Posts Tagged ‘Torneio’

 

 

Hello there.

Today’s post doen’t have an english version as I felt it would be of limited interest to my english readers out there. As I mentioned on an earlier post we’ve had the 3rd edition of the Fork of Mork tournament last december. In order to share some insights about what it takes to put such an event together I’ve put together a few questions for two of the organizers and now I share their responses with the local wargaming community.

There’s a lot more content coming soon so bear with me.

If you’d like to see a version of this interview in english drop me a line in the comments and if there’s enough interest I’ll come up with a translated version of it as well. In the meantime you could check the 4th episode of the RELOAD vlog which focuses on the Fork of Mork.

See you soon.

 

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Salve Leitor.

Devo admitir que acabei ficando bem curioso para saber mais sobre o desenrolar do Fork of Mork III (já que não consegui comparecer pessoalmente dessa vez assim como não pude participar ativamente de sua organização) e pra satisfazer essa curiosidade elaborei algumas perguntas sobre o encontro com intuito de entrevistar a dois dos organizadores dessa edição: O veterano Silvio Martins e o “Youngblood” André Streem.

Acho que a minha curiosidade deve ser compartilhada por outros tantos wargamers brasileiros que, como eu, ambicionam um dia realizar um encontro na localidade onde moram (mais sobre isso em breve) ou que gostariam de participar de um torneio como o Fork of Mork, mas, não fazem idéia de por onde, ou como, começar a se preparar para fazê-lo.

Sem mais delongas segue a entrevista com as respostas dos dois organizadores:

 

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The Painting frog: Em primeiro lugar gostaria de parabenizá-lo, e aos demais membros da organização, pela realização do 3º Fork of Mork. O consenso entre os participantes e na comunidade é de que o torneio realizado em novembro passado foi uma vez mais um retumbante sucesso. Quais são suas considerações sobre o evento?

SILVIO: O FoM começou como um evento fechado, apenas para convidados, parece um passado distante, mas foi pouco mais de 3 anos, de lá para cá ele foi se transformando e hoje é um evento consolidado dentro da comunidade de jogadores brasileiros. O FoM deste ano foi o menor em número de participantes devido a uma programação e datas que inviabilizaram a presença de outros jogadores, mas mantivemos a qualidade oferecida, coisa que não abro mão nos eventos que organizo. Tive também a felicidade de ter como co-organizadores um grupo muito comprometido com o hobby e que na verdade foi a verdadeira força motriz por trás desta edição do FoM.

A idéia, que eu acredito estarmos no caminho certo, é de criar um evento para wargamers, independente de sistemas jogados e que eles tenham um fim de semana dedicado e comprometido com o hobby. Os primeiros passos estão sendo dados e buscamos sempre melhorar a cada ano.

Hoje temos inúmeros dias de jogos, encontro de clubes e todos estes com grande ou pequena periodicidade, a idéia é que o FoM seja um encontro de todos estes grupos para celebrarmos nosso hobby, encontrarmos e jogarmos com gente diferente e trazer sempre sangue novo para o grupo.

ANDRÉ: Apesar de não termos atingido o volume de participantes esperado, estamos bem satisfeitos com o FoM III. Recebemos uma nova leva de jogadores e foi o primeiro torneio de muitos dos participantes. O FoM vem cada vez mais se consolidando como um evento diferente, seguindo os propósitos pelo qual foi idealizado: promover a diversão e ser um grande encontro de amigos. Fiquei muito satisfeito de ver belos exércitos pintados, e mais satisfeito ainda de ver todo mundo se divertindo nas partidas. Só nos dá mais empolgação pra continuar batalhando pra fazer eventos assim para a comunidade.

The Painting frog: A despeito do sucesso do torneio são notórios os percalços enfrentados por qualquer um que queira realizar um evento semelhante. Quais foram as dificuldades encontradas por vocês da equipe de organização para realização do torneio? O que deve ter em mente o organizador de eventos e torneios e quais as dicas para quem se dispuser a organizar algo parecido?

SILVIO: A primeira e maior dificuldade é com a mentalidade do jogador brasileiro, e depois é a busca por um local que agrade e que seja dentro do orçamento. A dificuldade em explicar a um leigo o que é este “jogo” é tão difícil quanto explicar a idéia por trás do FoM, que é de agregar e trazer mais próximos grupos diferentes.

É preciso ser político e ter a verdadeira vontade de reunir o pessoal, conversar de igual para igual com outros organizadores de clubes e associações etc.

Um evento não deve ter em foco ou como meta o lucro financeiro. O que deve ser medido e alcançado é pessoas, novas, antigas, não importa. Se eu monto um evento onde consigo trazer gente nova ou da antiga para jogar eu já me sinto feliz e com o sentimento de dever cumprido.

O fator financeiro também é uma questão importante e também os arranjos e acordos para o evento acontecer. Ter em mente que se gasta e há a possibilidade de prejuízo deve ser sempre lembrada. E organizar, passo a passo, todas as etapas pré e pós evento.

ANDRÉ: Primeiramente, o espaço. Principalmente numa cidade como São Paulo, em que distância e localização são fatores que podem determinar o sucesso ou fracasso total de um evento. Com o espaço do Mie Kaikan temos uma boa localização, de fácil acesso, próximo ao metrô. Depois, regramento. Encontrar missões justas e criar os cenários de forma que não prejudiquem ninguém é sempre um desafio. E por fim, a preparação das mesas, que leva muito tempo quando não se tem um banco de peças de cenário grande. É sempre bom planejar, delimitar prazos, e nunca tentar fazer tudo sozinho. Trabalho em equipe e divisão de tarefas é essencial para o sucesso do evento. Marcar painting days pra agilizar e produzir em linha é sempre uma boa ajuda. E principalmente, um organizador tem que saber que NUNCA vai conseguir agradar a todos. Reclamações sempre surgirão, seja de alguma peça de cenário, algum detalhe da missão, data… não dá pra satisfazer a todos. Tente sempre buscar o que a maioria quer, mas não se limite somente a isso.

The Painting frog: Muitos comentários de participantes e da comunidade têm elogiado as mesas e cenários apresentados no evento. Você poderia destacar algo sobre o processo de criação das mesmas? Os cenários foram confeccionados de forma a criarem conjuntos temáticos? Quais são suas dicas para alguém que queira confeccionar sua própria mesa para jogar wargames?

SILVIO: Um dos pontos fortes do FoM é sua equipe. Apesar de não ser a mesma todo ano, temos um grupo que gosta do hobby e abraçou a idéia de confraternizar e competir com amigos. No FoM discutimos idéias, ajudamos um ao outro e no final temos o resultado a olhos vistos. Neste ano foi uma coisa interessante. Tivemos uma mesa com temática Eldar desenvolvida por um dos organizadores e que teve ajuda de outros membros da equipe, eu mesmo montei alguns cenários usando kits da GW e que só vi finalizado e muito bem pintado no dia do evento.

A atividade não se limita aos dias do evento, temos emails discutindo isso desde o inicio do ano, e já estamos discutindo o próximo de 2012!

ANDRÉ: Mesas temáticas são sempre um must a qualquer torneio. Analisamos bastante as mesas de torneios gringos e vimos que a maioria não tinha um tema comum, muitas vezes era um catadão de cenários quaisquer. Definimos temas e dividimos entre os envolvidos. É sempre bacana ter mesas que saltam aos olhos, portanto, se for da vontade da equipe, vale gastar tempo e dinheiro preparando as mesas.

The Painting frog: Comparando os exércitos apresentados no FoM III com aqueles apresentados em outras edições do evento tivemos um notável crescimento no número de exércitos pintados. Salvo engano todos os exércitos participantes estavam pintados. A que você credita essa evolução? Houve bonificação em pontos de campeonato para a participação com exércitos pintados? Qual o seu entendimento acerca da obrigatoriedade da pintura do exército em alguns torneios no exterior? Em sua opinião podemos esperar algo nesse sentido por aqui?

SILVIO: Esta evolução se deu naturalmente, é fácil de entender como isso ocorre. Num evento você quer trazer suas cores, sua bandeira e mostrar o melhor de si. Nada traduz melhor isso do que um army pintado. No inicio era uma obrigação, mas depois que deixei isso de lado nas regras do evento começaram a aparecer armies pintados, convertidos etc.

O evento também não se prende a apenas jogos, temos sempre uma mesa destinada a pintura ,conversões e bate papo onde sempre passamos o que aprendemos a novatos, trocamos experiências etc.

Sobre bonificar armies pintados não mudamos praticamente nada em relação ao conjunto de regras que usamos, existe uma bonificação para entrega de listas, armies pintados, etc. como em qualquer campeonato da GW, por exemplo, mas com algumas regras da casa.

Espero nas próximas edições incentivar de algum modo ainda mais os armies pintados, minis convertidas e uso livre de minis de empresa X ou Y desde que componham um belo exército. Mas não vou obrigar alguém a pintar seu army, quero que o jogador sinta esta necessidade e que ouça o “chamado da tinta” rs*

O ponto mais importante do FoM é o envolvimento dos jogadores e a integração entre eles, obrigar qualquer coisa acaba sendo uma coisa negativa.

Nada mais estimulante do que ver as fotos dos armies pintados e querer sentar na bancada e pintar o seu!

ANDRÉ: A comunidade vem crescendo e com isso cada vez mais gente interessada em seguir o hobby, e não apenas o jogo. Fora isso, iniciativas online como o Desafio Motivacional e concursos de pintura são um ótimo incentivo pra galera deixar a preguiça e arranjar uns minutos pra pintar suas peças. Sou totalmente a favor da exigência de exércitos pintados em torneios, e temos planos de implementar tais medidas no FOM. Afinal de contas, não somos só jogadores, somos hobbystas. Os que não gostam de pintar, pagam para alguem pintar. Mas é uma forma de incentivar a pintura e de agradar aqueles que se esforçam em pintar suas peças, pois enfrentarão outras peças pintadas, e não somente a cor tediosa do plástico ou metal.

The Painting frog: Os exércitos premiados como “Melhor Exército Pintado” nesta edição realmente chamam a atenção pela qualidade na execução da pintura. Quais são os critérios adotados na avaliação desse quesito? Quais são as dicas da organização para os jogadores que desejem competir, e vencer, nessa categoria?

SILVIO: Usamos os critérios desenvolvidos e que são usados pela GW em seu guia de torneios e eventos. Temos ainda um grupo pequeno de artistas/jogadores e ainda considero muito pequena a participação ativa dos jogadores. As dicas são simples, pinte com o coração, lembre-se dos itens levados em conta pelos juízes (isso pode ser informado e conseguido na internet se, problemas) e pratique, nada melhor do que pintar sempre para um dia chegar a um nível artístico digno do que vemos lá fora.

ANDRÉ: Os critérios estão disponíveis no manual do FoM III. Vão desde pintura básica a técnicas avançadas, bases, conversões, e elementos extras, como display bases, marcadores de wreck, etc. Planejar bem a pintura, fugir do básico e se empenhar em aplicar técnicas novas são alguns ingredientes para ter pontuação boa. Investir em conversões e bases bem feitas são o essencial para se destacar. E praticar, sempre praticar muito, refina sua pintura e te dá chances de concorrer ao pódio. Temos muitos pintores bons no Brasil e é certamente um desafio grande a ser encarado.

The Painting frog: No que diz respeito ao prêmio de “Melhor General” quão acirrada foi a competição nesse ano? O campeão do torneio venceu com um exército de Dark Eldar. Na sua opinião é necessário investir sempre no mais recente exército lançado para sagrar-se um campeão? Quais as dicas para os jogadores que ambicionam disputar esse prêmio?

SILVIO: Não acredito que o último exército lançado vá receber o prêmio de Melhor General. O que o pessoal ainda não tem muita prática é de participar de um evento onde o exército que ele luta não vai ter a mesma performance que tem no seu grupo de jogo. E qualquer “surpresa” pode acontecer.

Por exemplo, se eu tenho um exército que jogo com amigos e enfrento apenas exércitos de combate a longa distância eu vou, com o tempo, montando uma lista para jogar contra este tipo de exército e estratégia. Num evento onde buscamos trazer gente de diferentes locais, com estilos distintos de se jogar, sempre vamos ter uma boa surpresa ou uma ruim…

A dica é montar um exército balanceado em que você saiba como ele joga, e aí adaptar suas jogadas de acordo com o inimigo a ser enfrentado.

ANDRÉ: Tradicionalmente a GW tem essa tendência de sempre fazer codex novos melhores do que os antigos, o que dá um certo distanciamento das regras de um exército para o outro. Certamente usar listas extremamente competitivas de exércitos mais novos é um caminho para sagrar-se vencedor, mas praticar, entender bem todas as regras e dominar suas fraquezas é essencial. Qualquer general campeão deve saber dobrar o inimigo perante qualquer situação, e principalmente, mudar sua estratégia rapidamente perante qualquer adversidade encontrada. Explodiram seu Land Raider? Bola pra frente, não se desespere. Mataram seu HQ? Acontece. De um jeito de compensar tal perda.

The Painting frog: O FoM tem por tradição premiar, além do “Melhor General” e “Melhor Exército Pintado”, o “Campeão Geral” e o jogador mais cordial (Fairplayer). Dessa maneira o FoM cobre todos os aspectos do hobby certo? Você poderia tecer alguns comentários sobre esses prêmios? Alguma dica para futuros jogadores se destacarem nesses aspectos?

SILVIO: Acho que o FoM ainda não cobre 100% dos aspectos do hobby, nossa meta é ampliar os jogos (trazer mesas de diferentes companias, como Warmachine, Flames of War, etc.) e ampliar o escopo do hobby. Mas isso são passos para um futuro próximo, hoje acredito sim que estamos conseguindo valorizar os principais aspectos do nosso hobby, de acordo com a realidade brasileira.

Os prêmios são um incentivo. Pensamos em premiar com produto, minis, etc. mas decidimos que um troféu tem um valor mais emocional que uma caixa com minis e então investimos nisso (o troféu) e deixamos os produtos para sorteios e uma festa entre os participantes. Este ano além dos troféus sorteamos alguns mimos para os que participaram (adesivos, garrafas e chaveiros vindos da sede da GW de Nottingham)

O que espero e a dica que posso deixar aos jogadores é que eles se tornem ativos e participantes dos eventos, é com eles que isso tende a crescer.

Lembrar que o FoM é um momento de reunião e de convívio, onde competimos de um modo saudável é essencial. Acredito que premiamos sempre os melhores hobbystas e o que é um bom hobbysta? Aquele que joga, pinta monta, participa e entende que o jogo serve como um catalisador de pessoas com algo em comum que é a paixão por estes universos fantásticos.

ANDRÉ: Os melhores generais são premiados para incentivar os que gostam de jogar, sejam power players ou não. Muitas pessoas se dão bem em campeonatos com listas fluffwise. Melhores exércitos pintados é um incentivo para os hobbystas demonstrarem suas habilidades e se motivarem a terminar um exército. Campeão Geral é um prêmio para destacar aquele jogador que se saiu muito bem nas duas facetas do jogo, pintando bem e tendo bom desempenho no pano verde. E por fim, o fairplayer é escolhido pelos jogadores para eleger aquele que jogou mais limpo e mais cordialmente. Dominar bem as regras, evitar bater de frente em discussões, acolher decisões dos juízes, evitar lances duvidosos, agir sempre com boa fé, manter coerência em sua pintura, investir tempo na pintura, evitar listas anti-fluff e competitividade exagerada são boas dicas para se sair bem em todas as categorias.

The Painting frog: Existem planos para um 4º Fork of Mork? Se sim, que novidades podemos esperar para o próximo evento?

SILVIO: Sim, os planos existem e já estão em andamento, e sem frescuras aqui de dizer ou não o que vai ser. (rs).

Planejamos um evento para o meio do ano, ainda sem data definida, e com a ampliação das mesas e do que é oferecido nos 2 dias de jogatina. Temos planos para ter mais torneios e mesas de demonstração e uma área maior para pintura e troca de bits.

Além disso, estamos já com uma parceria que ira fazer o evento mais interessante, (mas esta informação eu ainda devo manter nos bastidores).

ANDRÉ: O FoM IV está em discussão. Por enquanto não vamos revelar nada, mas a galera pode se animar que o FoM IV vai ser bombástico. Muitas novidades serão implementadas que ficaram de fora do FoM III e certamente iremos tentar atrair mais jogadores.

 

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E é isso pessoal. Espero que vocês também tenhama chado interessante saber um pouco mais do que vai na cabeça de dois dos organizadores do FoM e com isso entenda melhor como é pensado um torneio feito por  esses caras. Publico em breve mais algumas entrevistas por aqui que acho que vão ajudar muito quem está se programando pra participar de um torneio em 2012.

Abraço e até breve.

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Salve Leitor.

 

Eu costumo bater bastante por aqui na tecla dos torneios e frequentemente comento acerca dos torneios e, ou, eventos que tive a oportunidade de participar, mas isso tem um por que. Eu acredito piamente que a melhor coisa que qualquer wargamer pode fazer em prol de seu hobby, e de sua apreciação do mesmo, é programar-se e comprometer-se com a idéia de participar de ao menos um torneio.

 

Essa crença nasce de minhas experiências pessoais ao longo dos anos participando de torneios e encontros de jogadores em diversas cidades brasileiras. Em todas as vezes que me propus participar de um torneio, e me comprometi com essa idéia, eu sai desses eventos com a chama do hobby revigorada e acredito que qualquer cara que compartilhe comigo esse hobby vai sentir o mesmo. Primeiro por que acho que é encorajador poder encontrar, conversar, trocar idéias e jogar contra pessoas que compartilham do seu interesse nos jogos de estratégia (sem contar que é bom perceber que não se está sozinho nesse hobby que frequentemente é visto com estranheza por outras pessoas). Outro motivo é que o ambiente competitivo dos torneios, e a conseqüente preparação que isso demanda, bem como a possibilidade de enfrentar novos exércitos e táticas diferentes daquelas empregadas por adversários habituais serve como fonte de inspiração pra que cada um nós tente o seu melhor nos diversos aspectos do hobby.

 

É por isso então que vira e mexe eu continuo a compartilhar com vocês leitores minhas experiências e impressões acerca dos torneios realizados no Brasil, sempre com o intuito de incentivar os colegas de hobby a participarem de torneios. É justamente essa intenção que nos trás ao motivo do post de hoje.

 

Aconteceu em São Paulo nos dias 19 e 20 de novembro de 2011 a 3ª edição do Fork of Mork, evento aclamado uma vez mais pelos participantes e pela comunidade brasileira como um grande sucesso. O nome não deve soar estranho se você acompanha o blog há algum tempo e isso se deve ao fato de eu ter participado das duas edições anteriores do evento, bem como do evento “irmão” do FoM o Spoon of Gork (ou só SoG).

 

 

Como você deve saber a comunidade brasileira devotada aos jogos de estratégia está dispersa por todo o país e assim nem sempre é fácil encontrar outras pessoas com quem compartilhar o hobby. Dessa maneira o Fork of Mork nasceu em 2007 no vácuo deixado pelos antigos TVs e TIs (Torneios de Verão e Inverno respectivamente – organizados no Rio de Janeiro pelo Johnny e pelo Fabrício com a ajuda do pessoal do Warhammer Brasil) como fruto da vontade de um grupo de amigos em se reunir para jogar juntos o Warhammer 40.000. A primeira edição aconteceu no salão de festas do Silvio e desde então em cada encarnação subseqüente o evento continuou a crescer, sem deixar de lado o espírito de confraternização entre os adeptos do hobby não importando em qual área do mesmo esteja seu foco.

 

O que nos trás de novo ao FoM III. Realizado uma vez mais no Mie Kaikan (é o segundo realizado lá), pertinho do metrô da Vila Mariana o que facilita e muito o acesso de interessados e participantes, a 3ª edição do evento acabou tendo por foco uma vez mais o Warhammer 40.000, apesar do projeto inicial do evento prever um torneio de Warhammer Fantasy concomitante ao de 40K este, em virtude da pouca adesão da parcela da comunidade devotada a esse jogo, infelizmente acabou sendo cancelado.

 

Muito embora tenham sido oferecidas 28 vagas o torneio de 40K contou tão somente com 10 inscritos que puderam ao longo de dois dias e cinco rodadas disputar o troféu de “Melhor General” que acabou conquistado pelo Otávio “Tavitin” e seus Dark Eldar (que repetiu a performance do torneio individual no “Torneio Polar” realizado pelo clube Tropas Polares de Curitiba) tendo o segundo e terceiro lugares ficado com o Fernando “Rossi” e seus Ultramarines e o Fábio “Sephyr” e seus Chaos Space Marines respectivamente.

 

Um ponto recorrente nos comentários acerca do torneio, entre participantes e comunidade, tem sido os elogios tecidos à organização no tocante à beleza das mesas, e dos cenários que as compunham, nas quais o torneio foi disputado. Além das cinco mesas do torneio o evento contou ainda com mesas extras para jogos amistosos bem como uma área de pintura com todos os equipamentos à disposição de participantes e visitantes dispostos a pintar ali mesmo suas miniaturas e trocar experiências nesse sentido.

 

 

 

 

 

 

 

 

A meu ver outro aspecto dessa edição que merece destaque foi a qualidade dos exércitos apresentados, não só no que diz respeito à composição das listas, mas principalmente em razão da maioria deles, senão a totalidade, estar pintado o que contribui, penso eu, para tornar o torneio ainda mais aprazível para participantes e visitantes.

 

A competição nesse quesito foi também bastante acirrada com o prêmio de “Melhor Army Pintado” indo para o Cristiano “Normal” com seus Space Marines e o segundo e terceiro lugares sendo conquistados pelo Marcus “Arminor” e seus Black Templars e pelo Fábio “Sephyr” e seus Chaos Space Marines respectivamente.

 

Foram premiados ainda o “Campeão Geral”, prêmio conquistado pelo Cristiano “Normal”, e o “Jogados mais Esportivo”, conquistado pelo Carlos “Laprega”. Além dos oito troféus foram sorteados ainda diversos brindes para os participantes.

 

 

 

 

 

 

 

No fim das contas resto convencido que o Fork of Mork cumpriu uma vez mais o seu papel, mantendo inalterado seu espírito, ao promover a confraternização não só entre os adeptos do Warhammer 40.000, mas também de todos aqueles que em maior ou menor grau apreciam o hobby de jogar, pintar e colecionar miniaturas.

 

Ficam registrados aqui meus parabéns a toda a equipe da organização: Enéas, Fábio, Rossi, Silvio, Sócrates e Streem (extensivos ainda ao Antônio Jorge e ao Tocha) que não economizaram esforços e esmero no planejamento e execução do evento entregando para a comunidade um encontro memorável. Que venha o 4º Fork of Mork.

 

 

Para mais fotos e informações sobre o 3º Fork of Mork não deixe de conferir a bela cobertura fotográfica feita pelo Gabriel “Topa” no Da Fork of Mork III e o 4º edpisódio do Videolog produzido pelo André “Streem” o “RELOAD” (reproduzido abaixo para sua conveniência).

 

 

Grande abraço e até a próxima.

 

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Hello there.

I firmly believe that one of the great things a wargamer can do towards his own enjoyment of the hobby is to attend a tournament. There is nothing like meeting, sharing experiences and gaming against other like minded people. First because it’s always nice you’re not alone in the wide world and that your hobby isn’t some sort of mania and second because the competitive environment can do wonders in order to instill us with the needed gas to finish overdue projects and to perform better in the various aspects of the hobby.

That’s why I put extra effort into attending tournaments whenever I can. Unfortunately, for reasons not worth mentioning, I was unable to attend othe latest of these events we’ve had this year but at least I get to share information about it with you readers out there (and share some nice pictures as well).

Back in 2007 I was one amongst a group of friends who felt the need to get together and get some games against each other. What might be simple to so many gamers out there was complicated to us as we’re spread all over the huge country which is Brazil. So out of this need we came up with the Fork of Mork tournament which now gets to its 3rd edition.

The event was held once more in São Paulo over the 19th and 20th of November 2011 (in case you’re reading this in the far future!). Once more the tournament was lauded as a great success by participants and community alike. It featured five beautiful gaming tables for the tournament matches as well as extra tables for pick up games and a painting area as well thus seeing to needs of every hobbyist which showed up to check it out over the course of the two days.

 

There were 10 participants fighting each other for the title of “Best General” over the course of five rounds. Once again the competition was steep and the Dark Eldar army captained by Archon Otavio “Tavitin” won the first place (with a vanilla Space Marine army placing 2nd and a Chaos Space Marine in 3rd). This is the same army which won the individual tournament held by the “Tropas Polares” club I attended back in June. Prizes were also awarded for “Best Painted Army” (1st, 2nd and 3rd places), “Overall Champion” and “Most Sportive Player” (single prizes).

 

One thing which has come to my attention is that in this edition of the Fork of Mork is that most, if not all, the armies presented there by the participants were painted which in my opinion greatly contributed to the success (as it’s always nicer to fight against painted armies).

 

Overall it had been a great event and I look forward to attending it’s fourth edition sometime soon. If you feel inclined to check more photos from the event check the excellent coverage done by a friend: Da Fork of Mork III.

AH! Do yourself a favor and enroll for a tournament soon! I believe you’ll come to agree with my preamble on today’s post. If you have already done so don’t be shy and share your thoughts.

Over and out.

Hello there.

I could swear I had already written about it here. If you follow the blog you might have read a report on a tournament I participated in, back in May held in Curitiba/Brazil (if you haven’t read about it yet do check this). After that I did participate in another one, but hadn’t talked about it thus far and that was unfair of me given how much fun I had.

One of the nice things going on in Brazil right now is that the local player communities have finally started organizing themselves into gaming clubs. It’s not a recent phenomenon, the first one we had was based in Rio de Janeiro and was named “Martelo de Guerra” (Warhammer in english) but unfortunately it no longer exists. Then we had B.O.S (an acronym for Bomb Of Slaanesh – no idea on the origin of the name) located in São Paulo and those two were the options to look for if you wanted to get into organized play and competitive gaming for a good while. Over the last couple of years more people have seen that getting together is indeed the best way to arrange other players to play against and also meet other like minded people and thus more and more gaming clubs are appearing all over Brazil.

The tournament I attended in May was held by one of these new clubs, “Tropas Polares” (“Polar Troops” in a loose translation), and so was the one I attended in July, held in Canoas/RS and organized by one of the newest clubs we have around, the “Clube Gaúcho de Wargames” (or CGW for short).

The CGW is indeed the newest club to appear in the Brazilian gaming scene, but I’ve know a few of its members over the internet for a while now, so I figured attending one of their meetings would be a nice way of getting to know them in person and also getting me a couple of games in the process.

Well, it turns out they decided to have a tournament on the Saturday I’d be there (I was going to be there for the weekend but Sunday would be devoted to another of the club’s interests: board games). I attended bringing my faithful Eldar in tow and, to my honest surprise, ended up winning the “Best General” (1st place) and “Best Painted Army” trophies.

I have to say it was an uphill struggle. My first match was against Rici and his Tyranids and I think I’ve never played such a tense game. Every turn he had new bugs arriving on the table. Coming from my flanks, dropping from out of the sky or emerging from the ground there were bugs everywhere and the gaming was hanging by a thread until the very end when I managed to score a victory dominating two out of the three available objectives.

On my second match I was paired against the clubs local boogeyman. Phan (short for Phantasm) is a nice guy who has mastered his Orks quite quickly and has yet to meet this match on the gaming table. From the very beginning things were looking grim for my frail Eldar. “Butchered” is an apt word to describe the situation as Phan hammered me every turn. I had a couple lucky moments, like when my Fire Dragons dealt with two of his Killer Kan units, and ended up winning, in another lucky moment at the very final turn when my Dire Avengers mowed down one of his Loota units, by a meager killpoint.

Lucking out on my second game landed me against another tough opponent, Ismael and his brand new Dark Eldar. The dark kin some call them but, unfortunately, my Eldar can call no kinship to those guys as they hit like a brick, with a hammer attached to it. Every time Ismael got to shoot one of his venoms he was rolling something like fourteen envenomed shots downing with ease two of my hardest hitting units. I had thus to be even more devious than the dreaded Dark Eldar so I turned to Eldrad’s magic tricks, feigning a deploy and then repositioning my units. Ismael fell for it so I got to divide his forces. I also got a lot of help from lady luck. Suffice to say I had never rolled so many “6’s”. Ever. Couple that with the Dark Eldar’s jaw glass and I did manage to score myself another win.

Being the sole player with 3 wins I scored first place. Not surprisingly second and third places would be decided between Ismael and Phan who managed a tie when their points were compared, even after tie breaker scores were consulted. Phan graciously conceded the second place to Ismael settling the dispute.

Then it was time to vote for the “Best Painted Army” award. There were only two eligible armies, given that most participants used unpainted armies, and I was up against a fellow Eldar player. I won’t remember the exact score but I managed another marginal victory when all votes were counted.

Sunday was a very atypical day for me as I got to play a few board games. I played those growing up but hadn’t played one for years. Suffice to say I had a very fun day playing “Battle Star Galactica” and another game I won’t recall the name right now. It was such a nice experience I’m decided to purchase a few to play with friends and family.

In the end I had a very good time with the friends from CGW. Good conversation, good food and good games made the weekend a memorable one that I’m keen to repeat in the very near future (January is just around the corner again and I hear the guys are having a Summer Tournament this time).

To wrap it up I leave you with some pictures from the weekend:

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Olá.

Percebi hoje que havia me esquecido completamente de mencionar aqui no blog acerca do último torneio do qual participei.

Já havia relatado aqui ter participado do Torneio Polar, organizado pelo clube Curitibano Tropas Polares, em maio do corrente ano. Naquela oportunidade fui tão bem recebido pelos amigos de Curitiba que fiquei motivado a visitar outros clubes brasileiros.

Eu já conhecia alguns dos membros do Clube Gaúcho de Wargames (ou CGW) através da internet e quando surgiu a oportunidade de participar de um dos encontros mensais promovidos pelo clube pensei que seria uma ótima oportunidade de conhecê-los pessoalmente e, por tabela, disputar algumas partidas contra adversários diferentes dos meus habituais parceiros de jogo. Assim não me fiz de rogado e embarquei com destino ao Rio Grande do Sul para participar do encontro do Clube Gaúcho de Wargames.

O CGW é o mais novo clube a surgir no território nacional, trilhando o caminho de outros tantos jogadores que entenderam que agremiar-se é uma das formas mais construtivas de curtir nosso hobby já que os clubes permitem encontrar oponentes com facilidade bem como conhecer outras pessoas com interesses semelhantes aos nossos.

Ao saber que eu iria o Monty, presidente do clube, acabou organizando um pequeno torneio no qual acabei me sagrando campeão após três partidas complicadíssimas.

Na primeira partida enfrentei o Rici e seus Tyranids num jogo que, pra falar pouco, foi tensa do começo ao fim. O exército capitaneado por ele era reforçado a cada novo turno com criaturas que adentravam o campo de batalha pelos meus flancos, caindo dos céus, ou emergindo do solo. Não saber o que esperar a cada novo turno me manteve atento e me obrigou a priorizar alvos e remover ameaças. Acabei tendo sorte por que os reforços do Rici foram chegando aos poucos o que me permitiu concentrar fogo e abatê-los, não sem que sofresse algumas baixas. No final conquistei a primeira suada vitória ao dominar dois objetivos contra nenhum dos Tyranids.

A segunda partida foi contra o “Bicho Papão” do CGW, O Phan. O Phan começou a jogar há pouco tempo, mas dominou com rapidez os Orks no 40K. O army é bom, mas nas mãos de alguém que compreende bem suas forças e fraquezas os Orks são devastadores. Desde o começo ficou bastante claro que o Phan viria para o meu pescoço, avançando em pinça sobre as posições ocupadas pelos meus Eldar. O jogo parecia ganho por ele desde o começo, já que turno após turno os Orks infligiam pesadas baixas no meu exército. Devo admitir que devo minha vitória contra o Phan à dois lances de sorte que me concederam um mísero Kill Point de vantagem e assim a vitória.

A partida final contra o Ismael tinha tudo pra ser um massacre. O cara joga também a pouco tempo com os famigerados “primos” dos Eldar, os Dark Eldar. Um exército bastante rápido e agressivo, que nas mãos do Ismael despejava a cada turno um volume de fogo assombroso contra mim. Uma vez mais devo grande parte da vitória a sorte já que rolei muito bem durante todo o jogo garantindo assim a vitória final e o primeiro lugar no Torneio.

Uma coisa que me agradou bastante no torneio foi a adoção de objetivos secundários para cada missão o que acabou tornando as partidas mais dinâmicas. Embora eu tenha adorado passar um dia descompromissado no domingo jogando jogos de tabuleiro penso que se tivéssemos tido um segundo dia de jogos, com duas partidas a mais, por exemplo, os resultados do torneio de modo geral seriam bem distintos.

Um bônus bem vindo foi ter vencido também o prêmio de melhor army pintado. Coroou minha experiência com os Eldar, que espero revisitar, mas que devem entrar em semi-aposentadoria a partir de agora.

Que venha o Torneio de Verão!

And I’m off to a tournament.

Over the last few posts this blog started to sound a lot like the 41st millennium given I only got to talk about a grimy and dark future in my hobby.

Well I guess it’s time I get back to actually enjoying the real 41st millennium and I can think of no better way of doing that than playing some 40K games.

Over the course of the next weekend a Brazilian gaming club, “Tropas Polares”, based in the city of Curitiba will hold a 40K tournament. On Saturday I’ll be joining a 1500 points single tournament with three games spread over the course of the day and on Sunday I’ll join a double tournament with two games over the course of the day.

I have to admit it’s really good to go for a tournament with which I’m not involved in any way and get to enjoy the hobby I love and meet new like minded people over the course of the weekend. I might even make new friends.

I know a couple days is short notice but if you feel inclined to participate or know a bit more please check the link with all the pertaining information (mind you it’s in Portuguese… nothing google can’t lend a hand).

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Salve!

Malas prontas, lista impressa, minis empacotadas. Tudo pronto para um final de semana de jogatina em Curitiba no Paraná!

Os últimos posts por aqui se cingiram à polêmica decisão da Games Workshop em proibir as lojas independentes Européias de vender para países fora da Europa. O assunto pode ser chato e desestimulante, mas penso que é importante informar às pessoas acerca dessa infeliz política de vendas que pode impactar o hobby no Brasil.

Devo admitir que fiquei BEM chateado com todo esse imbróglio mas nem passou pela minha cabeça abandonar o hobby ao qual me dedico a mais de 10 anos. Sendo assim nada melhor pra avivar a velha chama “hobbistica” do que um torneio de Warhammer 40.000.

O clube “Tropas Polares” depois de divulgar o hobby como um todo na “World RPG Fest-2011” realiza agora, no próximo final de semana (28 e 29 de maio), o 1º Torneio Polar de Warhammer 40.000 com duas modalidades ao longo do final de semana. No sábado os participantes se enfrentarão em combate individual ao longo de três partidas durante todo o dia. No domingo teremos a modalidade de duplas com dois jogos divididos no período da manhã e da tarde.

Admito que vai ser uma mudança bem vinda participar novamente de um torneio onde não estive ligado de maneira nenhuma à organização podendo assim me concentrar em curtir ao longo de todo um final de semana não só o meu hobby mas também a companhia de outros hobbistas que compartilham a paixão pelos jogos de estratégia (ou jogos de bonequinho como diz minha avó). Quem sabe não ganho novos amigos no processo? Foi assim quando me interessei em ir ao RJ pela primeira vez participar de um torneio… Mil e tantos quilômetros de viagem para enfrentar o Juber, um de meus amigos e parceiros de jogo em Cuiabá!

Acho que participar em eventos assim não só acende a chama do hobby motivando o entusiasta a produzir mais, jogar mais e dedicar-se mais ao hobby de maneira geral, mas propicia também uma excelente oportunidade para o intercâmbio de idéias e experiências relativas ao hobby. Interessou-se em participar? Confira os detalhes do evento aqui!

Grande abraço e até a volta.