de rolar um dado e se o jogador reativo (aquele que está empregando a ARO) vence a rolagem de dados ele atrapalha de alguma maneira a ação anunciada pelo jogador ativo levando em consideração a ação anunciada como ARO.

 

 

Soa complicado? Bom eu também não entendi direito como funcionava essa regra na primeira vez que a li, já que ela subverte o status quo dos jogos permitindo que um jogador aja durante o turno de seu oponente. Imagine um Wargame típico, nele, durante o seu turno, é possível correr bem em frente ao exército inimigo com relativa impunidade porque seu oponente só poderá agir quando for o turno dele correto? Isso não acontece no Infinity. Se você opta por correr com uma miniatura passando com ela em frente de um modelo inimigo esse modelo tem uma chance de reagir (usando a ARO) e pode abater seu modelo impedindo-o de completar seu movimento.

 

“Uau!” você pode estar pensando com seus botões. É mesmo surpreendente. Acredito ter soado exatamente dessa maneira quando entendi o funcionamento do ARO da primeira vez. Na verdade é até possível que eu tenha gargalhado sonora e maquiavelicamente já que pela primeira vez um jogo me oferece a possibilidade de reagir às ações do meu oponente em tempo real, tal qual ocorreria em uma situação de combate real.

Vou dar outro exemplo: Imagine que você está disputando uma partida e decide empregar uma de suas miniaturas, um granadeiro, para arremessar uma granada através de uma janela na tentativa de desalojar um inimigo que está escondido (É dá pra fazer isso no Infinity também!). Você anuncia então sua ação como “Levantar-se atrás do muro e arremessar uma granada pela janela”, mas o seu oponente no jogo tem linha de visão para seu granadeiro com um sniper posicionado num prédio ao lado. Assim ele declara a ARO a que ele tem direito como “Vou disparar com meu sniper contra o seu granadeiro”. Agora os dois jogadores vão rolar um dado (o jogo usa dados de vinte lados) e quem vencer essa rolagem (tirando um resultado abaixo do valor de habilidade aplicável, porém mais alto que o valor obtido pelo oponente) consegue dar seguimento à ação anunciada. No nosso exemplo, se o jogador ativo vence a rolagem seu granadeiro se esquiva do tiro e completa a ação arremessando a granada e resolvendo suas conseqüências (BOOOM!) porém, se o jogador reativo vencesse a rolagem de dados o tiro de seu sniper atingiria o granadeiro não só interrompendo a ação mas também possivelmente abatendo-o (já que tiros costumam ser mortais nesse jogo).

 

Parece injusto ter uma de suas miniaturas abatidas pelo inimigo em seu próprio turno? Bom, basta lembrar que você também terá a chance de agir durante o turno de seu oponente. Agora tente imaginar as implicações táticas dessa simples mecânica em um jogo. Para se mover, por exemplo, você terá de lançar mão de subterfúgios para mover-se pela mesa de jogo sem ser alvo dos tiros do inimigo. Soluções como o emprego de camuflagem, andar agachado ou mesmo arrastando-se ou mover-se com a cobertura de uma granada de fumaça parecem soluções táticas possíveis certo? Pois bem, e se eu disser que o Infinity oferece a possibilidade de fazer tudo isso e muito mais?

 

Já tendo sido fisgado pelas miniaturas e pelo background as regras inovadoras do Infinity foram o empurrão derradeiro e não tenho mais qualquer dúvida de que vou mergulhar de cabeça nesse novo universo. Sendo assim gostaria de convidar à você, leitor do “The Painting Frog” a continuar visitando o blog e me acompanhando enquanto exploro as possibilidades apresentadas pelo jogo, suas regras, miniaturas e coleciono e jogo com os novos exércitos. Sinta-se a vontade de retornar sempre que quiser para mais informações sobre esse novo jogo  que aporta agora por aqui.

 

 

Would you like to know more?